Segunda noite do festival conta com performances memoráveis

Por: Gustavo Franchini

Fotos: Paulo Cassio/UDR
Fotos: Paulo Cassio/UDR

Para o segundo dia de apresentações (14), o Rock In Rio nos surpreende com excelentes performances, com destaque para os britânicos do Muse, além dos clássicos apresentados pelo ícone do punk rock americano The Offspring, a bela cantora Florence Welch (e sua banda Florence and the Machine) e o rock alternativo do 30 Seconds to Mars, liderado pelo ator e vocalista Jared Leto. O público deu um show à parte, contribuindo para o belo sábado do Rock In Rio!

O palco Sunset abriu com o rock brasileiro do Autoramas que, em conjunto com BNegão, fez o público (ainda tímido) agitar os primeiros minutos do festival. As músicas foram bem recebidas por todos, que cantavam as letras e pulavam ao som das mais conhecidas. Em seguida, um presente para os fãs da lendária banda Ramones, em uma apresentação que ficará na memória de muitos: O baterista Marky Ramone, um dos membros remanescentes do Ramones, contando com a participação do vocalista Michale Graves (ex-Misfits), em um dos momentos mágicos do evento.

Galeria de fotos do show da banda Autoramas
Galeria de fotos do show de Marky Ramone

A maioria dos presentes no palco Mundo se deslocou para o Sunset, com o intuito de prestigiar a apresentação mais esperada da noite: The Offspring. Contudo, os problemas começaram a surgir já nos primeiros acordes de “All I Want”, pois o som do palco estava aquém do esperado, dificultando a qualidade dos timbres das guitarras, com a bateria dando estalos e o vocal de Dexter Holland praticamente inaudível. Ao longo do set, a qualidade do som melhorou, mas ainda assim somou-se ao fato de que a plateia era tão numerosa, que ficou difícil curtir o show de forma íntegra. Todos queriam ver The Offspring!

Galeria de fotos do show da banda Offspring

A banda merece estar no palco Mundo, talvez na próxima edição, pois demonstrou levantar público e atrair expectadores, em quase 30 anos de carreira. Apesar dos problemas técnicos, deu gosto de ver os clássicos dos álbuns Smash (1994) e Americana (1998) serem apresentados da forma mais direta e crua possível, assim como o punk rock deve ser. Dexter ainda mantém a sua qualidade vocal em notas mais alta e o baixista Greg K. nos remete aos anos de ouro do punk com a sua pegada firme e precisa nas 4 cordas.

No Palco Mundo, a abertura ficou por conta do Capital Inicial que, como sempre, nos apresenta um show com muita empolgação, desfilando por todos os hits de sua carreira, como “Fátima” e “Natasha”, cantadas pelo público que estava bastante animado. O carisma do vocalista Dinho Ouro Preto é impressionante, levantando até os que apenas aguardavam as performances principais da noite. O auge do show ocorreu na homenagem aos músicos do Charlie Brown Jr. que faleceram recentemente, Champignon e Chorão, com o sucesso da banda, “Só Os Loucos Sabem”. Emocionante!

Alguns minutos depois, o palco já estava dominado pelo 30 Seconds To Mars, em um espetáculo de rock alternativo e, principalmente, respeito aos fãs. Com um set curto, o líder Jared Leto encanta o público e apresenta canções novas, além de os presentear com os hits que tanto tocaram na MTV. Incentivado pelo carinho de todos, Jared sobe na tirolesa e continua o show por ali mesmo, arrancando sorrisos dos presentes, tornando o momento ainda mais inesquecível.

Delicadeza e bom gosto definem o próximo show, que ficou por conta de Florence and the Machine, banda que já alcançou status de mainstream, pelo sucesso arrebatador dos dois únicos álbuns lançados até agora. É impressionante a segurança vocal da cantora Florence Welch, que a todo momento demonstra seu amor pelo público brasileiro e desfila em meio a um palco bem produzido, com toques refinados que se equiparam à sua beleza musical.

Galeria de fotos do show do Florence and the Machine

Foto: Paulo Cassio/UDR
Foto: Paulo Cassio/UDR

Para encerrar a noite com maestria, a banda britânica Muse nos apresenta um show que entrará para a história do festival. Liderada pelo vocalista, guitarrista e pianista Matthew Bellamy, a apresentação já se inicia deixando todos boquiabertos, com a porrada“Supremacy”, do mais recente álbum The 2nd Law (2012). A partir daí, é uma orgia musical, com um set que englobou 19 músicas e praticamente todas as conhecidas pelo público, que estava tão empolgado quanto os músicos.

Galeria de fotos do show da banda Muse

As nuances instrumentais, a produção de palco e a qualidade técnica da banda nos deixa claro que o Muse é uma banda para assistir ao vivo! O trio impressiona com a gama de gêneros musicais presentes em suas músicas, que alterna momentos calmos e agitados, sempre com riffs, harmonias e melodias cativantes. O Rock In Rio começa com o pé direito. Que venham os próximos espetáculos!

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