Rock In Rio 2019: Sobre os artistas do Palco Sunset – Parte 1

Primeira parte do release dos artistas confirmados no Palco Sunset

A cantora, atriz e bailarina Jéssica Ellen – Foto: Divulgação/ RIR

Mano Brown

Nascido em São Paulo, em 1970, Mano Brown (Pedro Paulo Soares Pereira) se tornou nacionalmente conhecido após formar, no final dos anos 1980, o grupo Racionais MC´s, considerado o maior representante do Rap brasileiro, juntamente com Ice Blue, Edi Rock e o DJ KL Jay. Com o grupo gravou oito álbuns, entre eles os memoráveis “Sobrevivendo no Inferno” (1997) e “Nada como um Dia Após o Outro Dia” (2002), que apresentou músicas como “Diario de um detento”, “Vida Loka I”, “Vida Loka II” e “Negro Drama”. 

Karol Conka

A curitibana Karol Conka, 32 anos, veio para mudar o cenário do rap. Em 2013, foi a vencedora do Prêmio Multishow na categoria “Revelação”, superando indicadas como Anitta e Clarice Falcão. Um ano depois, foi a única fora do circuito Europa-EUA da lista dos “Novos artistas do mundo que merecem ouvidos” da revista americana Rolling Stone. Em 2014, fez sua primeira turnê pela Europa – o sucesso a fez voltar mais duas vezes, passando por Paris, Viena, Amsterdã, Berlim e Londres. Karol Conka marcou presença e se tornou a primeira artista a não cantar em inglês na BBC Radio 1, uma das principais rádios inglesas. O trabalho mais recente de Karol é o álbum Ambulante (2018), nele apresenta novas influências como o reggae na faixa “Saudade” ou o pop em “Vogue do Gueto”.

Linn da Quebrada

Artista multimídia, Linn encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. As possibilidades de sua performance são tantas, que atualmente Linn tem se dividido em dois tipos de apresentações ao vivo: os shows de Pajubá, seu disco de estreia, e o processo experimental Trava Línguas, este elaborado a partir da diferença e da repetição como busca por novas ideias. Acompanhada pela sua banda – Jup do Bairro (parceira e blackqueen vocal), Dominique Vieira (percussionista), BadSista (DJ) e Pininga (DJ) -, Linn da Quebrada tem se destacado na cena brasileira de música eletrônica e experimental a partir de uma mistura musical indecifrável – e ao mesmo tempo contagiante.

Gloria Groove

Gloria Groove é a persona artística do multitalentoso Daniel Garcia Felicione Napoleão. O artista é um cantor, compositor, bailarino, rapper e dublador. Com 24 anos, Daniel está no mundo artístico desde 2002, quando integrou uma versão do grupo Balão Mágico. Em 2016, já como Gloria Groove, lançou o single “Dona” que teve grande repercussão. Seu álbum de estreia O Proceder foi lançado em 2017. As letras são, em sua maioria, retratos de sua vida como gay e drag queen de periferia. Em 2018, lançou o single “Bumbum de Ouro” que soma mais de 65 milhões de visualizações no YouTube. Seu mais recente lançamento é o single “Coisa Boa”, de janeiro de 2019.

A multitalentosa cantora Alcione – Foto: Marcos Hermes

Titãs

Os Titãs são uma das bandas de rock mais reconhecidas do país. Estouro na década de 80, atualmente é formada por Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Belloto, com apoio de Mário Fabre e Beto Lee. Em 1986, o disco Cabeça de Dinossauro caiu no gosto do público, e os Titãs ficaram conhecidos nacionalmente por suas letras políticas e seu estilo rock’n roll. A banda passou a fazer shows em todo o Brasil, e já estão em sua 22° turnê pela país, com seu show em formato intimista, “Titãs Trio Acústico”. Em sua carreira, produziram mais de 20 álbuns, com clássicos como Homem Primata e Polícia.  Foram de mais de 6 milhões de cópias vendidas. Os músicos já conquistaram importantes prêmios do mundo da música, como o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro (2009), Melhor Grupo de Pop/Rock (1989, 2004, 2016) pelo Prêmio da Música Brasileira, entre muitos outros. O grupo esteve nas edições de 1991, 2011, 2012 (Lisboa), 2015 e 2017, entre baladas e canções em tom de protesto, fizeram shows marcantes para todas as idades.

Ana Cañas

Em 2007, Ana lançou seu primeiro álbum “Amor e Caos”. A cantora estreou no meio musical com muitos elogios da crítica e foi considerada a grande revelação musical daquele ano. Em 2008, Ana continuou conquistando o público e concorreu ao prêmio Multishow, na categoria Revelação. O segundo trabalho da artista “Hein?”, teve participações de peso, como Arnaldo Antunes e Gilberto Gil ao violão, e a canção “Esconderijo” virou tema de novela na época. Em 2012 lançou o álbum “Volta”, o disco transformou-se, posteriormente, no show e DVD ‘Coração Inevitável’ e contou com a direção e iluminação de Ney Matogrosso. Em 2015, Ana decidiu lançar seu primeiro trabalho totalmente autoral, com pegada mais rock, e o mais recente, o disco “Todxs”, de 2018, álbum independente, empoderado, feminista, com beats eletrônicos pesados e grooves sensuais. Produzido por Thiago Barromeo e Ana Cañas, o disco conta com as participações do rapper Sombra (SNJ) e do cantor Chico Chico.

Edi Rock

Tendo uma bagagem impressionante no Rap Nacional, Edi Rock apresenta seu trabalho solo. De mente afiada e levada potente, o artista norteou e ainda norteia os caminhos dos Racionais MC´s ao lado de Mano Brown, Ice Blue e KL Jay. Em plena maturidade, desbrava horizontes musicais até então guardados em sua imaginação e vontade. Na prática, Edi Rock entrou em estúdio para explorer suas afinidades e influências sonoras adquiridas ao longo de sua caminhada. Em seu show solo, apresenta sucessos do album “Contra Nós Ninguém Será”, como “That´s My Way”, e músicas inéditas do seu próximo disco ainda inédito, como “Sonhos em Construção”, “De Onde eu Venho” e “Corre Neguin”.

Os roqueiros do Ego Kill Talent – Foto: Denis Carrion

Érika Martins

A ex-integrante do extinto grupo de rock Penélope, formado em 1995, foi um estouro nos anos 2000, com três álbuns lançados. Érika e sua banda Penélope fizeram uma participação no Rock in Rio na edição de 2001. Sua voz suave e cheia de personalidade conquistou o público e, após o término da banda, Érika começou a carreira solo e produziu mais três álbuns, sendo o último em 2013, com uma pegada de rock moderno que foi elogiado pelos críticos musicais. Atualmente, a cantora faz parte do projeto Lafayette & Os Tremendões, que faz releituras de música da Jovem Guarda, e é a vocalista da banda Autoramas, uma das mais importantes do segmento rock, com apresentações em grandes festivais pelo Brasil e uma marcada para Liverpool. Érika já foi indicada para o Grammy Latino, para o VMB da MTV e o prêmio Multishow (na categoria ‘melhor cantora’).

Detonautas

A banda Detonautas Roque Clube é uma das maiores representantes do rock nacional, com 21 anos de carreira, 6 álbuns de estúdio, 3 dvds ao vivo, incluindo o da antológica apresentação no Rock in Rio 2011, quando dividiu o Palco Mundo com artistas internacionais como Guns’n’Roses e System Of A Down, e algumas coletâneas. Tocam por todo Brasil desde 2002 ininterruptamente, participando de todos os grandes festivais do país e com algumas turnês internacionais nos EUA e Japão. É uma das bandas mais ouvidas nas plataformas de streaming, estando entre as 10 mais do segmento. O trabalho mais recente da banda é o álbum “Detonautas Roque Clube VI”, de 2017, o sexto de estúdio da banda.

Pavilhão 9

Conhecido por seu discurso forte, pelas letras engajadas que tratam de questões sociais, políticas e culturais, o Pavilhão 9 é considerado um dos principais grupos de hip hop da década de 1990. Após um hiato de 11 anos,a banda voltou com o álbum “Antes Durante Depois”, lançado em 2017. Na formação atual, o fundador da banda Rhossi, com seu vocal marcante, e novos integrantes que trouxeram peso e renovaram o time: o guitarrista Rafael Bombeck (ex-La Raza), o baterista Leco Canali (ex-Tolerância Zero), Juninho no baixo e o DJ MF.

Ego Kill Talent

Formada em 2014, a Ego Kill Talent é composta por membros de vários grupos brasileiros de rock, como Udora, Sepultura e Sayowa. Os músicos, que compõem em inglês, foram considerados uma das revelações de 2017 com seu primeiro álbum de estúdio “Ego Kill Talent”, lançado após os EPs “Sublimated” (2015) e “Still here” (2016). A banda também produziu um disco ao vivo, gravado na Arena de Nimes na França, em 2017. Nos shows internacionais, foram elogiados pelas publicações europeias e conquistaram grande audiência nas performances em rádios da Holanda.

O trio As Bahias e A Cozinha Mineira – Foto: Divulgação/ RIR

Paulo Miklos

O primeiro disco dos Titãs, lançado em 1984, trouxe o primeiro grande sucesso na voz de Paulo Miklos, “Sonífera Ilha”. A partir daí foram mais 18 discos lançados até 2015, com diversos grandes sucessos nacionais. Alguns interpretados por ele, como “Bichos Escrotos” (1986), “Diversão” (1987), “Pra Dizer Adeus”, do disco “Acústico” (1997), e “É Preciso Saber Viver”, que se tornou hit no Brasil inteiro na regravação dos Titãs. Junto a banda, Paulo ganhou diversos discos de ouro e platina, além de importantes prêmios como; “Grammy”, “MTV Music Awards”, “MTV Brasil”, “Prêmio Multishow”, “Grande Prêmio da Música Brasileira” e “APCA”, entre outros. Em sua carreira solo, lançou três álbuns. O primeiro, de 1994, leva seu nome e foi escrito, composto e produzido por ele. O segundo, “Vou Ser Feliz e Já Volto” (2001) traz uma sonoridade moderna e autoral. O terceiro disco solo, o primeiro depois da saída dos Titãs, o elogiado “A Gente Mora No Agora”, foi indicado como melhor disco de 2017 por diversos críticos, revistas e sites.

IZA

Do subúrbio carioca, em Olaria, IZA mostrou sua voz pela primeira vez em vídeos no Youtube. O público passou a acompanhar a cantora e em 2017 o single “Pesadão” não passou despercebido, emplacou nas principais rádios e entrou na terceira posição do ranking das mais tocadas da Billboard Brasil. O videoclipe da música com Marcelo Falcão teve 220 milhões de visualizações. O álbum de estreia foi lançado em 2018, “Dona de Mim” mescla sons do pop, R&B, reggae e jazz. A cantora que conquistou os críticos musicais, também foi reconhecida nas premiações Women’s Music Award, como Revelação do Ano (2017), Melhor Música e Melhor Álbum (2018), no Prêmio Multishow pela Melhor Música (2018), e concorreu ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo na Língua Portuguesa.  Atualmente, IZA divide o tempo entre os palcos – com a turnê nova “Dona de Mim”, lançada em agosto do ano passado – e a apresentação do ‘Música Boa Ao Vivo’, no Multishow, todas as terças-feiras. IZA também será uma das apresentadoras do “Só Toca Top”, da TV Globo, deste ano.

Alcione

A cantora, compositora e instrumentista é considerada a Rainha do Samba. O seu primeiro disco foi produzido em 1975, e atualmente já são mais de 30 álbuns gravados. Voz e interpretações inigualáveis deram prestígio nacional e internacional a Alcione, em mais de 45 anos de carreira. Em 2003, a Marrom conquistou o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba e Pagode, foi eleita Melhor Cantora Popular pela Academia Brasileira de Letras naquele ano, no Prêmio da Música Brasileira conquistou vinte títulos em diferentes edições, entre muitos outros reconhecimentos.

A lendária banda Titãs – Foto: Silmara Ciuffa

Elza Soares

A consagrada cantora brasileira é conhecida em território nacional e internacional por suas interpretações inconfundíveis. O seu primeiro álbum foi gravado em 1960, e pelas composições e potência vocal, foi eleita em 1999 como a “cantora do milênio” por uma rádio britânica. Atualmente, tem quase de 40 discos lançados e participa da seleção das 100 maiores vozes da música brasileira da revista Rolling Stone Brasil. A musa da MPB foi reconhecida em renomadas premiações brasileiras com seu disco “A Mulher do Fim do Mundo” (2016), e conquistou ainda o concorrido Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Em apresentações e participações especiais em programas de TV, Elza divulga seus discos e o single mais recente, “Na Pele”, lançado em parceria com Pitty.

As Bahias e a Cozinha Mineira

O trio de Assucena Assucena, Raquel Virginia e Rafael Acerbi se encontrou em 2011, no curso de História da USP. Eles tocavam, cantavam, organizavam saraus e debates sobre temas como feminismo e racismo. No mesmo ano, formaram um grupo musical. O resultado desta união nada casual resultou em projetos independente, o primeiro álbum no fim de 2015, chamado “Mulher” e o segundo em 2017, intitulado “Bixa”. O segundo álbum foi reconhecido pelo Prêmio da Música Brasileira, nas categorias “Canção Popular Grupo” e “Canção Popular Álbum”. 

Kell Smith            

A cantora conquistou notoriedade nacional com seu primeiro EP. A faixa “Respeita as Mina” virou canção de uma conhecida torcida de futebol e “Era uma Vez” entrou nas paradas musicais como a mais ouvida do Brasil em 2017. Os singles “Meu Lugar” e “Viajar é Preciso” também repercutiram e foram elogiadas nas plataformas digitais. Em 2018, Kell Smith produziu seu primeiro álbum, “Girassol”, com 14 músicas que estão sendo trabalhadas em apresentações nacionais.

Jéssica Ellen

Jéssica Ellen é uma cantora, atriz e bailarina brasileira. A cantora participava de atividades culturais nas escolas que estudou e ingressou para o coro da Escola de Música da Rocinha quando mais nova. Em 2017, a vontade de lançar um trabalho musical fez com que Jéssica mergulhasse de cabeça no processo de desenvolvimento do seu primeiro álbum. “Sankofa”, lançado em maio de 2018, é ao mesmo tempo o resgate e a celebração de sua ancestralidade, reunindo músicas de ritmos brasileiros como o samba e o jongo.

CONFIRA A SEGUNDA PARTE DOS ARTISTAS DO PALCO SUNSET

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