Rock in Rio 2019: Rock Street homenageia a Ásia e traz conteúdo inédito para o Brasil

A pluralidade cultural do continente será apresentada ao público que vai poder ver ao vivo atrações de diversos países na Cidade do Rock

Foto: Divulgação/ RIR

O continente asiático é caracterizado pelas muitas culturas e povos que ali vivem. A arte, a música, a culinária, a literatura e a religião são partes importantes da pluralidade da Ásia e desempenham um papel significativo em todo o mundo com suas referências. Para a edição 2019 a organização do Rock in Rio não só homenageia a Ásia como leva para a Cidade do Rock parte da essência do maior e mais populoso continente do planeta.

O público será surpreendido com uma cenografia rica e muito sofisticada com referências aos 5.000 anos da história do mundo oriental de forma bem lúdica passeando pela arte, tradições e cultura deste vasto continente. Com a curadoria artística de Toy Lima, em parceria com a diretora artística Marisa Menezes, que está à frente de toda a programação da rua e seus personagens característicos, a Rock Street estará ainda maior este ano com 200 metros de extensão. Um grande espaço de convivência e circulação, grama em toda a área e ilhas com árvores naturais vão garantir uma experiência incrível na rua mais badalada do evento.

Shows exclusivos com artistas asiáticos – alguns nunca se apresentaram no Brasil – tomam conta do Palco Rock Street nos sete dias de evento. Para Toy Lima, o trabalho de curadoria do Palco é minucioso e rico em detalhes. “Trabalhamos para uma entrega multicultural, na qual estamos oferecendo ao público talentos que nunca estiveram por aqui. Será um conhecimento mútuo, tanto para o público quanto para os artistas”, conta o curador.

Shows de grandes nomes da Ásia garantem conteúdo totalmente diferenciado ao público

A música faz parte deste universo e a Rock Street Ásia vai levar para a Cidade do Rock shows compactos de nomes relevantes da música asiática. O grupo de Folk Rock da China, Nine Treasures, que se apresenta pela primeira vez no continente americano; Billy Carter, banda de blues e rock baseada em Seul, na Coreia do Sul, e reconhecidos como o grupo mais expressivo da moderna música coreana; No Party For Cao Dong, banda de pós-rock taiwanesa; o quinteto Dakhabrakha, da Ucrânia, uma das sensações de festivais de música jovem em todo mundo.

Cenografia diferenciada e artistas de rua trazem referências do continente para o Brasil

A Rock Street Ásia promete ser a mais exuberante de todas as ruas já apresentadas pelo festival, que a cada edição vem aprimorando as entregas desse espaço queridinho do público. A Muralha da China, o castelo de Matsumoto no Japão, o Grande Buddha de Hong Kong, o Palácio Real de Phnom Penh no Camboja, o Templo Taman Ayun localizado na ilha de Bali são alguns dos exemplos do que poderá ser visto na Cidade do Rock. Na Rua, três casais representando o Japão Tradicional, o Japão Pop e a Índia serão personagens responsáveis pela interação com os visitantes. A performance do Japão Tradicional trará um casal vestido com o Yukata, uma versão casual do kimono e que se tornou recentemente uma maneira de se vestir para festivais de verão. Representando o Japão Pop, os Cosplayers, uma atividade popular entre adultos que gostam de se vestir como personagens de anime ou videogame, e jovens usando trajes e maquiagem diferenciados.

Já a Índia será representada pelo casamento indiano, cerimônia marcada por cores, fartura e tradições. A arte dos tambores japoneses, Wadaiko, também estará presente, por meio do Taiko que são instrumentos japoneses de percussão confeccionados com pele de animal. Os tambores podem ser tocados com as mãos ou com o uso de baquetas. Alguns podem ter mais de três metros de diâmetro e pesar mais de uma tonelada. O folclore das Danças do Leão e Dragão, atividades culturais praticadas na China há mais de 1.800 anos, com o objetivo de atrair sorte, dinheiro e prosperidade também estarão na Rock Street Ásia. Ainda na rua, o grupo Bollywood Brasil, trará intervenções no formato de Flashmob, Bollywood Dance e Bharatanatyam, uma das danças clássicas mais populares da Índia.

Foto: Divulgação/ RIR

As tradicionais casinhas homenagearão países do continente Asiático.

“A cada edição apresentamos novos conteúdos proporcionando ao público o contato com outras culturas. A ideia é que todos saiam do evento com um gostinho de querer desbravar mais sobre estas regiões que trazemos. O que nasceu como um espaço dedicado a um país, hoje está totalmente ampliado seja a partir de danças, artes em geral como também em características bem particulares das arquiteturas e até das vestimentas usadas nestes locais. Se em 2017 tínhamos elefante em tamanho real, que chamou atenção de todos, não tenho dúvidas de que o público mais uma vez se surpreenderá com o que será apresentado”, conta Marisa Menezes, diretora artística.

Cenografia trabalhada nos mínimos detalhes O projeto desenvolvido pelo arquiteto João Uchôa em parceria com o escultor Glauco Bernardi merece um destaque especial para o design eclético das grandes torres, para os coloridos telhados e para as rendas que ornamentam palácios, templos, igrejas e casas. Para Roberto Medina, esta é “a mais rica arquitetura criada pela humanidade”. Toda a representação deste continente estará centrada no lúdico dedicado a promoção da música, do encontro e da arte milenar do mundo oriental. Pórticos, adereços, ombrelones, esculturas em grande escala e um belo paisagismo, garantirão mais um complemento lúdico para a praça que se desenha em toda a extensão da nova Rock Street, que contará ainda com as 20 casas.

Diferentemente das ruas anteriores, a Rock Street Ásia e seus belos monumentos prometem ser ainda um espaço de contemplação e de reflexão. As casas homenagearão lugares como as Filipinas, com a Casa Igreja de Paoay; a China e sua famosa muralha; a Tailândia com seus templos; e Palestina e Israel, com o Jacir Palace e a Cúpula de Rocha que estarão uma ao lado da outra em promoção à paz entre eles. Desde 2011, o Rock in Rio apresenta aos seus visitantes um espaço dedicado às diversas manifestações artísticas, onde o público se sente parte do show e interage com o espetáculo. A Rock Street busca inspiração em lugares emblemáticos para o mundo da música: New Orleans, em 2011; Reino Unido e sua vizinha Irlanda, em 2013; o Brasil foi a inspiração em 2015; e em 2017, a África.

Foto: Divulgação/ RIR

Sobre as atrações

Nine Treasures (China)

O Nine Treasures é um grupo de Folk Rock da China cujos membros são na sua maioria da Região Autônoma da Mongólia Interior. Fundado em 2010, a atração se apresenta principalmente na Ásia e nos principais festivais de rock em todo o mundo. O grupo combina música tradicional da Mongólia com heavy metal usando instrumentos tradicionais, técnicas de canto usando a garganta como emissora dos mais incríveis sons. Esta será a sua primeira visita ao continente americano.

Billy Carter (Coreia do Sul)

Billy Carter é uma banda de blues e rock baseada em Seul, na Coreia do Sul formada em 2011. Com uma sonoridade diferente do que se esperaria do blues norte-americano, o grupo lançou recentemente seu aclamado EP The Yellow, que conquistou público e crítica em todo o mundo. Sua primeira apresentação no Brasil será na Rock Street Ásia com um repertório que reunirá seus antigos sucessos e novidades especialmente preparadas para o evento. A banda faz constantes turnês pela Europa e pelos Estados Unidos e é reconhecida como a mais expressiva da moderna música Coreana. Será uma das atrações mais esperadas pelo público fã da música coreana.

No Party For Cao Dong (Taiwan)

Ter um nome artístico peculiar não é a única coisa que faz com que No Party For Cao Dong se destaque: os membros desta banda de pós-rock taiwanesa não se esquivam de expressar seus verdadeiros sentimentos e observações sobre a comunidade jovem de Taiwan. Liderada pelo vocalista Du Wu, o baixista Xuan Shi e o baterista Li Liu, a banda foi formada quando estavam com 19 anos, estudando na Universidade Nacional das Artes de Taipe e, em seguida, começou a aparecer nos principais palcos da ilha. Dali para frente foi expandindo suas apresentações por toda Ásia, Europa e USA.

DhakaBrakha (Ucrânia)

A música tradicional da Ucrânia com uma levada pop mundial faz do quinteto Dakhabrakha uma das sensações nos festivais de música jovem em todo mundo. Com instrumentos tradicionais e seu canto inspirado no folclore ucraniano, fortemente influenciado pelos sons asiáticos, o grupo deverá surpreender na Rock Street Ásia. Com vários Cds e Dvds lançados, o DhakaBrakha preparou um repertório exclusivo para sua participação mais que especial na Rock Street Ásia.

Bollywood Brasil (Brasil)

Dirigido por Iara Ananda Romano, professora e coreógrafa da Bollywood Dance e da Bharatanatyam, uma das mais populares da Índia, farão três tipos de intervenções. Reconhecidos internacionalmente, fizeram muitas apresentações em cidades da América Latina. No Brasil, estiveram na abertura de uma novela em rede nacional, conquistaram prêmios e foram atrações de festivais.

Dança dos Leões e Dragões

Foi em Santo André-SP, em 1965, que um jovem chinês 趙平樂 (Chiu Ping Lok) veio a ser o primeiro mestre a lecionar o Kung Fu para brasileiros. Mestre Chiu, ou Mestre “Lope” (como era conhecido), chegou no Brasil em 1961 com 24 anos de idade. Iniciou o desenvolvimento das artes culturais chinesas. Além do Kung Fu, o Tai Chi Chuan, a Dança do Leão e a Dança do Dragão também foram inseridas. Em1969, abriu a primeira academia de Kung Fu do Brasil – Academia Tai Chi. Com mais de 50 anos de história, a Academia Tai Chi escreveu as mais importantes representações desta cultura no país.

Wadaiko Sho – a arte dos tambores japoneses

“Wadaiko”, em japonês, significa arte dos tambores japoneses. “Sho” significa viver. “Wadaiko Sho” é viver tendo como base a arte dos tambores japoneses. Uma terapia que visa desenvolver a saúde física, mental e social utilizando o taiko. Formado em 2002 pelo musicoterapeuta Setsuo Kinoshita e pela socióloga Mitsue Iwamoto, tem seu estúdio na região da Vila Mariana em São Paulo, e busca harmonizar a genialidade das culturas do Brasil e Japão e as diferenças existentes entre elas, tanto em seu repertório quanto nas atividades do grupo.

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