Megadeth faz show memorável em São Paulo

Por Juliane Assis
Megadeth – FOTO: Ezequias Pedroso/UDR

A banda, Megadeth, se apresentou na terça-feira (31/10) no Espaço das Américas, em São Paulo. O show regado a muita empolgação e até certa simpatia de Dave Mustaine, encantou a todos, principalmente aos marmanjos que não paravam de exclamar pura felicidade ao ver a lendária banda integrante do Big Four of Thrash.

A banda de abertura, Vimic, formada por Joey Jordison (ex-baterista do Slipknot), até que tentou com muita dificuldade em conquistar  o público. A divulgação foi mínima e poucos ali conheciam as músicas da banda.

Seus integrantes Kalen Chase (vocalista), Jed Simon (guitarrista), Steve Marshall (guitarrista), Kyle Konkiel (baixista), Joey Jordison (baterista) e Matt Tarach (tecladista) são bons músicos, e que tem total capacidade de se desenvolverem e se encontrarem no âmbito do heavy metal. Eles entraram às 20h30min e tocaram por uma hora seu setlist com as principais músicas feitas em seu curto período de existência, animando de forma moderada a fervorosa audiência. Ao final, a estrela da banda, Joey Jordison, saiu da bateria e foi ao centro do palco agradecer todos pela atenção.

Vimic – FOTO: Ezequias Pedroso/UDR

Depois de meia hora de espera entre uma banda e outra, o tão aguardado Megadeth entrou no palco. As 22 hrs Dave Mustaine (guitarrista e vocalista) e seu fiel escudeiro David Ellefson (baixista) junto com os novos membros do grupo Kiko Loureiro (guitarrista) e Dirk Verbeuren (bateria) iniciaram o show com a famosa “Hangar 18” do álbum Rust in Peace.

A empolgação era geral, todos cantaram as músicas até ficar sem voz. A energia do momento transgrediu entre o público e os músicos. Apesar de muitos ali já terem visto alguma apresentação da banda, a emoção era como se fosse a primeira vez.

Apenas duas músicas álbum “Dystopia” foram tocadas, “The Threat is Real” e “Dystopia”. Antes de tocar a música título do último álbum, Dave Mustaine agradeceu a todos pela conquista do Grammy Awards de melhor performance de Metal pela música.

O show foi repleto de clássicos como Wake Up Dead, In My Darkest Hour, Trust, Sweating Bullets e She-Wolf. Outra música que ninguém esperava e que foi fantasticamente executada foi Mechanix do primeiro álbum da banda, o Killing Is My Business… and Business Is Good!

Megadeth – FOTO: Ezequias Pedroso/UDR

Dave Mustaine, contrariando os boatos que ouvi antes do show começar, estava com um relativo bom humor, elogiando a plateia. O guitarrista Kiko Loureiro realizou uma performance de alto desempenho, é incrível como sua desenvoltura mudou desde que era guitarrista do Angra. Loureiro se entrega mais no palco, tanto nos solos quanto nos duetos estridentes com Mustaine.

O baixista Ellefson, sempre esbanjando carisma, demonstrou muita técnica e vivacidade. A esperança dos aspirantes a baixistas demonstrou que a força do baixo ainda resiste nas músicas. Já o baterista Dirk Verbeuren desempenhou papéis muito importantes, seu bumbo duplo carregou músicas clássicas e novas com maestria, porém lhe falta reconhecimento.

A apresentação no geral foi curta, mas magnífica, melhor além do que a maioria ali esperava. Apesar da qualidade do som que estava baixo e do microfone que pecou em alguns momentos, o público levou o show de cabo a rabo, e se sentiu parte da banda quando a voz em coro sobressaia a do vocalista.

Megadeth confirmou seu papel mais uma vez no Brasil, como uma banda lendária, e que todos esperam com certeza que eles retornem novamente! A banda ainda se apresentou no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, no dia primeiro de novembro.

Set List:
1 – Hangar 18
2 – The Threat Is Real
3 – Wake Up Dead
4 – In My Darkest Hour
5 – Trust
6 – Take No Prisoners
7 – Sweating Bullets
8 – She-Wolf
9 – Skin o’ My Teeth
10 – A Tout Le Monde
11 – Tornado of Souls
12 – Dystopia
13 – Symphony of Destruction
14 – Mechanix
15 – Peace Sells
16 – Holy Wars… The Punishment Due


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