Megadeth comemora os 20 anos do albúm Youthanasia em grande estilo no Espaço das Américas

Por: Karla Beltrani

Fotos: Pepe Brandão/Universodorock
Fotos: Pepe Brandão/Universodorock

O show previsto para começar às 20h00min, teve meia hora de atraso, começando às 20h30min. A introdução de Prince of Darkness agitou o público e a clássica música “Hangar 18” abriu a noite e deu espaço para os fãs empolgados gritarem me-ga-deth, me-ga-deth, me-ga-deth ao verem o solo de Dave Mustaine e Chris Broderick sendo tão bem tocado.

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Na sequência, “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour”, e logo “Reckoning Day”, nada mais que a primeira música do “Youthanasia”. “Sweating Bullets” puxou o público, e era nítido que o Megadeth tinha um público fiel e cativo ali. Dave Mustaine super carismático disse: “É a nossa 13ª vez no Brasil, somos a banda de heavy metal que mais veio ao Brasil, é por isso que nós amamos vocês”.

A segunda parte do show contou com as músicas: “She-Wolf”, “Dawn Patrol” e “Poison Was the Cure”, o baixista Dave Ellefson mostrou o porque é considerado um dos melhores baixistas, conduzindo muito bem seus solos. E já com “Youthanasia”, o público não deixou a desejar e mostrou que estava pronto para comemorar os 20 anos desse álbum clássico do Megadeth. “Trust” veio na sequência, levando o público ao delírio, Dave Mustaine não deixou por menos, o vocalista que recebe uma bandeira do Brasil e logo a amarra no pedestal do microfone, diz que tem um presente especial para os fãs brasileiros e para a loucura e empolgação geral, é a vez de “Tornado of Souls” o presente tão esperado pelos fãs brasileiros.

Fotos: Pepe Brandão/Universodorock
Fotos: Pepe Brandão/Universodorock

Já “A Tout Le Monde”, que não foi tocada na abertura do show para o Black Sabbath em 2013, não poderia ficar de fora e levantou muito o público que cantou junto do começo até o fim. “The Killing Road” foi bem tocada e fielmente executada, mas não senti o público tão empolgado com essa música se comparado às outras músicas do setlist. “Peace Sells” contou a aparição do mascote da banda Vic Rattlehead, e como clássicos são clássicos não podemos esquecer de “Symphony of Destruction”, que colocou o Espaço das Américas abaixo.

Assim que a banda saiu do palco, os fãs começaram a gritar pela música “Holy Wars” e logo depois Dave Mustaine retornou ao palco, carregando outra bandeira do Brasil, essa com o símbolo do Megadeth. O vocalista agradeceu os fãs pela bandeira, e tocou a última música do show: “Holy Wars (The Punishment Due)”, conhecida pelos solos incríveis e não poderia ser diferente disso, foi realmente incrível.

Muita gente disse que de “Youthanasia” esse show não tinha quase nada, mas “Youthanasia” ou não, como foi divulgado e muito falado na época, esse foi sem dúvida um dos melhores shows do Megadeth, e especial pela entrega da banda no palco e principalmente com quem estava ali. E por mais que o Megadeth tenha vindo treze vezes para o Brasil, vale lembrar que não é por isso que deixa de ser memorável, cada apresentação é única. Dave Mustaine e sua banda deixaram bem claro, que mais uma vez deram conta do recado.

Setlist:
Introdução: Prince of Darkness
Hangar 18
Reckoning Day
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Set the World Afire
Sweating Bullets
She-Wolf
Dawn Patrol
Poison Was the Cure
Youthanasia
Trust
Tornado of Souls
A Tout Le Monde
Kingmaker
The Killing Road
Peace Sells
Symphony of Destruction

Bis:
Holy Wars… The Punishment due
Silent Scorn
My Way (Sid Vicious version)
Shadow of Deth

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