Maroon 5 faz dois shows cheios de entusiasmo, mas previsíveis, no Rock in Rio

Por: Danielle Barbosa
Fotos: Ana Clara Carvalho/UDR

O ‘sex appeal’ de Adam Levine e a energia do Maroon 5 contagiaram as duas primeiras noites do festival!

O headliner do Rock in Rio nos dois primeiros dias de festival, 15 e 16, foi o mesmo: o Maroon 5. A banda da Califórnia já se apresentou no Brasil inúmeras vezes – uma delas, inclusive, sendo no Rock in Rio de 2011. Por isso, talvez, Adam Levine e sua trupe já sabem muito bem o que fazer para conquistar o público, como se fosse uma fórmula. Uma chuva de hits, um após o outro, poucas pausas no palco e sequências de músicas empolgantes para deixar os fãs sem fôlego de tanto cantar e dançar junto com os músicos. Ficar triste ou melancólico? Não existe essa possibilidade.

É difícil ficar parado ou alheio à um show do Maroon 5, isso é bem verdade, mas o que se viu na Cidade do Rock nos dois dias de apresentação foi algo bastante marcado e ensaiado, com poucas – ou quase nenhuma – surpresas. Para aqueles que viam a banda pela primeira vez, com certeza foi magia o que saiu do palco. Muitos outros, por outro lado, viram uma performance bastante semelhante àquela de 2016, na turnê do álbum “V”. Até as dancinhas, reboladas ou Adam sem camisa – que aconteceu em “Sugar”, apenas na segunda noite – já estavam no script.

À essas constatações, há duas correntes de pensamento: uma que seja mais crítica e questione o porquê do Maroon 5 não ser mais aquele cheio de vigor e novidades de 2011; outra que encare essa fase da banda como amadurecimento artístico, já que os álbuns vem ganhando cada vez mais corpo e emplacando mais hits nas principais paradas musicais. O fato é: independentemente do tipo de empolgação e interação com o público que eles dediquem, os ‘caras’ são sucesso mundial e arrastam multidões por onde vão. Como dizer que o show não teve energia e entusiasmo com todos os gemidos de Levine em “Animals” e pedidos de palmas e requebrados em “Moves Like Jagger”, single que abriu ambas as noites? Impossível.

Fotos: Ana Clara Carvalho/UDR

A setlits, inclusive, seguiram o mesmo padrão marcado que vem sendo característica das apresentações do grupo. Da primeira para a segunda noite, poucas coisas mudaram: no primeiro dia, uma homenagem ao clássico da bossa-nova, “Garota de Ipanema”, foi apresentado ao público, com uma tentativa pra lá de divertida do vocalista de cantar os primeiros versos em português. “Eu não falo português, mas hoje eu vou falar. Me desculpem.”, brincou Adam pelo seu português cheio de sotaque; no segundo, “Lost Stars”, canção que compõe a trilha sonora do filme “Mesmo Se Nada Der Certo” (“Begin Again”, em inglês). No sábado, pela primeira vez na turnê, “What Lovers Do” foi tocada ao vivo.

A empolgação e histeria da mulherada é algo que merece destaque, sem dúvidas. Nos gritinhos que antecedem “One More Night” e “Misery” ou no a capella em que toda a banda se reuniu antes de “Payphone”, tudo foi feito para encantar especialmente o público feminino. “É um prazer estar aqui. Nós amamos vocês!”, repetiu Adam nas duas noites. Agradecimentos do tipo, juras de amor e frases de efeito, como quando o frontman disse que o Brasil era o seu lugar favorito – e que não dizia isso em todos os lugares – cativaram ainda mais amor e corações derretidos pelo galã.

Do “Songs About Jane”, album de estreia, eles não podiam deixar de fora “This Love”, “Harder to Breathe” e “She Will Be Loved”, hit que consagrou a banda em 2011 com uma das cenas mais emocionantes do Rock in Rio. “Locked Away”, do Rock City, e “Let’s Dance”, de David Bowie, foram os covers da noite, mas apenas um trecho curto foi apresentado à plateia. “Sugar”, já no encerramento, foi a cereja do bolo e todo o ‘sex appeal’ de Levine ficou bem à mostra – literalmente! O cantor de 38 anos tirou a camisa no sábado – para delírio das moças – e abusou dos falsetes e agudos ao se despedir da multidão.

Nota da redatora:
O Maroon 5 teve o público na mão na segunda noite e, mesmo sendo bastante previsíveis com relação ao set, os músicos abrilhantaram o primeiro fim de semana do festival, com ingressos esgotados. Foi uma aposta acertada da organização para substituir a diva pop Lady Gaga, que cancelou a vinda ao festival às pressas por conta de uma fibromialgia. A cantora desmarcou, posteriormente, toda a sua turnê europeia em decorrência das dores e tratamento que está fazendo. Todo o charme e carisma dos astros, se não supriu a ausência dela, fez bonito frente à 100 mil pessoas.

Setlist:

1. Moves Like Jagger
2. This Love
3. Harder to Breathe
4. Locked Away (Rock City cover)
5. One More Night
6. Misery
7. What Lovers Do (Live Premiere)
8. Love Somebody
9. Animals
10. Maps
11. Lucky Strike
12. Sunday Morning
13. Let’s Dance (David Bowie cover)
14. Makes Me Wonder
15. Payphone
16. Daylight

Bis:
17. Garota de Ipanema / Lost Stars
18. She Will Be Loved
19. Don’t Wanna Know
20. Sugar

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Por: Ana Clara Carvalho/UDR

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