Limp Bizkit estréia no Brasil com show empolgante no Rio de Janeiro

Por: Michelle Gonçalves

Pela primeira vez no Brasil e com sua formação original, o Limp Bizkit tocou no
Rio de Janeiro 
no último sábado, 23 de julho.

Foto: Paulo Cassio/Universodorock
Foto: Paulo Cassio/Universodorock

Combinando o peso do metal com a atitude do hip hop, a banda Limp Bizkit liderada por Fred Durst detonou seus sucessos na Fundição Progresso para cerca de 2.000 pessoas. À cada música, crescia o entrosamento entre plateia e banda, que prometeu voltar em breve. “Respeito pelo Brasil”, disse o marrento e carismático frontman. Ao lado de Wes Borland, o guitarrista mascarado que dá um show à parte, do baixista Sam Rivers, de John Otto na bateria e de DJ Lethal, Durst incendiou a plateia e disse que quer morar no Brasil.

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Introbra, Hot Dog e Show Me What You Got abriram o show. A temperatura subiu a partir de Bring It Back. I”m Broke, My Generation e Livin” It Up vieram na sequência. Depois foi a vez da faixa-título do álbum mais recente: Gold Cobra. “Finalmente comprovo o que já havia escutado sobre o público brasileiro. Vocês são loucos. Vocês têm a paixão, o espírito…”, disse antes de anunciar o hit My Way. Amantes do rock, metal e hip hop se entenderam bem nos moshpits e curtiram cada segundo. Em certos momentos, a banda parava por alguns minutos, as luzes caiam e DJ Lethal assumia o comando do show com um set que incluiu de clássicos do hip hop como Party Up do DMX a batidas de funk carioca.

Foto: Paulo Cassio/Universodorock
Foto: Paulo Cassio/Universodorock

“Já acordaram do soninho?”, provocava Durst, que interagia durante todo o show e se aproximava da plateia, inclusive através de uma rampa que dava acesso até o centro da pista. Para refrescar, Fred jogou garrafas de água e latas de cerveja para o público, que ficou também com o gelo e o isopor. Não satisfeito, Durst arremessou latas com tanta força que chegaram até a mesa de som, fazendo cabeças desviarem e arrancando risos dos técnicos. O frontman implicou ainda com uma espécie de balão que fica no teto da Fundição. “O que é aquilo? Um paraquedas? Ou uma camisinha gigante?”, questionou.

O vocalista interrompeu It’ll Be Ok para atender a pedidos dos fãs e incluir Pollution no setlist. “Fuck you, Rio”, provocava descontraído. “É bom dizer ‘foda-se’ de vez em quando”, disse. Mas para Durst não é de vez em quando. É toda hora mesmo! Feliz da vida, o público respondeu: “Fuck you, Limp Bizkit”. E assim, incluindo linguagens gestuais universalmente obscenas, a comunicação fluiu bem ao longo da noite.

Após Break Stuff, vieram Boiler, Why Try, Eat You Alive – em que Durst mostrou vocais mais agressivos – e Nookie. Os covers: Behind Blue Eyes (The Who), e Faith (George Michael) abriram o bis. Os hits Take a Look Around e Rollin” fecharam a noite memorável às 2h da manhã. A passagem dos norte-americanos pelo Brasil ainda não acabou. No dia 26, a banda se apresenta no Via Funchal em São Paulo. Vale a pena conferir!

SETLIST

“Introbra”
“Hot Dog”
“Show Me What You Got”
“Bring It Back”
“I’m Broke”
“My Generation”
“Livin’ It Up”
“Gold Cobra”
“My Way”
“It’ll Be Ok”
“Pollution”
“Break Stuff”
“Boiler”
“Why Try”
“Eat You Alive”
“Nookie”

bis

“Behind Blue Eyes”
“Take a Look Around”
“Faith”
“Rollin’”

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