Legião Urbana XXX emociona o público paulista com sua turnê de despedida

Por: Andréia Takaishi
Foto: Andréia Takaishi/Universodorock
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No ultimo dia 15 de Julho, em sua segunda passagem em São Paulo para comemorar os 30 anos de lançamento do primeiro disco, auto intitulado, o grupo Legião Urbana, representando pelos membros originais Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, completados por Lucas Vasconcellos na Guitarra, Mauro Berman no baixo, Roberto Polo no teclado e André Frateschi no vocal trouxeram a turnê Legião Urbana XXX para um Citibank Hall lotado e empolgado para curtir mais de 25 clássicos absolutos da musica brasileira.

Para essa turnê, o show foi dividido em duas partes: sendo a primeira composta do já citado primeiro álbum, lançado em 2 de janeiro de 1985 e uma segunda parte com alguns dos maiores sucessos do grupo, com pelo menos uma música de cada trabalho lançado pela banda.

E, como era de se esperar, aos primeiros acordes de “Será” a casa veio abaixo, com público cantando cada nota junto com a banda.  Peça fundamental da musica no Brasil dos anos 80, o álbum homenageado conta com musicas atemporais como “Geração Coca-Cola” e “Ainda é Cedo” (cantada nessa turnê por Marcelo Bonfá).

O vocalista André Frateschi é o responsável principal para trazer a vida as canções daquele que é um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos, e de fato, não é das tarefas mais fáceis substituir Renato Russo que era dono de uma personalidade absolutamente marcante. Para sorte de André, ele conta nessa noite com um coral de milhares de pessoas para o acompanhar em todas as canções.

Foto: Andréia Takaishi/Universodorock
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A primeira parte do show ainda conta, entre outras, com Dado cantando a faixa “A Dança”, a sempre atual “Baader-Meinhof Blues”, “Teorema”, que chegou a ser regravada pelo Ira, e finalizando com a participação emocionada da plateia para a linda “Por Enquanto”.

Era chegada a hora da segunda parte do show, e para dividir o espetáculo, quem melhor que o próprio Renato Russo em áudio-homenagem? A partir daí, foram apresentadas canções de varias épocas da banda, satisfazendo a 95% dos fãs (para os outros 5% sempre vai faltar “aquela” música).

Começando com “Tempo Perdido”, passando por “Angra dos Reis” e “Eu Sei”, o clima era de celebração. Celebração de uma época que não volta mais, mas que mora no coração e na memória de cada um dos presentes. Assim como nos shows da turnê o show desse dia contou com participações especiais: a cantora Lia Paris (que já havia feito a abertura da noite), se juntou a banda para “Quase sem Querer” e o performático cantor Jonnata Doll acompanhou a banda em “1965”.

Foto: Andréia Takaishi/Universodorock
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Os dois álbuns com mais músicas apresentadas no setlist (além do trabalho apresentado na íntegra), foram “Dois” de 1986 e “As Quatro Estações” de 1989. Do trabalho de 89 foram apresentadas “Há Tempos”, “Meninos e Meninas”, “Pais e Filhos” e a já citada “1965”. Do álbum de 86, tocaram as músicas “Daniel na Cova Dos Leões”, as já citadas ‘Quase sem Querer” e “Tempo Perdido”, além da faixa “Índios” que fechou a segunda parte do show antes do bis.

Na parte final, tivemos a épica “Faroeste Caboclo” com interpretação furiosa de André Frateschi, além de “Perfeição” e o fechamento com “Que País é Esse”, faixa que infelizmente representa o nosso país desde o seu lançamento, que inclusive completa 30 anos no ano que vem. Será que teremos mais uma turnê comemorativa? Se depender do público presente, pode acreditar que sim.


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