Influências e expectativas em entrevista com Andrea Ferro, vocalista do Lacuna Coil

Por: Juliane Assis
foto/divulgação

A banda Lacuna Coil, composta por Cristina Scabbia (vocal), Andrea Ferro (vocal), Marco Coti Zelati (baixo), Ryan Folden (bateria), Daniel Sahagún (guitarra, ex-Black Lodge) e Diego Cavallotti (guitarra). Formada em 1994 em Milão, na Itália, volta ao Brasil mais uma vez para shows em Limeira (07/03 – Bar da Montanha), Belo Horizonte (08/03 – Music Hall BH), Rio de Janeiro (10/03 – Teatro Odisseia) e São Paulo (11/03 – Carioca Club). E o vocalista Andrea Ferro conta um pouco sobre suas influências e experiências na carreira da banda, além de comentar as expectativas para os shows no país.

Primeiro, eu gostaria de agradecer pelo seu tempo.
ANDREA: De nada, e obrigado pela cobertura!

Como vocês estão? E como a turnê está indo até agora?
ANDREA: Nós estamos bem, e estamos preparando os últimos detalhes antes de ir para a América Latina. A “Delirium World Tour” está demais até agora e no ano passado nós estivemos em tantos países ao redor do mundo incluindo Estados Unidos, China, Japão, Filipinas, Austrália e Europa. Esse ano nós vamos começar na América Latina, depois Europa de novo, Rússia, Israel e mais alguns outros.

Essa é para os vocalistas, Andrea e Cristina… Quais bandas são suas maiores influências? E como vocês formaram seus estilos vocais de acordo com essas bandas?
ANDREA: Quando nós começamos a banda nós erámos influenciados por bandas como Type O Negative, Tiamat, Paradise Lost, mas também pelo Faith no More, Metallica, Carcass, Morbid Angel, Death, Korn, Pantera. A Cristina, vocalmente, era mais inspirada pelos cantores negros ou cantores dos anos 80 e não muito pelos vocalistas de Metal. Eu sou um grande fã do Mike Patton porque ele é muito bom em alternar do grito para o canto e tem uma voz incrível, mas eu também gosto do estilo do Nick Holmes, dos gritos do Max Cavalera, do Eddie Vedder e do Jonathan Davis.

Como foi o processo criativo do álbum Delirium? E como os novos membros influenciaram nesse processo?
ANDREA: Eu acho que o “Delirium” começou um novo capitulo em nossas carreiras, é o primeiro álbum com Ryan Blake Folden na bateria e é também o primeiro álbum produzido pelo nosso próprio baixista Marco Coti Zelati. No geral nós conduzimos o processo de escrita das músicas sem pensar muito no que as pessoas estavam esperando do “Lacuna Coil”, nós só seguimos a música sem tentar compromete-la muito com nossos “clichês”. Nós meio que voltamos mentalidade que tínhamos quando gravamos álbuns como “Comalies” ou “Karmacode” quando nós éramos um pouco menos preocupados sobre as expectativas exageradas.

Quais são as expectativas para o show no Brasil? Elas estão altas? Quais são suas primeiras memórias que vocês têm daqui?
ANDREA: Brasil tem sempre sido um bom lugar para o Lacuna Coil, os fãs são incríveis e muito intensos e quando nós tocamos em São Paulo ou no Rio de Janeiro o show é sempre memorável. Mesmo quando tocamos em diferentes cidades e a plateia é menor ela continua bem energética. É muito incrível para nós ter a possibilidade de viajar pelo Brasil e ainda ter pessoas indo aos nossos shows por todo o país. Da última vez que estivemos no Rio de Janeiro nós tivemos a chance de visitar o topo do morro (Corcovado) e olhar para a cidade da estátua do Cristo Redentor e foi fantástico. Nós também amamos a comida, a churrascaria e as caipirinhas!

Como se deu o desenvolvimento do Lacuna Coil no cenário musical ao longo de todos esses anos? No que isso afetou suas vidas pessoais? E qual a maior lição que vocês vão levar dessa jornada?
ANDREA: Nós sempre fomos uma banda que gosta de se envolver e de soar contemporânea, então eu não acho que nós teremos algum problema sobre se encaixar nessa cena. Nós sempre fazemos nossas próprias coisas sem nos preocupar muito sobre o que as outras bandas estão fazendo, e nós notamos que á algum tempo nós estamos neste cenário de tendência. Eu acho que as maiores coisas que vamos levar dessa jornada são as chances que nós tivemos de ver o mundo e o legado de ter se conectado com tantas pessoas ao redor do planeta graças á música, esse legado vai ser para sempre!

Os shows prometem ser inesquecíveis e enaltecer os 23 anos de carreira de sucessos da banda. Os ingressos para a apresentação na capital paulista estão à venda no site do Clube do Ingresso (www.clubedoingresso.com).

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário