Imagine Dragons agita público carioca com a turnê Smoke + Mirrors

Por: Danielle Barbosa

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A banda americana Imagine Dragons desembarcou no Brasil na última semana para uma dobradinha de shows no Rio (16) e em São Paulo (18). A apresentação, que já passou por Chile e Argentina, faz parte da turnê do álbum Smoke + Mirrors, lançado há pouco mais de dois meses (em fevereiro/2015). No Rio de Janeiro, o palco escolhido foi o Citibank Hall, mesmo local onde – há um ano atrás – a banda se apresentou pela primeira vez no país.

Durante esse ano ausente, o Imagine Dragons se reafirmou de vez na indústria da música. Lançou seu segundo álbum, mais uma coleção de hits para o repertório e lançou ‘Battle Cry’, single que fez parte da trilha sonora da famosa sequência de filmes Transformers – A Era da Extinção. Os membros parecem não ter mudado tanto: todos ainda se divertem no palco e trazem uma energia incrível pro ambiente. O som, no entanto, evoluiu, está mais pesado e com riffs de guitarra mais potentes.

Os meninos não perderam a pontualidade! Às 22h, Dan Reynolds (vocal), Ben McKee (baixo), Wayne Sermon (guitarra), William Wells (teclado) e Dan Platzman (bateria) subiram ao palco com “Shots”, primeira faixa do novo disco. Logo de cara, o vocalista Dan cumprimentou a todos com um “Oi” para, em seguida, segurar uma bandeira e camisa do Brasil, o que levou os fãs à loucura. Aliás, essa foi a tônica da noite: público e banda sempre em sintonia.

Na sequência, o quinteto emendou “Trouble”, “It’s Time” e “Forever Young” (cover Alphaville), as duas últimas com participação maciça dos fãs, que cantaram a intro de It’s Time a plenos pulmões e sem acompanhamento instrumental. Uma cena realmente bonita de se ver. “Nós sentimos sua falta, Brasil! Eu amo esse país, eu amo essas pessoas!”, disse Dan. Coros dos fãs de “Nós amamos vocês!” seguiram entre as músicas por toda a noite, sempre respondidos com muito carinho e sorrisos.

Mesmo com poucos anos desde que as principais faixas do Night Visions estouraram (em 2012/13), o Imagine Dragons já construiu uma base sólida de hits, músicas que todos adoram e que “não podem faltar na apresentação”. Por tal razão, uma dúvida pairava no ar: de que forma a banda conseguiria apresentar mais canções do novo trabalho sem esquecer-se dos grandes sucessos?
Realmente, se considerarmos a setlist, as músicas que compõem o corpo da listagem são, em sua maioria, do Smoke + Mirrors.”Polaroid”, “I’m So Sorry”, “Summer”, “Gold”, “Hopeless Opus” e “Release” foram algumas das canções tocadas em sequência. Não faltaram as clássicas “On Top of the World” e “Demons”, dois dos maiores sucessos do primeiro álbum. Mas, ainda assim, faltava muita coisa boa e antiga que os fãs queriam ouvir.

A solução encontrada foi bastante inteligente. Logo após do principal hit do novo álbum, “I Bet My Life”, Dan puxou um coro acapella de trechos de “Monster”, “Warriors”, “Bleeding Out”, “Amsterdam”, “Hear Me” e “The River” e berros histéricos vinham de toda parte: da Pista Premium, comum e dos camarotes. Isso é que é um mashup pra nenhum fã colocar defeito!
Para fechar a noite com chave de ouro, “Radioactive” em versão estendida. “Sonzeira”, como diria um bom admirador do velho rock ‘n roll. O Citibank Hall foi abaixo quando o grupo introduziu as primeiras notas e Dan começou o coro de “oooh”, seguido de uma explosão instrumental: revezamento dos integrantes no bumbo e riffs de guitarra nas alturas. Ovacionados!
Conforme as luzes se apagavam, os fãs seguiam cantando o trechinho do refrão de “Radioactive” e batendo palmas. Tinha ficado o gostinho de “quero mais”, sem dúvidas.

Não teve jeito, né? A banda retornou ao palco e encerrou em grande estilo com “The Fall”, última faixa do Smoke + Mirrors, com direito a uma chegadinha na grade de Dan e um empurra-empurra dos fãs para disputar espaço e conseguir encostar no ídolo, que levou toda a situação com muita simpatia e fez questão de reunir a banda no centro do palco para agradecer o carinho e entrega dos fãs naquela noite. Logo em seguida, se despediu com acenos e beijos, deixando claro que o Brasil sempre estará na lista de países que o Imagine Dragons pretende passar na próxima turnê.
Aguardaremos ansiosos!

A abertura:

A abertura teve duração aproximada de 40min e ficou por conta da banda Baleia, grupo carioca que mescla uma sonoridade indie com uma pegada MPB interessante. Os seis representantes da banda receberam um convite para abrir o show dos Dragons logo após a performance que tiveram durante o Lollapalooza deste ano.
Ainda que o som não fosse tão conhecido do grande público – que observou a maior parte da apresentação sem conseguir cantar junto – parece ter agradado aos presentes, especialmente aqueles colados à grade. A plateia carioca se despediu da banda com gritos de “Baleia” e uma longa salva de palmas.

Notinhas:

– O carisma e presença de palco da banda merecem todos os créditos pelo sucesso das apresentações. O vocalista Dan Reynolds era o mais efusivo e a todo instante se comunicava com os fãs. O público feminino delirava a cada dancinha e gingado do músico em cima do palco.

– Os rapazes, já íntimos e conhecidos do público, fizeram da noite um grande espetáculo e rasgaram elogios aos fãs brasileiros. “Obrigada, Brasil! Vocês nos fazem sentir em casa!”, “Eu amo vocês, vocês me fazem feliz” foram algumas das declarações de amor da noite. De fato, é impossível não perceber como Dan se mostrava feliz e emocionado com as demonstrações de afeto e a receptividade dos brasileiros. O músico pediu para que acendessem as luzes diversas vezes para olhar para os fãs, sempre com um grande sorriso no rosto.
Em um certo momento, inclusive, um menino chamado Matheus foi convidado ao palco pelo artista e começou a chorar ao abraçar o ídolo. O baixista Ben McKee se juntou do vocalista e os três fizeram uma selfie. Momentos como esse marcarão tanto a trajetória da banda como deste fã para sempre.

– O momento mais emocionante, talvez, tenha sido durante “Dream”. A faixa, apesar de não ser nem single do disco novo, tem uma letra carregada e que traz um trecho no meio do refrão que se conecta com a história de muitas pessoas. “Eu quero sonhar, deixe-me sonhar!”, diz. Os adolescentes, visivelmente emocionados, cantaram o trecho com a banda, sendo elogiados logo após: “a voz de vocês é linda!”.

– Assim como na primeira turnê no Brasil, o público foi composto principalmente de jovens e adolescentes, mas teve espaço para uma turminha mais infantil, acompanhada dos pais. E ninguém saiu insatisfeito! Todos cantaram, pularam, dançaram e se divertiram bastante!

Setlist:
1. Shots
2. Trouble
3. It”s Time
4. Forever Young (Alphaville cover)
5. Smoke and Mirrors
6. Polaroid
7. I”m So Sorry
8. Summer
9. Gold
10. Demons
11. Dream
12. Hopeless Opus
13. Release
14. On Top of the World
15. Friction
16. I Bet My Life
17. Monster/Warriors/Bleeding Out/ Amsterdam/ Hear Me/ The River
18. Radioactive
19. The Fall

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