Epica e Dragonforce animam público com muita energia e paixão no RJ

Por: Ana Clara Carvalho

Foto: Antonio Cesar
Foto: Antonio Cesar

Movimentos sincronizados, cabelos jogados, cabeças batidas e público na mão. Essa foi a impressão que o Epica deixou depois de duas horas de show no Rio de Janeiro. Após duas turnês muito bem sucedidas pela Europa, a banda holandesa apresentou a tour de divulgação do último álbum, “The Quantum Enigma” na última sexta, 6 de Março. A Fundição Progresso ficou lotada de antigos e novos fãs do grupo. Pela quarta vez em terras cariocas, a musa Simone Simons e sua trupe vieram para serem candidatos ao melhor show de metal do ano.

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A abertura do show ficou por conta dos ingleses do DragonForce, mundialmente conhecidos por terem a música mais difícil de executar no game Guitar Hero. Com o som nas alturas, os virtuosos Herman Li e Sam Totman nas guitarras, Frédéric Leclercq no baixo, Vadim Pruzhanov no teclado, Gee Anzalone na bateria e Marc Hudson no vocal, estavam promovendo o elogiado disco “Maximum Overload”. Ao final fizeram a famosa música do jogo, “Through the Fire and Flames”.

Pontualmente às nove horas da noite, o Epica se preparava para tomar a cena ao som de“Originem”. Em seguida, duas canções do novo álbum se sucederam, “The Second Stone”e“The Essence of Silence”. E assim que a euforia inicial do público estava passando, a banda faz uma sequência de deixar qualquer fã feliz da vida: um passeio por todos os álbuns anteriores com “The Last Crusade”, “Unleashed”, “Storm the Sorrow “, “Façade of Reality”e “The Obsessive Devotion”. Eles ainda fizeram um momento “plateia decide”, pedindo para escolherem entre duas músicas: “Sensorium” e “Natural Corruption”. E como o primeiro disco é bem querido, o clássico ganhou em disparada.

Foto: Antonio Cesar
Foto: Antonio Cesar

A voz doce da Simone juntamente com as vozes expressivas de Mark Jansen (guitarra e vocal) e Ariën Van Weesenbeek (bateria e vocal) são elementos bem característicos na harmonia das músicas do Epica. A banda também conta com Delahaye na guitarra, Rob van der Loo no baixo e Coen Janssen no piano. Todos os integrantes interagem bastante com o público e entre eles mesmos, o que é lindo de se ver. Além disso, eles são simpaticíssimos. Rasgaram o público em elogios e falaram várias coisas em português, como por exemplo “Vocês querem mais metal?”, levando a galera ao delírio.

Um dos destaques do show foi Coen Janssen. Por ser altamente performático, fez questão de estar perto do público e de fazê-los rir. Outro ponto alto da noite aconteceu no bis. Ao som de“Sancta Terra”, os holandeses voltaram ao palco vestidos com a camisa da Seleção Brasileira. E confessaram que amam tocar no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Após encerrar o show com “Consign to Oblivion”, a banda faz o popular selfie com a plateia ao fundo.

Depois de 13 anos de carreira, o Epica provou que está no auge. Que voltem mais vezes.

Setlist – Epica

01. Originem
02. The Second Stone
03. The Essence of Silence
04. The Last Crusade
05. Unleashed
06. Storm the Sorrow
07. Façade of Reality
08. Sensorium
09. The Obsessive Devotion
10. Victims of Contingency
11. Cry for the Moon
12. The Phantom Agony
bis
13. Sancta Terra
14. Unchain Utopia
15. Consign to Oblivion

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