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Hellion Records
 Entrevistas

junho/2008
Tony Martin
Por: Maila Kaarina
 
Confira entrevista com os lendários Tony Martin, famoso por ter sido por muitos anos vocalista da banda Black Sabbath e atualmente em sua carreira solo, ter lançado dois álbuns: "Back Where I Belong" (1992) e "Scream" (2005). Já o americano, Joe Lynn Turner, participou da banda Deep Purple, Yngwie Malmsteen, Rainbow entre outras bandas. Com uma larga experiência em diversos álbuns no qual participou, também lançou dez álbuns solos e projetos paralelos como: Hughes Turner Project.

Maila: você tocou no Black Sabbath de 87 a 97 e se tornou parte da história do Heavy Metal por ter tocado feito parte de uma das bandas mais importantes do estilo. Como você se vê como um músico neste contexto?

TM: Bom, eu não sei muito bem. Muita coisa mudou desde a época do Black Sabbath. Era uma coisa extremamente envolvente fazer parte de uma das maiores bandas do mundo. Isso é extremamente interessante. Mas eu não penso em mim como uma figura histórica, apesar de ter consciência de que fiz parte de uma das bandas mais importantes desta história. Digamos que há alguns conflitos nisso.

Maila: Quando você se juntou à banda o som mudou muito. Pudemos sentir uma grande influência de Hard Rock nas músicas e até baladas como Feels Good to Me foram compostas. Isso foi uma influência sua ou era parte de uma momento em que a banda estava passando por mudanças e isso teria acontecido mesmo que não fosse você o vocalista?

TM: Não. Acho que o que aconteceu foi realmente uma coisa minha. Toni me deu o trabalho de escrever e estava feliz por me deixar fazer aquilo. Nós trabalhávamos da seguinte forma: havia ensaios, a banda tocava e gravava vários pedaços e coisas, eu levava tudo para casa e tentava juntar estes pedaços. Depois de fazer isso, eu fazia 3 versões diferentes de cada música e levava para eles no ensaio seguinte. Cada música com uma melodia e uma letra diferentes. Eles escolhiam a que mais gostavam e nós trabalhávamos em cima delas juntos. Foi assim que as músicas de Toni Martin surgiram.

Maila: E você começou seu projeto solo logo depois de deixar a banda?

TM: Bom, depois da primeira vez que deixei a banda, comecei a trabalhar em um projeto solo quase que imediatamente. Iniciar esta carreira solo era realmente o que eu tinha em mente. Mas aí, num belo dia o telefone tocou e eles me convidaram para voltar.Primeiramente eu tive que dizer não, pois já estava preparando meu álbum solo. Então, foi um pouco complicado, mas depois de um tempo eu acabei voltando à banda. Mas eu sempre quis ir adiante com minha carreira solo.

Maila: E você sempre trabalhou com música? Continuou neste ramos depois que deixou a banda de novo?

TM: Não. Na verdade, depois que definitivamente deixei o Black Sabbath eu realmente não estava a fim de continuar e parei por quase 10 anos. Você sabe, construí uma família, um lar...

Maila: Então, 10 anos depois você resolveu voltar à ativa e ouvi dizer que você é um dos cantores mais cuidadosos com a voz. Não gosta nem de falar em dias de show.Você foi sempre assim ou isso foi um processo que veio com a experiência?

TM: Eu preciso ter este cuidado, pois não sou o que chamo de ‘cantor natural’. Algo como Glenn Hughes, por exemplo, que pode fumar, beber, ficar deitado, de pé, não importa. A vos dele é sempre a mesma. Eu não sou assim e preciso trabalhar duro para manter minha voz. Coma idade os problemas pioram e você vai precisando ser cada vez mais cuidadoso com sua voz.

Maila: você já tocou no Brasil com o Black Sabbath, mas nunca no Rio de Janeiro. Desta vez você irá tocar com uma banda local. Como você sente isso?

TM: Sim, tocarei com alguns músicos Brasileiros, mas trouxe dois dos meus comigo. Jeff Nichols, tecladista que trabalhou com o Black Sabbath e o baterista Danny Needham, que é um excelente músico. Os demais músicos serão brasileiros e devo dizer que estou um pouco assustado, pois jamais toquei em um show com músicos que não conhecia.

Maila: Sim, e é exatamente isso o que quero saber. Quais as suas expectativas?

TM: Não tenho a menor idéia! A menor idéia...

Maila: Mas você ainda não escutou nenhum trabalho destes músicos?

TM: Sim, já. Mas isso não significa que eles conseguem tocar as coisas do Black Sabbath que eu tocarei. O material que quero tocar no Brasil é bem mais complicado. Não é apenas aquele rock básico estilo Paranoid. Headless Cross, por exemplo, é cheia de elementos diferentes, sons, computadores, corais, todo tipo de coisa, bem mais envolvente. Mas será interessante ver como os Brasileiros irão fazer isso.

Maila: E o que podemos esperar de você?

TM: É um segredo, um segredo. Não posso te contar. Bom, digamos que será basicamente Black Sabbath, com uma ou duas coisas minhas no meio.

Maila: Ok! Agora vou fazer com você um jogo. Direi uma palavra e você responde a primeira coisa que vier a sua mente, ok?

TM: Certo, vamos lá.

Um ídolo: Eterno
Anos 70: Chamas
Anos 80: Eu tinha cabelos!
Black Sabbath: Eu!
Rock: Complicado... é tanta coisa... quando eu comecei era apenas rock. Depois mudou para “Heavy Rock”, depois “Heavy Metal”, aí veio o “Thrash Metal e depois o “Black Metal”, mas por que se no fundo é tudo a mesma coisa? A essência é a mesma.
Cantar: Difícil
Família: Os amo
Fãs – Demais!
Um hobby: Música
Um amigo: Não tenho amigos ( com voz de choro)
Amor: Amo!
Ódio – Amo! É uma ótima inspiração para se escrever uma música.
A coisa mais importante: Família
Palco: Medo
Lar: Inglaterra, é onde está meu coração.
Tour: Na verdade não estou em tour mas diria...Qual é mesmo o nome da empresa produtora que me trouxe ao Brasil?
Maila: Headbanger

TM: Então é isso, Tour = Headbanger
Brasil: Demais!



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   Entrevista exclusiva com Joe Lynn Turner



www.universodorock.com