UDR - Esse pedal da
Zoom vem com um DVD?
R: Na realidade o DVD vem em todos os produtos da Zoom. Eu estou
quase terminando um vídeo-aula nova também, mas
esse DVD tem a participação do Felipe Andreoli
(Angra) e tem um pessoal da importadora também e fala
só dos produtos. Então, aí os distribuidores
da Zoom nos Estados Unidos estão fazendo propaganda nas
revistas Guitar Player, Guitar World. Estão saindo anúncios
do pedal comigo, com o George Linch (ex-Dokken) e Johnny Five,
guitarrista do Marlyn Manson que agora toca com o Robbie Zombie.
Saiu uma propaganda com a foto dos três, porque eles também
têm uns pedais no mesmo estilo com assinatura. É
legal que eu entrei também junto e não ficaram
só os dois americanos. Aí eu toquei no estande,
participei das festas lá e estamos saindo nas propagandas.
E no final de maio vai ter um evento na Califórnia que
eu vou tocar. Vai ser meia hora de apresentação
para cada um desses músicos. Na minha meia hora eu vou
tocar com o baixista do Black Label Society, o J.D (John De
Servio) e o batera do Robbie Zombie, o Tommy.
UDR - O baixista do
Black Label Society também estava nesse evento?
R: Todos esses caras estavam lá. No estande da feira
tinham outras marcas juntas e a gente fez autógrafos
na mesma mesa que os caras do Queensryche, Black Label, Anthrax,
Land of God, George Linch, e até o Ripper que cantava
no Judas (Priest) também estava lá. Pô é
legal pra caramba esse lance com a galera.
UDR - E rolou alguma
jam com esses caras na feira?
R: Não, na feira não. Vai rolar só nesse
evento mesmo em maio. Na NAMM não aconteceu porque não
há muito som lá. Aqui no Brasil até rola
mais som. Lá só tem um pouco de som, mas eles
fazem uma grande mesa com a galera toda autografando ao mesmo
tempo, coisa que aqui no Brasil não tem. Eles fazem um
horário que o cara entra na fila para pegar autógrafos.
Lá é fechado para o público, por isso que
não é a loucura da feira aqui do Brasil que tem
tanta gente.
UDR - E quem tem acesso
a essas feiras?
R: Quem tem ingresso e todo mundo ligado a loja. Mas já
é que é uma feira para o mundo inteiro lota. Você
vai cruzar com lojistas da França, da Grécia,
do Japão, e músicos interessados. Vem representantes
do mundo inteiro e de tudo quanto é marca. Mesmo assim,
enche. Claro que sempre tem o cara que pode pagar o ingresso,
quem conseguiu ingresso, ganhou em uma promoção,
o cara que é filho de alguém do meio. O preço
do ingresso é US$ 200 dólares para quatro dias.
Até é uma coisa viável de se pagar pra
quem vai a shows aqui. Você vai ter no estande o Slash
dando autógrafos num lugar, o Malmsteen dando autógrafos
em outro, ou vai ver o Satriani. Naquela feira a gente encontra
muitos artistas.
UDR - E as festas são
fechadas?
R: Sim. A festa do meu estande tinha uma galera que era do importador
da Zoom, mas tinham convidados de outras marcas. Por isso é
que juntam muitos músicos. Ás vezes o cara do
Queensryche, ou J.D. (Black Label) estavam na festa porque eram
endossados por outras marcas do mesmo estande. Cada caso é
um caso. Teve a festa da SP, da Ibanez que teve até um
show do Satriani, ou da Daddario etc.
UDR - Você chegou
a tocar em alguma dessas festas?
R: Eu não toquei, mas poderia até ter tocado.
Por que eu acabei indo embora mais cedo. Se ficasse até
o final da hora da jam. A nossa festa era com um pessoal de
outra onda. Apesar de ter os roqueiros e tal, a galera que tocou
no palco era de músicos que tocavam com o Steve Wonder.
UDR - Quando você
estava nos Estados Unidos você foi ao GIT e deu uma aula
lá?
R: Eu fiz um workshop de duas horas. Como eu faço em
outros lugares. Que é uma “responsa”, porque
ela é considerada uma das melhores escolas e todo mundo
sonha em ir lá estudar. Eu sempre tive vontade de estudar
lá e estava um dia dando aula no GIT. Foi legal. Eu fiz
o workshop aí a diretora da escola gostou porque ela
ficou assistindo e convidou para eu ver uma sala aberta pra
você tocar com os alunos que entrarem. É um outro
esquema que uns caras como Scott Henderson e outros músicos
que não querem dar uma aula certinha fixa seguindo os
planos. Eles entram numa sala ficam lá com a guitarra
e quem quiser participar, tocar ou perguntar entra. Eu fiz o
workshop primeiro aí a diretora gostou e na semana seguinte
ela me chamou para fazer isso aí. Foi legal.
E no final de maio terá esse evento com Johnny Five,
George Linch e J.D.
UDR - Isso não
tem nada a ver com a escola?
R: Vai ser na escola, porque eles têm um belo teatro lá
para 500 ou 600 pessoas. É tão grande a escola
que é como se fosse uma casa de show. Lá é
muito grande, tem sete prédios, bastante gente circulando.
Tem um clima de faculdade.
UDR - Tem muitos músicos
renomados lá...
R: Sim, tem os renomados, mas se você quer estudar música
venha para a Avenida Hollywood. É um puta marketing.
“Se você quer aprender music business vá
a um lugar que está em Hollywood, onde as coisas acontecem”.
Tem muito estrangeiro que tem dinheiro e que pode ir lá
estudar, além dos americanos.
UDR - Como foi a sua
mini-tour pela Europa após o seu retorno dos Estados
Unidos?
R: Eu fiquei pouco tempo aqui no Brasil, só uns quinze
dias. E depois fui para a Europa. Lá foi um misto de
workshop, com shows com Mike Terrana (ex-Rage) e a feira da
Alemanha também. Eu fiz um workshop em um instituto na
Inglaterra que é uma escola legal de lá. É
um tipo de GIT da Inglaterra. Na França também
fiz dois workshops, um workshop junto com Felipe Andreoli na
Itália em um lugar que sempre faço quando vou
lá e os shows com Mike Terrana e o Felipe. Foi bem divertido.
UDR - Que repertório
vocês tocaram na Itália? Covers?
R: Tocamos as músicas do álbum “No Gravity”.
Era o meu show e eu tive o privilégio de conseguir um
esquema por causa da feira que fez com que o Mike Terrana tocasse
ao vivo, porque ele que gravou o disco e a gente ainda não
tinha tocado ainda ao vivo na Europa. Ele tem uma agenda maluca,
agora ele está tocando com a Tarja (Turunen, ex-Nightwish)
e ele era do Rage. Aí conseguimos calhar de fazer esse
show juntos. Na NAMM eu cruzei com ele e já estava tentando
fechar os shows e ia colocar o músico que desse. Eu já
fiz shows na Europa com outros músicos. Assim como no
Universo Inverso teve o Cuca (Teixeira) de baterista, às
vezes tiveram outros como o Alex, o Sandro Haick. O Cuca toca
com a cantora Maria Rita aí tem que ter outras opções.
Por isso antes de fechar os shows eu falei com o Mike Terrana
e ele disse que sim, vamos lá tocar. Ele falou que gosta
muito do disco “No Gravity” e queria tocá-lo
ao vivo.
UDR - E o trabalho Universo
Inverso como está atualmente?
R: Esses são trabalhos pontuais que vão ficando,
né. Pode ser um convite para tocar em um Sesc e lá
caiba o Universo Inverso. São trabalhos solos, mas que
eu não vou fazer uma banda disso. O Angra é a
banda que eu fico levando. Eu posso fazer um terceiro trabalho
solo com pessoas diferentes, ou com as mesmas pessoas. Não
sei. Dar continuidade, não.
UDR - Você tem
planos de fazer um terceiro Cd solo?
R: Agora ainda não, mas pode ser.
UDR - Muito tem se falado
na mídia, mas afinal o Angra acabou, ou vocês só
estão dando um tempo? Há uma especulação
geral sobre o assunto.
R: O Angra está dando um tempo.Eu viajei bastante e acabei
não ficando muito tempo na internet para ler as entrevistas
que saíram. No Angra a gente está com problemas
com o empresário. Com o empresário a gente parou,
porque o Rafael está gravando um disco solo, eu fiquei
nos Estados Unidos um tempão e sabia que ia ter essa
viagem de 15 dias, o Edu está fazendo o Almah. Já
que não tem nada as pessoas ficam falando um monte de
coisas e tal. Realmente é uma situação
difícil com o empresário e a gente quer resolver
numa boa. Para resolver numa boa as coisas levam um tempo, né.
Você tem que chegar num acordo, porque a gente trabalhou
juntos 16 anos. Para chegar num acordo é difícil.
A gente aproveita para fazer essas coisas que tem vontade, sem
largar as coisas do Angra. Por que no fundo a gente trabalha
bastante pelo Angra ainda. As pessoas não vêem
a gente fazendo show, mas estamos sempre conversando sobre as
coisas. Ontem mesmo a banda conversou para ver o que a gente
tem que fazer.
UDR - O Angra tem um
show agendado num festival da Europa?
R: A gente ia fazer esse show, mas não vai fazer porque
acabamos não resolvendo o que tínhamos que resolver
a tempo. Na realidade o Angra pode voltar aí. É
que a gente não quer voltar do jeito que tava. Nós
queremos voltar de uma forma diferente, vamos esperar. Para
a gente que tem uma experiência de 16 anos de banda para
a gente esperar de seis meses a um ano não é tanto,
mas para quem gosta da banda há dois ou três anos,
um ano é bastante. Eu entendo isso pra caramba, mas o
que a gente pode fazer? Nós queremos fazer do melhor
jeito pra gente vir com o maior gás, entendeu. E não
continuar o negócio meio forçado. Não está
satisfeito, mas está fazendo porque tem que fazer para
“cumprir tabela”. Então, pára, se
arruma. As pessoas podem falar que acabou, mas não acabou.
A gente está se encontrando direto e conversando só
que não estamos fazendo show.
UDR - Ai fica aquela
especulação...
R: Podem falar um monte...Banda é que nem um casamento,
porque tem muito envolvimento emocional. Na realidade o cara
tem que se controlar um pouco para dar entrevista. A gente tem
que ser um pouco racional para resolver na boa. Por exemplo,
foi feio pra caramba quando o Nightwish saiu falando, o Van
Halen foi feio. Então, é ruim, mas no DVD “A
Kind of Monster” do Metallica dá para você
entender o que geralmente uma banda passa. Ali os caras faltam
o respeito um com outro. Tem um que tem um conflito com outro,
tem um pivô lá, o Kirk Hammet que é o cara
apaziguador, tem um cara novo na banda, que é o baixista
que está meio perdido no meio, tem os outros integrantes
antigos, o Dave Mustaine que já chega com uma carga emocional
falando um monte. Em escalas diferentes, as bandas são
assim. Quantas bandas não saem da garagem porque já
brigam e estão insatisfeitas.
As pessoas têm que entender. A música une muito
as pessoas. Você pode estar chateado com o cara porque
ele falou alguma coisa pessoalmente que você discorda,
mas na hora de tocar você pode estar muito contente com
ele. E tocar, fazer um show legal e se divertir, passar uma
coisa legal. A música individualmente te ajuda a você
relaxar e desencanar e também vai unir as pessoas da
banda. Um CD que você grava e reanima.
UDR - Que fase costuma
ser pior?
R: Final de turnê sempre é desgastante dá
briga. Eu já conheço esses altos e baixos. É
tipo um casamento, um namoro. Se o cara fala vocês estão
a oito anos juntos e vocês vão se separar? Há
quanto tempo você namora com uma garota? Às vezes
ele não consegue namorar mais de um mês porque
não agüenta ela. Então junta cinco caras,
mais o empresário (seis), mais a equipe, os roadies e
os técnicos que acabam fazendo parte da família.
É um monte de gente ali. É difícil realmente.
Isso é a visão de um fã. Um jornalista
já perguntou mais de uma vez para a gente, qual que é
segredo do Angra para conseguir manter por tanto tempo a formação?
Então, você vê na pergunta do jornalista
como a visão é diferente. Porque as bandas européias
trocam muito mais de formação. Eu não digo
as grandes bandas antigas que essas se firmaram mais, mas aquelas
dos anos 90 trocaram muitos caras.
UDR - Mas chegou um
momento na carreira de vocês que tiveram que trocar três
músicos de uma só vez. Não foi fácil,
né. Quanto tempo que levou essa transição
da antiga formação para essa atual?
R: De pausa foi
quase um ano. A gente trabalhou muito rápido e correu,
mas foi um ano e pouco. Eu não lembro direito, mas o
ano 2000 com certeza foi parado de atividades. Em 1999 eu não
lembro direito quando que a gente fez o último show.
Deve ter pego um pouco de 1999 e do ano 2000 e o CD “Rebirth”
saiu em 2001. Foi um ano e meio ou dois. Antes de sair o CD
a gente fez uma demo e soltou. A gente saiu nas matérias
sobre a demo. Coisa que a gente não faria hoje se a gente
tivesse uma demo agora, se tiver música do Angra nós
não vamos mostrar a música. É que ali a
gente estava correndo atrás para mostrar os novos integrantes,
o que não é o caso. Ninguém vai apresentar
o empresário novo no lugar do velho, a banda vai continuar
normal só que vai ter essa pausa. Então é
uma situação um pouco diferente.
UDR - Quem detém
o nome da banda?
R: Sabe o que eu acho disso aí, que as pessoas deviam
perguntar sobre música quando fala da banda. Se fosse
uma matéria de negócios sobre a “a indústria
cultural do heavy metal”. Quantos cd´s se vendem,
quanto se ganha, isso é um papo. Eu preferia que a banda
fosse preservada, de quem é o nome tanto faz. A banda
aparece, toca ali, as fotos sempre são com todos, todas
as pessoas compõem, todos tem nomes nas composições
de alguma forma com pesos diferentes, porque ai vai quem trabalha
mais ou menos, quem tem mais talento pra uma coisa ou outra.
Porque a gente consegue enxergar que o Rafael sempre escreveu
a maior parte das letras e o Edu compôs super bem as músicas
que foram importantes para a banda. O peso é igual, mas
tem um empresário no meio e ele detém o negócio
e a gente é fundador, estamos a 16 anos no negócio.
Então, cada um sabe o seu peso e tem a sua importância
lá com o respeito do outro. Afinal, todo mundo é
adulto. A prioridade dos bastidores tem que ser a banda, porque
estar no palco todo mundo quer estar. Quando você sai
do palco o que você vai fazer para continuar trabalhando
pela banda? Quem tem banda sabe que não é só
tocar ali e ensaiar, tem um monte de coisas.
UDR - Da sua carreira
solo você tem um manager, ou você que está
gerenciando a sua carreira?
R: Tenho manager, pois tem que ter. Na realidade eu tenho uma
manager para poder vender lá na Europa. Eu trabalho com
ela a muito tempo, mais de 10 anos. É uma coisa voltada
só para os workshops. Aqui eu cuido bem da minha carreira
e tal. Esse lance solo assim eu sempre fiz. Produção
de Cd´s, essas vídeo-aulas, eu faço tudo.
Concepção, produção, investimento,
tudo, 100%. Só que quando estava pronto o CD, como no
caso do “No Gravity” aí eu levei para a JVC,
para os caras da Hellion. Com o álbum “Universo
Inverso” foi a mesma coisa, levei o CD pronto. As gravadoras
não querem ter trabalho. Ai além de tocar e estudar,
você tem que produzir, ver quem faz a capa, os textos
e se for uma vídeo-aula você tem que arrumar alguém
bom para filmar, orientar, pegar as pessoas certas, pagar as
pessoas. O Gene Simmons sempre foi assim, dizem que ele sempre
foi assim e que o Kiss nunca teve empresário.
UDR - Isso é
legal, porque é que nem uma linha de montagem e o cara
fica sabendo um pouquinho de cada coisa.
R: Eu acho importante saber um pouco de cada parte. Mas eu também
acho fundamental ter um bom empresário.
UDR - Como você
já tem essa experiência com produção,
você chegou a produzir uma banda do Renato Tribuzy alguns
anos atrás. Foi o Tribuzy ou o Toten?
R: Foi o Toten na realidade. Mas era uma coisa que o Renato
(Tribuzy) estava fazendo na época. Toda banda tem sempre
um cara que gosta de esses outros assuntos. Na realidade dentro
da banda tem caras que além de tocar tem outras habilidades.
É legal saber usar isso aí. Isso faz tempo, foi
nesse período que o Angra esteve parado. É que
o pessoal não lembra, mas a banda ficou mais de um ano
parada. É sempre agitado, tô com a agenda direto.
Eu não estou parado.
UDR - Você transita
muito no meio do rock, da MPB, da música instrumental...
R: Tenho uns amigos, né. Por exemplo, eu fui convidado
para tocar no Sesc com o Zezo Ribeiro que é um super
violonista de flamenco e de MPB, no show de 20 anos de carreira
dele. Ele toca violão flamenco pra valer e morou durante
vários anos na Espanha. É legal que eu conheço
as pessoas, violonistas que eu adoro e os caras me chamam porque
eu gosto de transitar e de ser respeitado por essa galera.
UDR - Com isso você
não se restringe a um estilo só. A gente sabe
que o Angra é o trabalho maior.
R: É legal você estar no meio. Com o próprio
J.D (baixista do Black Label), com quem vou tocar nos Estados
Unidos, eu passei as minhas músicas para ele quando estava
aqui no Brasil, que são mais complicadas do que as do
Black Label. Eles fazem um som mais “retão”.
Mas ele toca baixo pra caramba, faz slaps, funk. Ele pegou fácil
as músicas. Ele não passa aquela imagem com barba
e visual meio hell angels. É um baixista muito versátil.
UDR - Quais seus próximos
planos para a carreira solo?
R: Estou fazendo com a Tagima uma vídeo-aula, que está
quase pronta. Isso aí é uma coisa que eu sempre
fiz, tem uma de 1992 e outra lançada no ano 2000. Isso
é um negócio mais didático para as pessoas
que gostam de guitarra, não é um trabalho mais
autoral. Agora vem as coisas do Angra, acabei de voltar de viagem,
tem outras viagens para vir aí. Porque demora um pouco
porque tem que compor. Também tem aquele negócio
dos Estados Unidos. Hoje em dia fazer CD é meio desanimador...
UDR - As pessoas baixam
tudo pela internet...
R: Não é nem essa a questão. Se tivesse
como gravar pra colocar na internet, eu gravaria. A questão
do trabalho de compor e de gravar isso eu faria de graça,
sem problemas. Mas o estúdio quer que eu pague, o produtor
também quer dinheiro, e para fabricar o Cd talvez você
não precise, mas para fazer marketing e o cara que vai
tirar as fotos também quer dinheiro. Então trava
aí, porque eu posso tocar, ir num estúdio fazer
música, que eu já faço pagando ou não
porque eu gosto. Agora para fazer funcionar você tem que
pagar no mínimo as pessoas que estão em volta.
Se der para ganhar melhor, senão você vai lá
faz o show para ganhar o seu. Mas o mercado está nessa
ai, não vende cd não dá pra pagar estúdio.
Então vou gravar o quê? Como eu vou pagar o estúdio?
Está um negócio meio engraçado. Você
tem que fazer vai aparecer, mais não é um negócio
motivador.
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