ENTREVISTAS
  Últimas Notícias
  Bandas de A a Z
  Cobertura de Shows
  Entrevistas
  CD's & DVD's
  Matérias/Colunistas
  Internacionais
  Nacionais
  Cadastre seu evento
  Rádio Web
  Comunidade Orkut
  Fórum de Debate
  Promoções
  Enquete
  Fontes True Types
  Multimídia
  Equipe
  Parcerias
  Deixe Recado
  Anúncie no site
:: Publicidade ::
Hellion Records
 Entrevistas

junho/2008
Markus Grosskopf (Helloween)
Por: Michelle Gonçalves
 
Por email, baixista do Helloween fala sobre a Hellish Rock Tour, os 25 anos da banda e o seu projeto Bassinvaders. Confira a entrevista exclusiva para o Universo do Rock, que conversou com Markus após o show do Rio de Janeiro, em abril.

Universodorock: Vamos começar pela Hellish Rock Tour. Como tem sido essa turnê pra você?

[Grosskopf] - É uma turnê muito longa. Nós encontramos um monte de pessoas legais, como você, por exemplo. Essa turnê inclui muitas faces diferentes porque tocamos em lugares em que nunca tínhamos ido. Lugares como Austrália, Singapura e Bankog. É muito bom ver que as coisas estão indo bem pro Helloween depois de todos esses anos. Tudo isso faz com que essa turnê seja muito especial pra gente.

UDR: Como você vê a receptividade dos fãs em relação a essa turnê?

[Grosskopf] - As pessoas que encontramos até agora foram muito legais. Elas parecem gostar do que nós estamos fazendo. Às vezes, nós ficamos pelos bares ou pela praia…bares como no Rio. Então ficamos bebendo e conversando com as pessoas, como fizemos naquela noite em que você estava. E sempre que saímos em turnê, somos muito bem-recebidos. Eu gosto muito disso, porque é uma grande parte do que faz as coisas continuarem acontecendo.

UDR: A Hellish Rock Tour incluiu 8 cidades brasileiras, o que faz dessa a turnê mais longa que a banda já fez pelo país. Como foi pra vocês tocarem tanto tempo no Brasil?

[Grosskopf] - Foram muitos aviões, vôos e aeroportos, é claro. Mas foram também muitas caipirinhas e cocos nos quiosques com os amigos do GammaRay e alguns fãs. Também gostei muito da comida. E os shows aí são loucos! As pessoas realmente sabem como se divertir. Tudo isso faz da turnê brasileira uma ótima viagem.

UDR: Em 2009 a banda vai celebrar o 25º aniversário. Esses 25 anos de Helloween foram como você imaginava que seria quando tudo começou, em 1984?


[Grosskopf] - Quando eu comecei em 84 sabia que sempre faria música e tocaria baixo. Simplesmente porque eu tenho que fazer isso. Mas ter todo esse sucesso e todas essas turnês imensas por todos esses anos foi mais do que eu esperava. Isso me deixa orgulhoso e me faz sentir tão sortudo de ser uma parte dessa banda por todos esses anos. Quando você começa uma banda aos 18 ou 20 anos, você realmente sonha com o sucesso. Mas nunca se sabe o que vai acontecer. Ninguém pode calcular o sucesso. E, por isso, eu estou mais do que grato a Deus porque ainda estou por aí sendo capaz de fazer o que eu faço de melhor.

UDR: Nesses 25 anos muita coisa mudou e a banda passou por várias fases. Qual delas é a sua fase favorita e por quê?

[Grosskopf] - É uma pergunta difícil porque foram muitos muitos momentos de diversão e prazer ao longo dos anos. Eu nunca vou esquecer o sentimento que tive quando fizemos nosso primeiro Mini EP chamado Helloween. Quando ele se tornou um sucesso, assinamos nosso primeiro contrato de verdade. Essa foi uma ótima sensação também. De uma hora pra outra, o Keeper 1 se tornou disco de ouro. Esse é um sentimento maravilhoso para um garoto de 23 ou 24 anos como eu era. Depois do Keeper 2, nós tivemos muitos problemas e tudo parecia esfriar um pouco. Mas, depois, quando o Andi entrou pro Master Of The Rings, aquele tipo de sentimento de entusiasmo dos velhos tempos voltou. Então realmente foram muitos estágios diferentes pelos quais passamos. Eu aprendi como seguir em frente quando as coisas parecem difíceis.

UDR: O Helloween vai lançar algum DVD com material dessa turnê? Ao longo desses 25 anos, muita coisa mudou e a banda passou por várias fases. Qual delas é a sua fase favorita e por quê?

[Grosskopf] - Dessa vez nós não gravamos nenhum material. Fazer um DVD de cada turnê não é bem algo que gostamos de fazer. Na turnê passada gravamos um DVD porque o High Live já tinha sido lançado há um bom tempo. Então vamos esperar mais alguns anos pra fazer outro. Se lançássemos um agora, não seria algo especial.

UDR: Conte-nos um pouco sobre o seu projeto Bassinvaders. Como surgiu esse conceito musical e qual foi a primeira reação da gravadora?

[Grosskopf] - Eu tive essa idéia num pub, enquanto eu bebia cerveja. Às vezes eu tenho muitas idéias engraçadas quando tomo cerveja num pub. Mas muitas acabam morrendo com a ressaca no dia seguinte. Mas eu achei essa idéia tão doida, que tive que concretizá-la. Não foi nada fácil encontrar uma gravadora disposta a isso. Todas ficavam assustadas com a idéia de fazer metal sem guitarras. Mas, espera ai! Escute o Apocalyptica. Não tem guitarra nenhuma. Eu acho que a música é uma maneira de se expressar e não foi nada mais que isso que fiz com o Bassinvaders. A música é também uma arte e nós devemos estar abertos a diferentes idéias o tempo todo. Então eu apenas me permito fazer coisas como essa de tempo em tempo.

UDR: O Bassinvaders é um projeto composto por um time de baixistas consagrados como Billy Sheehan, Rudy Sarzo, Dirk Schlächter, Tobias Exxel e muitos outros. Como foi o processo de gravação do álbum Hellbassbeaters?

[Grosskopf] - Tudo funcionou via internet. Eu tinha um servidor em que todos os artistas podiam baixar e subir arquivos. Sempre que terminavam alguma parte, eu baixava esse material e jogava no meu ProTools. As partes de bateria não...Quando fizemos a segunda sessão de bateria, Peavy, Schmier, Tom e eu ficamos no estúdio por alguns dias. Então pudemos sair e tomar algumas cerveja e schnaps à noite, foi muito divertido trabalhar com eles. Então foi uma mistura de sessões de internet e trabalho no estúdio. Eu teria adorado sair com todos os músicos e gravar com todos juntos. Mas o orçamento que eu tinha pra esse álbum não me permitiu ir tão além. Mas ainda voei pra encontrar Jesper Binzer e Stig Peterson do D - A - D para gravar pessoalmente as partes deles, o que também foi muito divertido porque sou um grande fã do D - A - D.

UDR: Você está sempre compondo para as suas bandas e projetos. Em que você está trabalhando atualmente?

[Grosskopf] - No momento estou separando algumas idéias pra próxima gravação do Helloween. Mas primeiro precisamos terminar essa turnê pra que eu realmente tenha tempo de trabalhar nisso. Às vezes eu tenho idéias bem diferentes. Depois devo fazer outro álbum do Shockmachine em 2 ou 3 anos. Quem sabe…Mas o Helloween é meu número 1, claro.

UDR: O que você acha da cena atual do heavy metal? Você tem alguma banda ou artista favorito dessa cena?

[Grosskopf] - Eu ainda gosto de rock melódico. Firewind é uma banda de que realmente gosto. Há alguns anos surgiram várias bandas bem legais de rock n' roll na Escandinávia. Algumas são realmente interessantes.

UDR: Deixe uma mensagem para os seus fãs e leitores do Universo do Rock. Obrigada pela entrevista, Markus!

[Grosskopf] - Está certo. Vocês e suas caipirinhas são maravilhosos. Vocês sabem exatamente como aproveitar um bom show. Eu gosto muito disso. Vejo vocês da próxima vez. Big Cheers, Markus.




www.universodorock.com