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ENTREVISTA:
Universo do Rock: FISTT ficou quatro anos, digamos, 'hibernando'
e de repente voltou com tudo: com novo CD gravado em grande estilo
(Midas) com produção do renomado Paulo Anhaia (Charlie
Brown Jr, CPM22), novo clipe. Como foi esse retorno e quais as
expectativas em torno desse novo trabalho?
F. Nick: Olá! Já havíamos trabalhado com
o pessoal do Midas no CD "Viva! Ao vivo no Black Jack"
onde a masterização foi feita por lá e o
resultado ficou muito bom. Pesquisamos outros estúdios,
mas com certeza o que realmente abraçou o projeto e ficou
claro que nos daria o resultado desejado foi o Midas. O Paulo
Annhaia (que assinou a produção a com a gente) e
o Niltão (assistente de gravação) colaboraram
muito com o resultado e isso vocês poderão ouvir
a partir do dia 1º de maio exclusivamente na internet (hehehe).
Universo
do Rock: O nome da música de trabalho, que fará
parte desse novo álbum, se chama "Aquecendo".
É um aquecimento pra essa volta da banda? Por que escolheram
essa música e quem a escreveu?
F. Nick: Exato! O nome é "Aquecendo" por ser
a primeira do CD, o primeiro single e o novo videoclipe, além
do que, o disco tem tom conceitual e é pontapé inicial
de toda a historinha. Essa música foi escrita por mim e
Mirtão.
Universo
do Rock: O novo CD se chama "Como fazer inimigos..".
Por que esse nome?
F. Nick: No início o CD iria se chamar "Como fazer
inimigos e irritar as pessoas", zuando com livros de auto-ajuda,
mas depois não achamos tão engraçado assim
(hehehe) e reduzimos o nome.
Universo
do Rock: Vocês convidaram uma galera de peso pra participar
do novo CD: Rodrigo (Dead Fish) e Fabrízio Martinelli (Hateen,
ex-guitarrista do FISTT). Como foi trabalhar com os convidados
especiais?
F. Nick: A gente queria chamar os amigos e também pessoas
que fossem entender o que a queríamos com esse CD e entendessem
a alma do negócio. E cada um deles acrescentou a sua maneira
para o disco, o resultado de ambos foi muito legal! Também
tivemos a participação do Paulo Annhaia fazendo
alguns backing vocals pra gente e arranhando um baixo e buscando
pizza na padaria (hahaha).
Universo
do Rock: Vocês irão lançar o CD também
físico. Você acha que mesmo com tanta dificuldade
pra vender CD hoje em dia, vale a pena ainda lançar esse
material - já que o gasto pra uma banda independente é
grande - e com a internet possibilitando alcançar praticamente
qualquer lugar do mundo?
F. Nick: Bom, o CD hoje é um subproduto, a música
é maior do que o CD propriamente dito. Faremos uma campanha
especial com o disco, preço reduzido, vamos ver se mantemos
o defunto vivo por mais um tempo (hahaha).
Universo
do Rock: Quais as principais diferenças que você
já percebeu desse novo CD em comparação com
os anteriores?
F. Nick: Amadurecemos muito nas composições e no
jeito de tocar e gravar. Musicalmente falando, as idéias,
não há muitas alterações, pois a nossa
intenção não é que uma banda de punk
rock vire uma de rock progressivo e sim fazer cada vez melhor
o que a gente já sabe fazer e o que fizemos nos últimos
14 anos.
Universo
do Rock: A banda já tocou abrindo as noites de shows para
Marky Ramone, Shelter, Bambix, Down By Law. Como foi essa experiência?
F. Nick: Também estaremos dia 16 de maio com os Misfits
lá em Curitba!! Bom, tocar com o Marky foi muito legal,
eu sou hiper fã dos Ramones desde molequinho, foi muito
gratificante, mesmo eu achando que ele nem viu a gente tocar...
Já do pessoal do Bambix foi muito bacana, temos uma amizade
bem legal até hoje!
Universo
do Rock: Vocês sonham em tocar no mesmo evento ou ao lado
de algum grupo?
F. Nick: Eu acho isso muito relativo, com certeza há bandas
que gostaríamos de tocar juntos, mas aí para ficar
mais "real" vai depender do nosso trabalho, por enquanto
vamos focar em coisas mais reais mesmo.
Universo
do Rock: Qual foi o show que mais marcou e em qual cidade rolou?
F. Nick: Gostamos muito de tocar em Belo Horizonte, Campo Grande,
São Paulo, interior, Rio, não há um lugar
preferido hoje. Nos divertimos sempre por onde passamos e fazemos
muitos amigos (e inimigos).
Universo
do Rock: Por que o nome FISTT?
F. Nick: O nome vem da música "Fistcuffs in Frederick
Street" dos Toy Dolls, aí deixamos só "Fist"
e dobramos o "T" a mais. É coisa de fã
de Toy Dolls mesmo!
Universo
do Rock: Até que ponto as mudanças na formação
prejudicaram a banda?
F. Nick: As maiores mudanças ocorrem mais nas guitarras
do FISTT, mas eu acho que isso nunca nos prejudicou. Sempre tivemos
amigos que acrescentaram de alguma forma ao som. O novo guitarrista,
Crildo, é um dos melhores que já passaram pela banda
e acrescenta demais pra gente, pois a escola dele não é
só Ramones / Misfits / Bad Religion / NOFX, ele já
curte muita coisa diferente e é muito legal ter idéias
com ele no processo todo.
Universo
do Rock: Vocês brincam com esse lance de hardcore do interior,
vindos da roça, mas geralmente uma banda vinda de cidades
do interior sofre alguns preconceitos e tem mais dificuldade pra
conquistar espaço pra tocar, na mídia, etc. Como
foi todo esse processo? E como é hoje saber que são
reconhecidos nacionalmente?
F. Nick: Em algumas entrevistas anteriores eu tinha falado que
isso diminuiu com o tempo, mas às vésperas do lançamento
do novo disco acho que isso não mudou muito não...
Nosso último CD de inéditas foi em 2004 e teve uma
tour muito legal por todo o país, mas de 2004 até
2008 muita água rolou, a cena mudou, o pessoal que ia em
shows não vai mais, a criançada mal sabe que a gente
existe, etc e tal. E isso acabou refletindo em organizadores de
shows, casas, etc... Voltou a rolar um preconceito sim, mas a
banda está extinguindo isso com muito trabalho ao invés
de ficar esperando as coisas mudarem, já fizemos isso uma
vez e podemos fazer mais 1000 se for necessário.
Universo
do Rock: Qual a sua opinião dessa verdadeira coqueluche
EMO?
F. Nick: Não é um estilo, música ou seja
lá o que for que me agrada, mas o emo está aí,
as bandas querem ficar profissionais, fazer sucesso, aparecer
na malhação e os meninos querem pintar os olhos
e as meninas querem andar com roupa de puta da Augusta na rua
(hahaha)... Bom, eu não vejo problema nenhum, mas também
não tenho que me adequar a isso. Eu gosto de tomar cerveja
no posto de gasolina com o Mirtão de domingo à tarde,
os Emos gostam de falar que o mundo é triste e que o céu
está cinza... Cada um com sua mania né? (hehehe)
Universo
do Rock: Fora falta de grana, que acontece com a maioria das bandas
independentes, qual ou quais foram as maiores dificuldades que
já enfrentaram?
F. Nick: Eu acho que muita gente desiste dos sonhos por questão
de falta da grana, vejo isso direto com bandas de amigos.. Tipo,
o cara precisa trampar, mas exclui tanto a vida dele que não
consegue nem ter a banda como hobbie pra tocar no final de semana,
se não 'der grana', nem isso pode existir... Acho muita
paranóia... Bom, de dificuldades acho que é em relação
a estrutura de shows, contratantes picaretas, esse tipo de coisa
mais corriqueira mesmo.
Universo
do Rock: E os shows? Como está a agenda? Estão com
produtor, assessoria de imprensa. Como diz no interior "chic"
(risos).
F. Nick: Ahh sim, meus parentes até me convidam pra almoçar
na casa deles agora (hahaha)... Montamos uma estrutura muito bacana
pra banda e que já está dando muitos resultados,
estamos felizes, namorando louras esculturais e com os bolsos
cheios de dólares! (hahaha) Nossa agenda de shows atualizada
sempre no fotolog oficial: www.fotolog.com/fistt_oficial
Universo
do Rock: São 14 anos de carreira. Fazendo um balanço
geral, o que é FISTT hoje?
F. Nick: Família, desde os integrantes, toda a equipe (imprensa,
produção, produção internet) tudo,
é realmente uma família que está vivendo
em harmonia!
Universo
do Rock: E os planos pro futuro?
F. Nick: Vamos percorrer o país e quem sabe até
fora com a tour do "Como fazer inimigos..." e vamos
colhendo resultados e aumentando as perspectivas!
Universo
do Rock: Muito obrigada pela entrevista, sucesso pra todos do
FISTT. E aproveite pra deixar um recado aos nossos leitores:
F. Nick: Valeu Gi, obrigado a todos os leitores, sejam bonzinhos
e comam vegetais!
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