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Hellion Records
 Entrevistas

agosto/2008
Gary Holt, do Exodus
Por: Maila Kaarina
 

Dando continuidade com as entrevistas realizadas por Maila Kaarina com as bandas que participaram do festival Wacken, hoje estamos trazendo a entrevista com Gary Holt, do Exodus.


Confira abaixo a entrevista:

1) A importância do Exodus para o cenário metal é algo que não precisa ser mencionado. A banda começou no início dos anos 80 e se tornou uma grande referência para a maioria das bandas que seguiram a linha do Thrash Metal a partir daquele momento. Se você voltar um pouco no tempo, como você compararia os anos 80, os 90 e o momento atual?

Gary: A década de 80 foi maravilhosa, a de 90 mais pareceu o fim de uma era, mas posso dizer que para mim o verdadeiro momento é agora. As coisas estão indo muito bem e diria até que tudo está muito parecido com o que vivemos nos anos 80.

2) O Exodus tem uma história rica não somente no que diz respeito aos álbuns gravados, turnês e música. Com o passar dos anos muitos músicos entraram e saíram, Paul Ballof faleceu, houve muitos problemas que poderiam ter destruído tudo, acabado com a banda e qualquer projeto. No entanto pudemos ver que o que ocorreu foi exatamente o contrário. Você se tornou ainda mais forte. De onde você tirou a força para continuar?

Gary: Isso é o que nós temos feito por todos estes anos. Continuar a lutar. Desistir nunca foi uma opção para mim.

3) Então, durante todos estes anos, você jamais pensou em desistir?

Gary: Pensei sim. No início dos anos 90 eu realmente me cansei de toda a indústria musical. Mas foi impossível ficar longe, eu senti saudades de uma forma que jamais havia imaginado que sentiria.

4) Se você tivesse realmente desistido, tem alguma idéia do que teria feito e por quê?

Gary: Eu não tenho a menor idéia! Eu tive a chance de passar um bom tempo e bons momentos com minha filha mais velha, mas eu sei que não teria isso de volta...

5) Qual a sua opinião a respeito do cenário metal mundial no momento?

Gary: Acho que está ótimo, há muitas banda de metal ativas no momento e isso é ótimo para o estilo.

6) Músicos experientes com quem venho conversando ultimamente dizem que vem sendo muito difícil encontrar bandas que realmente se importem com a música, que tenham algum tipo de ideologia inserida em seus trabalhos. Quais os prós e os contras que você vê nesta nova geração rock?

Gary: Eu realmente não vejo contras. Claro que há bandas que apenas seguem tendências e ficam sempre neste limite. Mas digo que até mesmo eles são muito melhores do que aquela merda de nu-metal que felizmente morreu.

7) Na biografia do site oficial do Exodus está escrito um depoimento seu que diz: "o que realmente importa começou em agosto de 2001." Fale para nós um pouco a respeito desta afirmação.

Gary: Eu não tenho a menor idéia! Talvez eu deva ir ao site e dar uma lida...

8) Mas você diria que a banda está vivendo seu melhor momento?

Gary: Nada jamais poderá se comparar aos anos 80, mas certamente o Exodus está num excelente momento agora.

9) Quais os planos do Exodus para o futuro? Algum álbum novo a caminho? Músicas novas?

Gary: Nós estamos regravando o Bonded by Blood e será lançado no final deste ano, além disso faremos algumas tours enquanto continuamos a compor material novo para o próximo álbum.

10) Vocês estarão tocando no WACKEN OPEN AIR dia 04 de agosto, às 12:50. Os festivais de verão europeus são como um sonho de consumo tanto para fãs quanto para músicos de outros países como o Brasil, por exemplo, visto que esta tradição é algo que não existe aqui. Países cujo cenário voltado para o rock é muito fraco. Como é fazer parte do lineup desses festivais que unem tantas bandas de todas as partes do mundo?

Gary: É sempre ótimo e extremamente divertido porque temos a oportunidade de rever amigos que não temos como estar vendo sempre. Fazer parte disso é sempre uma grande festa.

11) Por favor, use este tópico para falar o que você quiser a respeito da banda, sobre você ou sobre rock. Deixe uma mensagem para os fãs do Exodus.

Gary: Eu espero ter a oportunidade de voltar ao Brasil logo. Seu país vem sendo nosso segundo lar desde a primeira vez em que tocamos aí. Muito obrigada por tudo!





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