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Hellion Records
 Entrevistas

junho/2006
Scars
Por: Gabriel Ricardo
 
A banda Scars, de Trash Metal paulista nasceu em meados de 1991 e tem dois álbuns em sua discografia: Ultimate Encore (94) e The Nether Hell (05).

A banda, que ficou “parada” durante 7 anos, voltou à ativa em 2004 e logo no início de 2005 lançou o excelente álbum “The Nether Hell”, que alcançou patamares inimaginados, levando a banda à fazer shows por todo o Brasil e tocar com grandiosas bandas.

O Scras tem como integrantes atualmente: Regis F. (vocalista), Eduardo Boccomino (guitarra), Alex Zeraib (guitarra), André Sterzza (baixo) e Patrik Leung (baterista).
Vamos conversar um pouco com alguns membros da banda e saber um pouco mais sobre sua história.

1 - Porquê a banda demorou tanto tempo para lançar o 2º álbum?

André – A demora foi gerada única e exclusivamente pelo intervalo de aproximadamente 8 anos nas atividades da banda (1997/2004), mas como tudo na vida tem seu lado negativo e positivo, talvez essa pausa serviu como um período de acúmulo de experiência, força e vontade que estaremos despejando em nossos futuros trabalhos e shows daqui por diante, pois estamos mais cheios de energia do que nunca e desta vez, podem estar certos que o Scars veio para ficar.

2 – O que a banda fez durante esses anos que ficou “sumida”?

André – Cada integrante foi para um lado e independente de suas atividades em paralelo, nós jamais deixamos o metal de lado, continuamos freqüentando shows e sempre se atualizando com o que estava rolando na cena, alguns se dedicaram mais a sua família, outros continuaram tocando em pequenos projetos e os demais, perdidos em algum balcão de bar pela cidade (risos), mas enfim, por ter essa ligação forte com o metal, nosso retorno não foi nem um pouco problemático e agora estamos ai para o que der e vier.

3 - Qual a diferença do Scars do início de 90 com o de hoje?

Edu: Acho que a maior diferença é a evolução musical, que é notória no TNH (N.R.: The Nether Hell) e o profissionalismo que aplicamos ao nosso trabalho. Com o passar dos tempos, estudamos mais e temos aplicado todo esse aprendizado às nossas músicas. Antigamente, como éramos mais novos e com menos compromissos, todo mundo tinha um pouco de “porra louca”, hoje somos mais velhos, com família constituída e com um propósito mais que definido: Levar o Scars a um patamar máximo da música. Para ser grande você deve pensar como um, sacou ?

4 – Apesar de o último álbum, The Nether Hell (2005) ser independente, ele alcançou patamares excelentes! Estando agora na 4º prensagem. O que você tem à dizer sobre isso?

André - Honestamente falando, apesar da qualidade que conseguimos aplicar no TNH, e acreditando em seu potencial, sem duvida que ficamos um tanto surpresos pela excelente repercussão que o cd alcançou a nível de público e criticas na mídia nacional e principalmente na internacional, isso só vem mostrar que não só o Scars, mas todas as bandas que acreditarem em si mesmas, certamente terão o merecido reconhecimento seja onde for.

5 – Vocês imaginaram que após tanto tempo sem registros e shows a banda conseguisse a repercussão que está atingindo?

Edu: Sinceramente achavamos que o retorno da banda teria alguma repecurssão positiva, porém não como o que estamos tendo agora. É muito gratificante e surpreendente tocar em lugares que o Scars nunca foi e ter uma puta galera (nova) cantando nossas músicas e curtindo o thrash metal. Hoje temos recebido diversos contatos do mundo inteiro elogiando nosso trabalho e curtindo nosso som. Isso é impagável, esperamos crescer cada vez mais e atingir o maior número de pessoas possíveis com nossa música.

6 – Nessa turnê vocês já tocaram com grandes bandas, Anthrax, Destruction, Leaves’ Eyes, Atrocity, Krisiun; como foi tocar ao lado dessas bandas?

Patrick – Tocar com o Destruction foi demais, eu comecei a tocar bateria por causa do "Sentence of Death"!! Sem contar que é uma sensação meio maluca assim, você tocando e "os caras" assistindo! É algo do tipo: "olha o que vocês me influenciaram a fazer" saca?
Com o Krisium também, além de serem um grande exemplo de batalha e correria do metal brasileiro os caras são muito gente boa. Nesse mesmo dia ainda pudemos conversar com o Andréas (Sepultura) que para nós é um dos responsáveis pela abertura das portas do mundo para as bandas do Brasil. Muito legal!

7 – Falando em turnê, nessa turnê vocês estiveram desde o Nordeste ao Sul do Brasil, o que vocês têm à dizer sobre a turnê?

Patrick – Nessa caminhada de divulgação do TNH temos sido muito bem recebidos em todos os lugares por onde passamos e o público tem respondido de forma fantástica nos shows. Eu destaco o pessoal de Salvador/BA e Porto Alegre/RS como os mais insanos que encontramos até o momento! Galera headbanger de verdade!!

8 - Não sei se vocês perceberam, mas o Heavy Metal, principalmente o Trash Metal está crescendo muito novamente, o que você têm à dizer sobre isso?

Patrick – O metal pesado tem ganho muito espaço ultimamente e não são apenas as novas bandas. O metal old school ainda ferve nas veias do pessoal e tem muita gente nova curtindo também. Fiquei chapado quando vi uma menina de 16 anos em Curitiba/PR cantando e agitando todas no show do Destruction. O engraçado é que quando eu tinha 16 anos ouvia muito Destruction também!
Conhecemos muitas bandas sérias e realmente empenhadas em fazer um trabalho de alta qualidade. Esperamos que o espaço continue aumentando e os organizadores de shows se tornem mais profissionais também.

9 - Recentemente surgiu a notícia de que vocês estão na programação de uma rádio Norte Americana, querem falar um pouco sobre isso ?

Edu: Isso mesmo, a rádio Overload Coven Metal da Flórida incluíu a Hidden Roots of Evil em sua programação. Animal, cara! Além dela, estamos tocando na Suécia, Eua, Nova Zelândia, Alemanhã entre outros países onde semanalmente recebemos reviews do TNH, isso é inacreditável, porém fruto de um ótimo trabalho em equipe. Temos grandes amigos que trabalham esse lado “gringo', isso tudo devemos a eles. É ótimo quando recebemos alguns comentários sobre o metal brasileiro, os gringos ainda respeitam muito o metal daqui e se surpreendem com a qualidade das bandas nacionais é por isso que o metal nacional tem que ser levado á sério pelos produtores e media em geral.

10 – Mas, falando sobre o futuro, vocês já planejam um futuro álbum? O que você pode nos adiantar? Um clipe?

Patrick – Sim, paralelamente a turnê do TNH, estamos em processo de composição de um álbum completo e estamos com algumas idéias de lançar algo em video junto, ainda estamos pensando.

11 – Este próximo será independente novamente ou a banda pretende fechar contrato com alguma gravadora?

Patrick – Temos algumas propostas de gravadoras mas se nenhuma estiver a contento, lançaremos e trabalharemos de forma independente como fizemos com o TNH, o Scars não para!

12 – Scars, muito obrigado pela entrevista, boa sorte com o futuro do Scars. Deixo o espaço para suas declarações finais.

André – Nós é que temos que agradecê-lo Gabriel, a você e a toda equipe do Universo do Rock pela oportunidade de expressar nossas palavras e idéias aos caros leitores do Site, para que assim todos possam conhecer um pouco mais da história do Scars e de nosso verdadeiro propósito no cenário underground. Gostaria de deixar aqui em nome do Scars, um forte abraço a todos e a certeza de nos vermos em breve nos nossos shows ao redor de todo Brasil, valeu !!!


LINKS
Site Oficial: www.scras.com.br