 A
banda Scars, de Trash Metal paulista nasceu em meados de 1991
e tem dois álbuns em sua discografia: Ultimate Encore (94)
e The Nether Hell (05).
A banda, que ficou “parada” durante 7 anos, voltou
à ativa em 2004 e logo no início de 2005 lançou
o excelente álbum “The Nether Hell”, que alcançou
patamares inimaginados, levando a banda à fazer shows por
todo o Brasil e tocar com grandiosas bandas.
O Scras tem como integrantes atualmente: Regis F. (vocalista),
Eduardo Boccomino (guitarra), Alex Zeraib (guitarra), André
Sterzza (baixo) e Patrik Leung (baterista).
Vamos conversar um pouco com alguns membros da banda e saber um
pouco mais sobre sua história.
1 - Porquê a banda demorou tanto tempo para lançar
o 2º álbum?
André – A demora foi gerada única
e exclusivamente pelo intervalo de aproximadamente 8 anos nas
atividades da banda (1997/2004), mas como tudo na vida tem seu
lado negativo e positivo, talvez essa pausa serviu como um período
de acúmulo de experiência, força e vontade
que estaremos despejando em nossos futuros trabalhos e shows daqui
por diante, pois estamos mais cheios de energia do que nunca e
desta vez, podem estar certos que o Scars veio para ficar.
2 – O que a banda fez durante esses
anos que ficou “sumida”?
André – Cada integrante foi para um lado e independente
de suas atividades em paralelo, nós jamais deixamos o metal
de lado, continuamos freqüentando shows e sempre se atualizando
com o que estava rolando na cena, alguns se dedicaram mais a sua
família, outros continuaram tocando em pequenos projetos
e os demais, perdidos em algum balcão de bar pela cidade
(risos), mas enfim, por ter essa ligação forte com
o metal, nosso retorno não foi nem um pouco problemático
e agora estamos ai para o que der e vier.
3 - Qual a diferença do Scars
do início de 90 com o de hoje?
Edu: Acho que a maior diferença é a evolução
musical, que é notória no TNH (N.R.: The Nether
Hell) e o profissionalismo que aplicamos ao nosso trabalho. Com
o passar dos tempos, estudamos mais e temos aplicado todo esse
aprendizado às nossas músicas. Antigamente, como
éramos mais novos e com menos compromissos, todo mundo
tinha um pouco de “porra louca”, hoje somos mais velhos,
com família constituída e com um propósito
mais que definido: Levar o Scars a um patamar máximo da
música. Para ser grande você deve pensar como um,
sacou ?
4 – Apesar de o último álbum,
The Nether Hell (2005) ser independente, ele alcançou patamares
excelentes! Estando agora na 4º prensagem. O que você
tem à dizer sobre isso?
André - Honestamente falando, apesar da qualidade que conseguimos
aplicar no TNH, e acreditando em seu potencial, sem duvida que
ficamos um tanto surpresos pela excelente repercussão que
o cd alcançou a nível de público e criticas
na mídia nacional e principalmente na internacional, isso
só vem mostrar que não só o Scars, mas todas
as bandas que acreditarem em si mesmas, certamente terão
o merecido reconhecimento seja onde for.
5 – Vocês imaginaram que
após tanto tempo sem registros e shows a banda conseguisse
a repercussão que está atingindo?
Edu: Sinceramente achavamos que o retorno da banda teria
alguma repecurssão positiva, porém não como
o que estamos tendo agora. É muito gratificante e surpreendente
tocar em lugares que o Scars nunca foi e ter uma puta galera (nova)
cantando nossas músicas e curtindo o thrash metal. Hoje
temos recebido diversos contatos do mundo inteiro elogiando nosso
trabalho e curtindo nosso som. Isso é impagável,
esperamos crescer cada vez mais e atingir o maior número
de pessoas possíveis com nossa música.
6 – Nessa turnê vocês
já tocaram com grandes bandas, Anthrax, Destruction, Leaves’
Eyes, Atrocity, Krisiun; como foi tocar ao lado dessas bandas?
Patrick – Tocar com o Destruction foi demais, eu comecei
a tocar bateria por causa do "Sentence of Death"!! Sem
contar que é uma sensação meio maluca assim,
você tocando e "os caras" assistindo! É
algo do tipo: "olha o que vocês me influenciaram a
fazer" saca?
Com o Krisium também, além de serem um grande exemplo
de batalha e correria do metal brasileiro os caras são
muito gente boa. Nesse mesmo dia ainda pudemos conversar com o
Andréas (Sepultura) que para nós é um dos
responsáveis pela abertura das portas do mundo para as
bandas do Brasil. Muito legal!
7 – Falando em turnê, nessa
turnê vocês estiveram desde o Nordeste ao Sul do Brasil,
o que vocês têm à dizer sobre a turnê?
Patrick – Nessa caminhada de divulgação
do TNH temos sido muito bem recebidos em todos os lugares por
onde passamos e o público tem respondido de forma fantástica
nos shows. Eu destaco o pessoal de Salvador/BA e Porto Alegre/RS
como os mais insanos que encontramos até o momento! Galera
headbanger de verdade!!
8 - Não sei se vocês perceberam,
mas o Heavy Metal, principalmente o Trash Metal está crescendo
muito novamente, o que você têm à dizer sobre
isso?
Patrick – O metal pesado tem ganho muito espaço ultimamente
e não são apenas as novas bandas. O metal old school
ainda ferve nas veias do pessoal e tem muita gente nova curtindo
também. Fiquei chapado quando vi uma menina de 16 anos
em Curitiba/PR cantando e agitando todas no show do Destruction.
O engraçado é que quando eu tinha 16 anos ouvia
muito Destruction também!
Conhecemos muitas bandas sérias e realmente empenhadas
em fazer um trabalho de alta qualidade. Esperamos que o espaço
continue aumentando e os organizadores de shows se tornem mais
profissionais também.
9 - Recentemente surgiu a notícia
de que vocês estão na programação de
uma rádio Norte Americana, querem falar um pouco sobre
isso ?
Edu: Isso mesmo, a rádio Overload Coven Metal da Flórida
incluíu a Hidden Roots of Evil em sua programação.
Animal, cara! Além dela, estamos tocando na Suécia,
Eua, Nova Zelândia, Alemanhã entre outros países
onde semanalmente recebemos reviews do TNH, isso é inacreditável,
porém fruto de um ótimo trabalho em equipe. Temos
grandes amigos que trabalham esse lado “gringo', isso tudo
devemos a eles. É ótimo quando recebemos alguns
comentários sobre o metal brasileiro, os gringos ainda
respeitam muito o metal daqui e se surpreendem com a qualidade
das bandas nacionais é por isso que o metal nacional tem
que ser levado á sério pelos produtores e media
em geral.
10 – Mas, falando sobre o futuro,
vocês já planejam um futuro álbum? O que você
pode nos adiantar? Um clipe?
Patrick – Sim, paralelamente a turnê do TNH, estamos
em processo de composição de um álbum completo
e estamos com algumas idéias de lançar algo em video
junto, ainda estamos pensando.
11 – Este próximo será
independente novamente ou a banda pretende fechar contrato com
alguma gravadora?
Patrick – Temos algumas propostas de gravadoras mas se nenhuma
estiver a contento, lançaremos e trabalharemos de forma
independente como fizemos com o TNH, o Scars não para!
12 – Scars, muito obrigado pela entrevista,
boa sorte com o futuro do Scars. Deixo o espaço para suas
declarações finais.
André – Nós é que temos que agradecê-lo
Gabriel, a você e a toda equipe do Universo do Rock pela
oportunidade de expressar nossas palavras e idéias aos
caros leitores do Site, para que assim todos possam conhecer um
pouco mais da história do Scars e de nosso verdadeiro propósito
no cenário underground. Gostaria de deixar aqui em nome
do Scars, um forte abraço a todos e a certeza de nos vermos
em breve nos nossos shows ao redor de todo Brasil, valeu !!!
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