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Hellion Records
 Entrevistas

26/03/2007
Marcio Baraldi
Por: Gabriel Ricardo
Site oficial: www.marciobaraldi.com.br
 
Em meados da década de 90, surgiu um certo cartunista do ABC Paulista que pioneiramente no Brasil resolveu colocar no papel, mais precisamente nos quadrinhos sua paixão pelo Rock ‘n’ Roll, com grandes idéias na cabeça. Seu nome é Marcio Baraldi, as vezes auto-nomeado como "O Cachorrão".

Com o nascimento das revistas especializadas no Brasil, ele finalmente conseguiu conquistar aquele que se tornaria seu público alvo, os fãs de Rock ‘n’ Roll. Com o tempo, este se tornou reverência entre os leitores das revistas especializadas e merecidamente já conseguiu espaço até em revistas do exterior!

Como as idéias existem de sobra na cabeça desse gênio, ele já conseguiu lançar livros e até games para computador (e celular), sendo novamente um pioneiro no Brasil com essa fantástica idéia. Confira o nosso bate-papo com este que certamente é o maior cartunista de Rock do mundo.

Universodorock: Primeiramente, poderia nos dizer quando você teve contato com o Rock ‘n’ Roll? Quando e como você começou à curtir e amar esse estilo?

Quando eu era bem pirralho assistia o programa dos Monkeys, que era um grupo de rock misturado com humor,uma espécie de Massacration americano da época. Me divertia com aquela zoeira toda mas ainda era muito pequeno e não sacava o que era Rock’n’roll. Só fui sacar o espírito da coisa mesmo com 11 anos de idade quando ouvi a música “We will Rock You”, do Queen, no rádio. Quando ouvi aquela batida selvagem pirei no ato e saí correndo comprar o compacto de vinil daquela música. Foi meu primeiríssimo disco de rock! E a partir dali virei roqueiro até a medula e fã de carteirinha do Queen. Logo depois descobri o Kiss, com aquele visual espetacular de super-heróis! Na sequência descobri o Punk-Rock com a santíssima trindade Clash-Ramones-Sex Pistols e aí me converti definitivamente ao rock’n’roll ate o final dos tempos. Daqui não saio mais, daqui ninguém me tira(risos)!

Universodorock: E quando você começou a desenhar, a fazer charges?

Eu comecei a desenhar desde pirralho também, desde que aprendi a segurar um lápis. Eu era um moleque muito bagunceiro, insuportável, que não parava quieto e rabiscava tudo que via pela frente. Aí minha mãe me dava muito papel e canetinhas pra eu ficar desenhando na mesa da cozinha e assim eu parava quieto e dava sossego!
E aí com 16 anos eu entrei na profissão, no jornal Sindiquim,do Sindicato dos Químicos do ABC, e nunca mais parei! Fui colaborando com um numero cada vez maior de revistas e jornais.

Universodorock: Mas você fez charges relacionadas ao Rock desde o início?

Em 1986 eu desenahva para um jornal de rock no ABC chamando Rocker, lá eu ilustrava a coluna do Moises Dellamonica, da Hellion Records, que na época escrevia uma coluna sobre metal no jornal. Além disso eu fazia uns quadrinhos muito loucos com um personagem chamado Johnny Bastardo, que eu criei pro jornal. Nessa época eu também fazia umas capas de LPs e muuuuitos cartazes de shows de rock e bandas em geral.
Até que em janeiro de 1996 bolei a primeira HQ do Roko-Loko e a ofereci pra revista Rock Brigade, que a comprou no ato e assim comecei minha parceria lá que já passou dos onze anos .

Universodorock: E como você criou o Roko-Loko e a Adrina-Lina, de onde vieram essas idéias?

A primeira história deles eu criei sem pretensão nenhuma, não era uma série, era apenas aquela HQ isolada. Mas como a galera da Brigade adorou,eu comecei a fazer todo mês e assim virou uma série de sucesso. As idéias eu fui tirando das noticias do mundo do Rock: as primeiras HQs falavam do disco “Roots” ,do Sepultura, que tinha acabado de sair, dos Ramones que estavam acabando, do filme “Rock Horror Show”, que eu tinha acabado de assistir, e outras doideiras mais.


Universodorock: Com o tempo, você foi gradativamente conquistando espaço nas revistas especializadas de Rock/Metal nacional e atualmente nos webzines. Como surgiram essas oportunidades?

Foi assim: as outras revistas começaram a ver que o Roko-Loko era legal, que estava indo bem, dando ibope na revista e ai foram abrindo as portas pra mim também. A segunda revista que eu entrei foi na Dynamite, depois já catei a Metalhead e a Tattoo, onde criei o Tattoo Zinho, o primeiro personagem tatuador dos quadrinhos. Isso tudo em 1996.
Na sequencia fui também pra Roadie Crew, Comando Rock, Rock Underground, Valhalla e pra Headbanger Magazine, do Equador. E assim virei o cartunista mais rock’n’roll do mundo(risos)!


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