 Revelados
em grandes festivais de música alternativa como o Porão
do Rock, em Brasília e recentemente o Mada , em Natal ,
com público estimado em mais de 10 mil pessoas, o quinteto
Luxúria, ex- Boneca Inflável, mostra que veio para
ficar.
Formado pela vocalista e compositora Meg Stock
, ex- bailarina, que empresta a voz rouca e precisa às
irreverentes canções de rock ao lado de Luciano
Dragão (Baixo), Beto Richieri (Guitarra), Guilherme Cersosimo
(Bateria) e Ed Redneck (Guitarra), a banda de Jacareí ,
interior de São Paulo, acaba de lançar o CD de estréia
“Luxúria” pela Sony/BMG.
O repertório traz 11 canções
autorais, com direito a bônus multimídia da música
“Ódio”, escolhida também como faixa
de trabalho, já nas rádios do País. O som
traz influências do punk rock com mistura de sons modernos
e letra que narra as sobras do fim de um relacionamento: a melhor
faixa do disco.
Vale destaque para outras boas faixas como “Suja e Só”,
“Lama” e “Artifício mágico”.
A mixagem e masterização do CD foram feitas em Nova
York, pelas mãos de Mauricio Cersosimo e Ron Allair, que
já trabalhou com nomes Avril Lavigne, Panteras e Ramones.
Em entrevista exclusiva para o Universo do Rock, o guitarrista
Beto Richieri fala sobre a trajetória da banda.
Pat Zinger -O mercado está abarrotado de bandas
alternativas com som indie , querendo fazer sucesso. Foi muita
"ralação" até conseguir lançar
o CD de estréia?
Beto Richieri - Sim, muita.
As primeiras gravações d banda foram feitas conforme
o orçamento permitia, o que significa grandes limitações...
ou seja,igual a 99.9% das bandas. Para a gravação
do CD (feito de forma independente), ficamos morando no estúdio,
em uma casa sem móveis. Mas além disso, todos vem
batalhando em bandas do underground há tempos...quando
nos juntamos já tínhamos uma boa noção
de quais erros do passado deveríamos evitar.
Pat Zinger - O fato de vocês terem
assinado com uma grande gravadora mudou alguma coisa no som do
Luxúria, ex Boneca Inflável?
Beto Richieri - Não,
de forma alguma. O CD já estava pronto quando assinamos
com a gravadora. O produtor - Mauricio Cersosimo - é irmão
do Guilherme (baterista) e tivemos toda a liberdade durante o
trabalho.
Pat Zinger -As letras das canções
são autobiográficas, como é o processo de
composição da banda?
Beto Richieri - As letras são
todas da Meg, com exceção de Cinderela Compulsiva
(Tuia Lencioni). Ela sempre diz que as letras tem um fundo autobiográfico
sem que sejam obrigatoriamente situações literais.
Ela escreve muito, tem um caderno já cheio de letras novas,
mas quando a música é composta pelo Dragão
(baixista) ela costuma desenvolver a letra conforme a sensação
que a música lhe transmite. Algumas vezes ela chegou a
desenvolver novas linhas entre os "takes" de voz.
Pat Zinger -Quais são as influências da banda?
Beto Richieri - Acho que unanimidade
nas influências só o punk rock "clássico".
Mas a partir dessa base cada um coloca suas influências
pessoais, que são as mais diversas - desde rockabilly até
pop, metal, cantoras de jazz... |