ENTREVISTAS
  Últimas Notícias
  Bandas de A a Z
  Cobertura de Shows
  Entrevistas
  CD's & DVD's
  Matérias/Colunistas
  Internacionais
  Nacionais
  Cadastre seu evento
  Rádio Web
  Comunidade Orkut
  Fórum de Debate
  Promoções
  Enquete
  Fontes True Types
  Multimídia
  Equipe
  Parcerias
  Deixe Recado
  Anúncie no site
:: Publicidade ::
Hellion Records
 Entrevistas

24/10/2007
Drowned
Por: Gabriel Ricardo
 
O Drowned, uma das bandas de Death/Thrash Metal mais respeitadas do Brasil surpreendeu todo mundo no ano passado com mais um excelente e inusitado lançamento, o álbum “Bio-Violence”, trazendo um som mais moderno, melódico e até mesmo progressivo.
Com o lançamento, a banda já conseguiu fazer bastantes shows pelo Brasil, destaque em rádios e revistas nacionais e internacionais, chegando a ter seu álbum rodado na íntegra em uma rádio Norte Americana e suas músicas entre as mais rodadas!
Em uma conversa com o vocalista Fernando Lima e com o guitarrista Marcos Amorim, falamos sobre essa nova proposta sonora da banda, algumas curiosidades e sobre o futuro da banda, que tem tudo pra ser promissor, confira:

Universodorock: Primeiramente, parabéns pelo disco “Bio-Violence”, ficou muito bom, com uma gravação moderna, a nível internacional. No álbum anterior, “By The Grace Of Evil”, já notava-se a aderência da banda para essa proposta sonora atual que tanto chama atenção, um Thrash/Death moderno, até um pouco melódico. Essa é a identidade sonora procurada pelo Drowned? Essa é definitivamente a nova cara da banda ou é apenas um álbum “diferente”?
Fernando Lima: Primeiro, fico feliz que tenha gostado do “Bio-violence”. Obrigado. Acho que esta evolução de nossa música veio de maneira bem natural. Nós sempre estamos de mente aberta para o Metal e gostamos tanto de bandas veteranas quanto de bandas atuais. Por outro lado acho que nosso som não mudou muito com os anos, pois no “Bio-Violence” você pode notar particularidades do nosso som que também estão presentes no “Bonegrinder”, nosso primeiro álbum. Apenas demos destaque maior a certos elementos. Com certeza nós procuramos fazer sempre um disco diferente do outro com ênfase em diferentes setores de nossa música.

Universodorock: Músicas do novo disco, como “Eyes Bent For Own Navel” e “Down The Revolution”, apresentam até mesmo progressividade! Como vocês acham que chegaram à essa proposta? Foi vontade de fazer diferente mesmo do que a maioria vem fazendo (pelo menos aqui no Brasil)?
Fernando: Nós não miramos nossa proposta musical em no que outras bandas estão ou não fazendo. Nós simplesmente fazemos o que achamos melhor e seguimos nossa trilha.
Como eu disse, não ficaríamos felizes em criar sempre o mesmo disco todo ano e inovar dentro do que fazemos é sempre muito importante para nós. Gostamos de tentar sempre fazer Metal com a nossa cara, com marca registrada (risos).
Marcos Amorim: A idéia do Drowned é sempre tentar dar um passo adiante em relação aos trabalhos anteriores, buscar novos caminhos para o som, sem se distanciar do que fizemos antes. Não gostaríamos de ser uma banda óbvia, que sempre lança os mesmos discos e faz as mesmas coisas. A nossa identidade é justamente ousar dentro dos limites que a gente mesmo se impôs

Universodorock: Além dessa nova proposta sonora apresentada no disco, o que também chamou atenção foi a arte da capa do disco, de autoria do Fernando Lima. Ela ficou simples e ao mesmo tempo bem elaborada, moderna e impactante! Assim como o som ouvido no álbum!
Fernando: (risos) Obrigado! Eu Tentei fazer uma arte fora dos padrões. Como sou membro da banda, ficou mais fácil captar a energia do álbum e passar para o “papel”. Achei que seria legal alguma coisa que referisse a morte e ao caos sem ser muito óbvio e acho que o resultado foi bem satisfatório. São imagens biológicas e bizarras ao mesmo tempo.

Universodorock: Ainda falando do som apresentado no “Bio-Violence”, eu tenho certeza de que se vocês investissem um pouco no EUA, o mercado abraçaria a banda, porque lá esse estilo Thrash/Death moderno vem agradando muito. Vocês já pensaram em se arriscar por lá? Tentar uma turnê? Pergunto isso, inclusive, pelo motivo de o novo disco até ter sido o escolhido como favorito pelos ouvintes e membros da rádio Fearless de lá, sendo até rodado na íntegra já!
Marcos: De fato o trabalho teve uma receptividade muito boa nos EUA e a gente quer sim fazer uma ‘tour’ por lá. Agora as coisas estão correndo bem, o Drowned vai engrenar bons trabalhos nesse sentido nos próximos anos e se a gente conseguir um bom suporte na América (do Norte) vai ser muito bom pra nós.

Fernando: Ser escolhido como banda favorita pelos ouvintes e membros da Fearless dos Estados Unidos foi muito legal e ficamos surpresos ao mesmo tempo! Acho que quando uma banda resolve trilhar seu próprio caminho sem se preocupar com o que os outros estão fazendo e faz com sinceridade as pessoas que realmente gostam de música percebem e começam a ver esta banda com outros olhos. É o que buscamos a cada álbum lançado.
Estamos sim pensando em ampliar nossos horizontes e já temos muitos contatos seja nos Estados Unidos quanto na Europa. Acho que em breve os fãs do Drowned terão boas notícias neste sentido. Aguardem.

Universodorock: Outra música do disco que me chamou atenção também foi a “Hypnosis Against the Tribes”, com a banda tocando um baião no início e também pela letra, é claro. Esses elementos de música regional brasileira podem aparecer futuramente em algum álbum de vocês? Eu particularmente achei bem legal...
Marcos: Difícil dizer agora, estamos no meio da composição do novo trabalho, ainda não pintou nada assim, mas quem sabe? O fato é que temos uma boa raiz nesse tipo de som, desde o “Bonegrinder” a gente tem colocado, na medida do possível, citações ou mesmo músicas inteiras com influência regional (vide Bloodsand do Bonegrinder). Temos muito orgulho de tocar metal com sangue brasileiro, é a nossa diferença, é a nossa força.
Fernando: Acho que usados em doses homeopáticas estes elementos não fazem mal para nossa música e ao mesmo tempo acrescentam um clima brasileiro ao nosso Metal. Acho que foi uma combinação legal para esta música já que a letra também faz referencia ao povo brasileiro e sua luta por uma vida mais digna.

Universodorock: Em 2005, vocês tocaram na grande festa dos 25 anos da Cogumelo Records ao lado de grandes nomes do cenário nacional, bandas que inclusive eu sei que vocês são fãs. Como foi a experiência de tocar nesse evento tão importante para o metal extremo nacional e em homenagem à grande Cogumelo Records?
Fernando: Nós ficamos muito felizes em dividir o palco com bandas tão importantes do cenário brasileiro. Fazer parte do ‘cast’ de uma gravadora como a Cogumelo também é uma honra para nós, já que desde moleque eu escuto as bandas do selo e muitas delas eu acabei tocando junto no decorrer de nossa carreira. Foi um grande festival, muito organizado e com bandas muito boas.

Universodorock: Esse show inclusive foi gravado para um EP ao vivo, o “By The Evil Live”, que inclusive foi o último show com o baixista Rodrigo Nunes (N.R.: Que posteriormente deixou a banda e entrou no Eminence). Esse EP, logo foi lançado e disponibilizado para download. Quem teve a idéia de fazer esse ato tão bondoso? (risos)
Fernando: (risos) Devido a alguns problemas técnicos, só conseguimos salvar algumas músicas e que na soma do tempo não fechariam um CD. Este material tem uma qualidade muito boa e achamos que seria um bom presente aos fãs se deixássemos disponível para download. A Cogumelo também achou a idéia interessante e nos deu até uma força na divulgação.

Universodorock: Só a título de informação mesmo, o EP foi prensado para ser vendido também?
Fernando: Não. É realmente um lançamento para internet e mais nada.

Universodorock: Eu gostaria que você falasse também sobre a tradição de todos os álbuns da banda começarem com a letra “B”. Pelo que eu sei isso não tinha sido planejado. Foi meio que por acaso mesmo?
Marcos: Até o “Back From Hell” foi por acaso. Do “Butchery Age” em diante não. Pensamos em ter esse diferencial, mas não é uma coisa que somos escravos. Enquanto estivermos produzindo bons nomes seguinte a tradição, ótimo, mas não abriremos mão de ter um bom título apenas para ter uma letra “B”.

Universodorock: Sei que a banda se preocupa bastante com toda essa situação mundial: terrorismo, problemas globais, “novos impérios”, etc. Você gostaria de falar algumas palavras a respeito disso? E na sua opinião, o que deve ser mudado no Brasil, para o país definitivamente “decolar”?
Fernando: Não há como não se preocupar com estas questões... Isto afeta diretamente nossas vidas. O que precisamos é de atitude. Atitude de gente que pensa, de gente que respeite outras culturas, que respeite a sexualidade dos outros, que respeite as escolhas contrárias à suas, que respeite a religiosidade dos outros, que respeite as diferenças étnicas entre outras coisas. A juventude tem que acordar... Tem que parar de se alienar na frente da televisão ou de em uma partida de futebol, tem que parar de viver um dia após o outro sem se preocupar com o futuro. Não podemos deixar de fazer nossa parte e colocar a culpa no outro que não faz a dele.
O nosso problema é um problema de consciência, de falta de limites. A honestidade da nação está seriamente doente e precisa de um CTI com urgência.

Universodorock: A banda acaba de anunciar que já está trabalhando em um novo álbum. Você não acha que é um pouco cedo ainda? (risos) Porque, apesar de a banda lançar quase um álbum por ano, acho que o “Bio-Violence” merece mais atenção, por ser um álbum tão bom!
Fernando: Este é um procedimento normal para nós! (risos) Assim é o Drowned. Acabamos um disco e começamos outro. Somos cinco pessoas que pensam em músicas e com muitas idéias. Não quer dizer que lançaremos o disco novo imediatamente, mas estamos pensando nele e pode ter certeza que isto é bom, pois podemos trabalhar mais os arranjos e ter mais opção. Vamos aproveitar o máximo do “Bio-Violence” e pretendemos estender a ‘tour’ até meados de 2008.
Marcos: Na verdade, não, explico: o “Bio-Violence” foi lançado há um ano, ainda estamos no meio de sua divulgação, possivelmente por mais oito meses ainda trabalharemos nele. Após esse período, ou seja, meados de 2008, um novo trabalho viria, já quase dois anos após o lançamento do antecessor. A gente não pára, sempre estamos fazendo música, pensando em como vai ser o próximo. O disco, quando sair, na verdade terá dois anos de intervalo!

Universodorock: Bom pessoal, muito obrigado pela entrevista. Pra finalizar, gostaria de dizer que é sempre um prazer entrevistar uma banda mineira de tanto prestígio como vocês. Deixo o espaço para suas considerações finais, xingamentos e propagandas se quiserem (risos).
Fernando: Quero agradecer pelo contato e pela entrevista. Não vou xingar, pois, já fiz isso no “Bio-Violence” (risos)...


LINKS
Site oficial: www.drowned.com.br
MySpace: www.myspace.com/drownedmetal