Em uma noite recheada de clássicos, Slash esbanja qualidade e empolgação

Por: Gustavo Franchini

Fotos: Lívia Bueno/Universodorock
Fotos: Lívia Bueno/Universodorock

Na noite de quarta-feira (6), o guitarrista Slash (ex- Guns N´ Roses, Velvet Revolver, Snakepit e outros projetos) nos brindou com uma ode ao rock ´n´ roll! Pontualmente às 21:30h, o baterista Brent Fitz (ex-Alice Cooper) surge no palco e anuncia o início do show, com a entrada triunfante da banda, formada também por Toddy Kerns no baixo e backing vocal, Bobby Schnek na guitarra e o impressionante vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge).

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O Vivo Rio, local de apresentação do show, apesar de não estar lotado, estava bastante cheio, com um público estimado de 2.500 pessoas. Logo quando Slash surge no palco, a animação toma conta da casa, no que seria uma noite de muita nostalgia. Já era esperado clássicos da banda que o tornou famoso (o Guns N´ Roses), assim como uma passagem pelos projetos que lançou nos últimos anos.

A apresentação abre com a excelente “Ghost”, da carreira solo de Slash, a primeira de muitas músicas do álbum que leva o nome do guitarrista. Em seguida, as poderosas “Mean Bone” e “Been There Lately” do projeto Slash´s Snakepit e “Sucker Train Blues” do Velvet Revolver, demonstrando claramente o motivo de Myles ter sido escolhido para acompanhá-lo na turnê. Então, quando os primeiros acordes da maravilhosa “Nightrain” (do álbum Appetite For Destruction do Guns N´ Roses) são tocados, o público responde de forma tão calorosa, que já dava pra perceber que a maioria estava lá para escutar os clássicos, e Slash responde com “Rocket Queen” e “Civil War”, para o delírio dos fãs do Guns N´ Roses!

A partir daí, uma sequência de músicas do álbum solo de Slash, com “Back From Cali”, “Starlight”, “Nothing To Say”, “Beautiful Dangerous” e “We´re All Gonna Die”, todas cantadas com incrível competência pelo vocalista Myles Kennedy, seguido de uma jam session da banda, com direito a malabarismos técnicos na guitarra, se assim posso dizer. Slash improvisa solos intermináveis e dá uma de “guitar hero”, no que representou um momento um pouco cansativo do show. Apesar disso, a galera se empolgou com a técnica do guitarrista (que antes era mais conhecido pelo seu feeling, do que pela técnica no instrumento), e emendam com mais uma do Slash´s Snakepit, a “Just Like Anything”.

Fotos: Lívia Bueno/Universodorock
Fotos: Lívia Bueno/Universodorock

Nas poucas vezes em que Slash foi ao microfone para bravejar algumas palavras aos fãs, tive a sensação de que ele realmente estava à vontade no show, empolgado com o público que não parava de cantar por um minuto sequer. Para levantar ainda mais os ânimos, soltam logo os clássicos “My Michelle” e “Patience”, ambas do Guns N´ Roses, esta última cantada em uníssono pela platéia, que chegou a fazer o assobio que caracteriza o início da música e, claro, acendeu isqueiros e celulares. Relembrando os velhos tempos de hard rock da década de 90, Slash sola em cima do tema do filme “O Poderoso Chefão”, e sem deixar o público ter tempo para respirar, inicia o riff do mais famoso hit do Guns N´ Roses, a absoluta “Sweet Child O´ Mine”, que obviamente deixou os fãs enlouquecidos, pulando e cantando cada trecho da música. Em seguida, a excelente “Slither” do Velvet Revolver, em um dos grandes momentos do show, no qual o público pulava e gritava o famoso “hey!” durante o riff, em conjunto com Slash, que pulava sem parar! Realmente, essa música tem uma energia única ao vivo!

Para o bis, Slash retorna sem camisa, com um sorriso no rosto, pega o microfone e logo manda: “O meu português não é muito bom, e espero que o inglês de vocês seja bom, pois em 1991 foi a minha primeira vez no Rio de Janeiro e, desde então, posso dizer que é meu lugar favorito. Obrigado pela presença de cada um de vocês!”, se referindo ao Rock In Rio II, quando esteve aqui com o Guns N´ Roses, tocando para um público de mais de 100 mil pessoas. A ótima “By The Sword”, da carreira solo de Slash, é a primeira lançada no bis, seguida de mais um clássico, “Mr. Browstone”, do Guns N´ Roses, para então encerrarem a noite com mais um hit, “Paradise City”, que fez a casa tremer! Antes de iniciar a música, Myles Kennedy diz que a tocaram mundo afora, mas que aqui podem dizer que estão na “cidade paraíso”, em um bonita homenagem aos fãs cariocas.

Apesar de um fã enlouquecido ter driblado os seguranças, conseguir subir ao palco e ter sido retirado pelos mesmos de forma bem agressiva, tal fato isolado não estragou a noite, que terminou com Slash deixando a guitarra ligada com distorção, em um barulho ensurdecedor, e dizendo que voltaria em breve, para a alegria de todos! O destaque da noite vai, sem dúvida alguma, para o vocalista Myles Kennedy (apesar de todos da banda terem feito uma apresentação magnífica), que mostrou toda sua versatilidade em músicas de variados tons, estilos de interpretação e, claro, com as melodias vocais que foram cantadas por Axl Rose (vocalista do Guns N´ Roses), o que é uma tarefa nada fácil, afinal estava diante de fãs incondicionais da ex-banda de Slash. Felizmente, foi muito bem recebido e impressionou muitos que não conheciam o seu trabalho no Alter Bridge, demonstrando ser um grande vocalista, um dos maiores no estilo dos últimos tempos! Vamos aguardar o retorno de Slash em terras cariocas e da banda Alter Bridge, de Myles Kennedy, que promete vir ao Brasil no ano que vem!

Curiosidade: O vocalista Myles Kennedy fez uma participação especial no filme Rock Star, de 2001. Ele interpretou Thor, em uma das últimas cenas, na qual canta e substitui Izzy (Mark Wahlberg) na música Stand Up, após este deixar o palco. Vale a pena conferir!

SETLIST:

01 – Ghost
02 – Mean Bone
03 – Sucker Train Blues
04 – Been There Lately
05 – Nightrain
06 – Rocket Queen
07 – Civil War
08 – Back From Cali
09 – Starlight
10 – Nothing To Say
11 – Beautiful Dangerous
12 – We´re All Gonna Die
13 – Jam Session
14 – Just Like Anything
15 – My Michelle
16 – Patience
17 – Tema de “O Poderoso Chefão”
18 – Sweet Child O´ Mine
19 – Slither

Bis:
20 – By The Sword
21 – Mr. Brownstone
22 – Paradise City

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