Dream Theater tocou em São Paulo sua ópera-rock ‘The Astonishing’

Por: Renata Pen
Foto: Renata Pen/Universodorock
Foto: Renata Pen/Universodorock

Agora, desembarcaram com uma proposta um tanto quanto ousada. Em uma época em que as pessoas raramente compram álbuns, a banda lança um duplo. E, para mostrar todo esse otimismo, organizaram ainda uma turnê temática cheia de personagens virtuais, robôs e drones para contar uma história encontrada nas letras de suas músicas.

Em solo brasileiro, usaram todos esses elementos para demonstrar que não estão brincando. No dia 22 de junho de 2016a banda compareceu ao Espaço das Américas e mandou ver. Um panfleto foi distribuído logo na entrada da casa com a setlist, além de uma explicação da história que seria contada e seus personagens.

Ainda na recepção encontrava – se um stand com camisetas e agasalhos para quem quisesse comprar ou apenas conseguir uma foto com um robozinho trazido juntamente com um painel que foi disputadíssimo.

Com seu público específico, o Dream Theater apresentou-se em dois atos, com um intervalo de 20 minutos entre eles. O público devidamente sentado em seus lugares, aguardava sempre com muita euforia, pois não sabia o que estava por vir.

Foto: Renata Pen/Universodorock
Foto: Renata Pen/Universodorock

Não foi permitido registrar o show de nenhuma maneira, sempre quando alguém levantava o celular para uma foto os seguranças vinham imediatamente com uma lanterna para impedir que as pessoas levassem tal recordação.

James La Brie cantou suas baladas normalmente, mas por vezes elas eram tão chatas que não se via a hora de vir outra música mais explosiva que compensasse. A bateria de Mike Mangini era toda equipada, por cima e por baixo, e mal podia-se vê- lo em ação. John Myung tocava seu baixo timidamente mas quando solava, era êxtase total. Verdade seja dita, era de respeito, satisfazia aos ouvidos.  A guitarra de Petrucci chorava muitas vezes. O músico fez seu show à parte com seus solos e sua presença marcante de palco.

O ponto forte da noite, ficou por conta dos teclados de Jordan Rudess. Além de combinar com o tema de todo o show, era sensacional acompanhá-lo girando para todos os lados. Ele inclinava e quando rodava sua “máquina” , acenava para o público que imediatamente respondia com palmas e gritos.

A banda abusou dos telões para mostrar as imagens de seus personagens virtuais e contar a história do álbum. As luzes também foram bem trabalhadas fazendo com que o palco sempre estivesse colorido, alegre ou misterioso.

“The Astonishing” trouxe muitos elementos instrumentais para o palco e nele, todos os integrantes tiveram a chance de mostrar individualmente a interação com o tema proposto, bem parecido com um vídeo game transformado em ópera rock.

Setlist:
Dystopian Overture
The Gift of Music
The Answer
A Better Life
Lord Nafaryus
A Savior in the Square
When Your Time Has Come
Act of Faythe
Three Days
Brother, Can You Hear Me?
A Life Left Behind
Ravenskill
Chosen
A Tempting Offer
The X Aspect
A New Beginning
The Road to Revolution

Act 2
2285 Entr’acte
Moment of Betrayal
Heaven’s Cove
Begin Again
The Path That Divides
The Walking Shadow
My Last Farewell
Losing Faythe
Whispers on the Wind
Hymn of a Thousand Voices
Our New World

Bis:
Astonishing

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