CarnaRock: bandas autorais se apresentam no centro de Guarulhos

Se você acha que Rock e Carnaval são ritmos avessos que não combinam e que onde há um, não pode haver o outro, esqueça tudo o que pensa que sabe. Pegue suas velhas certezas, coloque tudo isso numa mochila e tranque num armário.

Pronto! Você já está preparado para o CarnaRock 2017, evento da Associação Cultural Rock Guarulhos que em parceria com a Prefeitura de Guarulhos vai reunir no próximo dia 25 de fevereiro, sábado de Carnaval, a partir das 13h, algumas das mais peculiares e vorazes expressões do rock guarulhense no calçadão da Rua Dom Pedro, no centro.

O lineup do CarnaRock vai contemplar gostos os mais variados, desde aqueles que não dispensam o peso do hardcore e do metal extremo, vociferado e nervoso, a composições poéticas, melódicas e bem trabalhadas, que te embalam e te fazem viajar para outras constelações.
Quem não gosta de samba também é bom sujeito

Realizado por meio das parcerias entre a Prefeitura de Guarulhos e a Associação Cultural Rock Guarulhos, o CarnaRock promete agitar o Carnaval da cidade, trazendo para a festa muita gente que costuma fugir desta data como o diabo foge da cruz: a galera do rock’n’roll.

De acordo com o baterista da banda Reboco, Jamil Alarcon Pilli, a ACRG surgiu há cerca de 1 ano e conta com um elemento essencial para reunir as bandas da cena underground de Guarulhos:

“Somos todos amigos há mais de 25 anos, e na década de 1990, todo mundo que gostava de rock frequentava o Bar do Alemão. Naquela época, a Rute (Barbosa) foi quem organizou um dos primeiros festivais grandes de rock para a cidade e é ela a responsável por reunir as bandas, os músicos e todo o pessoal que apoia e participa da Associação”, comemora Jamil.

Em pouco tempo, os frutos dessa sinergia musical já renderam às bandas associadas a participação no CarnaRock, além de encontros pontuais, as jam rocks, projeto itinerante que acontece em vários lugares da cidade e que, segundo Jamil, têm trazido cada vez mais pessoas a cada edição.
Entusiasmado com a iniciativa, Jamil vibra com a certeza de que o movimento vem ganhando força à medida que a preocupação dos participantes da ACRG é com a mudança do cenário roqueiro, tanto na cidade como em municípios vizinhos.

“Um dos objetivos da Associação é prestar consultoria e assessoria para execução de um plano de marketing e comunicação, tanto para as bandas quanto para os estabelecimentos que podem apoiar e ajudar a fomentar a cena”.

Conheça as bandas do CarnaRock 2017

Para os músicos das bandas da ACRG, a expectativa é que os roqueiros saiam da toca em pleno carnaval e que compareçam ao evento com seus amigos e familiares para prestigiar as bandas guarulhenses. Quem vier, não vai se arrepender, garantem.

Formada em 2001, o Up6r4de agrega uma pegada brutal da bateria com riffs do metal extremo, efeitos e batidas eletrônicas e letras fortes que abordam temas sociais e políticos.

Um trabalho profissional, com músicas autorais, arranjos bem elaborados, letras poéticas e positivas que levam mensagens cristãs de esperança, amor, união, fé, essa é a pegada do Arhes 21, que promete te embalar com muito rock’n’roll do começo ao fim.

De acordo com o vocalista Alê Aquino, o Arhes 21 tem compromisso com a mensagem que levam: “queremos que as pessoas se sintam bem escutando a música, não só para agitar, mas que elas possam ter uma mensagem de positividade”.

Metal, thrash e heavy metal resume o estilo forte do Damnation Society, banda que encontra influências em ícones como Metallica, Iron Maiden, Pantera, Slayer, Testament, Anthrax, Exodus, Cannibal Corpse, Brujeria, Black Label Society, entre outros.

Du Cardoso, Edu Godfather, Kiyoshi, Eurico Cruz estão bastantes empolgados com o CarnaRocK: “A gente vê de uma forma bem otimista o evento. É muito legal pensar que estaremos em um palco no Centro da cidade, na primeira edição do CarnaRock”, explica o guitarrista Eurico.

A banda Vitrola Mágica surgiu em outubro de 2009 quando o guitarrista Douglas Cruz e o baixista Zinho Byl se uniram ao cantor e cineasta Rubens Mello, para a gravação do CD “Canções dos Guarus”, financiado pelo Fundo Municipal de Cultura, na cidade de Guarulhos.

Em 2014, com o convite para escreverem uma canção para o curta metragem “Carniçal” com o renomado cineasta e ator José Mojica Marins, o “Zé do Caixão”, a banda estruturou-se com a entrada do baterista Eloy Miranda e guitarrista Maximilian Gualberto, encontrando seu segmento nas poesias eróticas como Bukowski, Bundeler e Bocage. Atualmente circulam com o show burlesco “Serpente, teu nome é mulher”, e está finalizando seu novo EP intitulado “Volume 1”.

A banda Resistência Terminal utiliza em suas composições vertentes musicais bastante diferenciadas dentro dos subgêneros do metal, porém com incontestável predominância do thrash e death.

Letras realistas em trabalhos maduros, coesos e com uma brutalidade sem precedentes. Formada em 2011, o CR 13 promete um hardcore de primeira, que não vai deixar ninguém parado.

O vocalista Bruno Braga define o som que fazem como um Hard Core crossover bem apimentado com a pegada do Trash Metal. Para ele, a ideia do CarnaRock é esquentar ainda mais a cidade nesse período, mostrando a mesma garra e energia que já levaram os rapazes a participações na Virada Cultural e no SP Music Rua e também dividir o palco com bandas como Matanza e Ratos do Porão.

“Vai ser sensacional, somos todos amigos, e o que queremos é juntar toda essa galera e mostrar nosso som para o maior número de pessoas possível”, comemora Bruno.

O projeto Reboco surgiu em abril de 2010, da união de músicos de duas bandas bem calejadas do underground paulista, que carregam na bagagem a experiência de participar de inúmeros eventos do cenário independente nacional e internacional, incluindo shows nas principais capitais do Brasil e em cidades do Chile e da Argentina.

A banda é formada atualmente por Jamil Pilli (bateria) e Ayka (baixo/voz), ex-integrantes da banda Chipset Zero, e ainda Emerson (guitarra) e Alê (vocal).

O Reboco começa naturalmente a compor um som agressivo, verdadeiro e pesado, que valoriza a Língua Portuguesa. As influências são diversas e vão do Death ao Thrash Metal, passando pelo Punk, Grind e Hardcore, com algumas pitadas de Industrial. As letras são embasadas em conceitos próprios e tratam da podridão da sociedade em geral, corrupção política, cultura brasileira e também fazem algumas referências ao sistema financeiro mundial, baseadas principalmente nas concepções do filme/documentário Zeitgeist.

Com um repertório que foca nos anos 80 e 90, o The Drivers é a única banda cover do festival. Para o CarnaRock, a banda vai trazer algumas interpretações de grandes ícones do rock nacional e internacional, como Barão Vermelho, The Smiths, Oasis, David Bowie, Kings of Leon, além da faixa autoral Um certo tempo distante.  Para o baterista Rogério Aro, a riqueza do evento é a diversidade de bandas que vão trazer para o calçadão da Dom Pedro uma grande variedade sonora do gênero: “Nosso desejo é que o público e a cidade possam conhecer o trabalho da Associação e reconheçam nossa capacidade em organizar esse grande evento. Queremos também desmistificar a ideia de que os roqueiros são aqueles caras que chegam quebrando tudo”.

Fundada em 2002, a banda Screams Of Hate inicia um novo capítulo em sua trajetória com a entrada de dois novos membros, Clayton (vocais) e Thiago (guitarra), em março de 2011, e consolida sua estrutura com outros integrantes: Alexandre (Guitarra), Vicente (Baixo) e Marcelo (Bateria). A química musical entre os músicos e a dedicação foi tão rápida e surpreendente.

Em Maio de 2012, a banda retorna à cena com o lançamento do primeiro EP – “Corrupted”, com 5 Lethal Songs e também com um videoclipe. Sem se preocupar com rótulos e marcas, o “Screams Of Hate” vai destruir seus ouvidos com o Brutal Brazilian Metal!

Para o baixista Vicente Moreno e o baterista Marcelo Toselli, o CarnaRock em Guarulhos vai ser um divisor de águas para movimentar e aflorar a cena. “Acho que vai ser um salve para a cidade, mostrar que a banda a cena em Guarulhos está viva, enquanto movimento”, observa Marcelo. “Por anos, houve um hiato de eventos e essa é a proposta da ACRG, dar um novo rumo à cena”, reforça Vicente.

 

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