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Hellion Records
 Matéria

16/11/2007
Veteranos do rock tocam em São Paulo
Texto: Giu Furlan
Fotos: Adriana Camargo
 
Foi uma segunda-feira brava o último dia 12 de novembro, com muita chuva, bastante frio para a época e show do Toto (banda de pop/rock com vários singles de sucesso nos anos 80) no Via Funchal. Repórter também sofre!

A apresentação foi a única do grupo no Brasil que está divulgando seu mais recente trabalho, “Falling in Between”, lançado no ano passado em outros países e este ano no Brasil, que faz parte da série de shows do Greenpeace Manifesto. Evento organizado pela ONG Greenpeace com o intuito de conscientizar a população em relação às alterações climáticas causadas pela degradação ambiental.

Casa bastante vazia e para tanto colaboraram o dia ingrato, talvez a pouca divulgação e o preço salgado dos ingressos. O público era bem variado, muitos casais, pessoas de meia idade e alguns jovens, todos muito animados.

VEJA AQUI AS FOTOS DO SHOW

A banda veio com a seguinte formação: Bobby Kimball (vocais), Steve Lukather (guitarra, vocais), Greg Phillinganes (teclado), Tony Spinner (guitarra) e Simon Philips (bateria, percussão). O baixista Mike Porcaro não está excursionando com o grupo devido a um problema de saúde. Em seu lugar veio o baixista Leland Sklar, velho conhecido do público por ter tocado muito tempo com a banda de James Taylor.

Aproximadamente às 21h40 teve início o show com “Gypsy Train” cantada por Steve Lukather e de cara, no espaço da pista, percebe-se que o som está mal equalizado, problema que perdurou até o final com os vocais bastante abafados. Em seguida “Caught in The Balance” desta vez feita com o vocal de Bobby Kimball. Lukather arrisca um “obrigado” em português, agradecendo em seguida a todos pela presença, explica a ausência de Mike Porcaro e apresenta o baixista Leland.

Na seqüência “Pamela”, “Bottom Of Your Soul”, “Falling In Between” (e aqui foi possível notar as dificuldades vocais de Lukather que apresentava a voz bastante ruim), “Don’t Chain My Heart” e “Stop Loving You” (cantada por Tony). O show continuou com um belo solo de Greg (que já tocou com Stevie Wonder, Eric Clapton, Michael Jackson, entre outros) ao teclado numa abordagem jazzística da música “Mas que nada” de Jorge Ben Jor que foi muitíssimo aplaudida.

Com todos os músicos novamente no palco começou a indefectível “Rosanna”, música que para mim merece nota dez no quesito “breguice”, cantada alguns tons abaixo, certamente para compensar a voz de Bobby que claramente não alcança mais os mesmos agudos, numa abordagem mais funkeada e acompanhada em coro pela platéia.

Uma intervenção de Lukather querendo saber se o público estava se divertindo e perguntando se havia músicos na casa e entre eles quem tocava guitarra, fez com que uma quantidade muito grande de pessoas erguesse as mãos. Muito bem humorado, o músico engatou um medley composto pelas seguintes canções: “I’ll Supply The Love”, “Isolation”, “Gift of Faith”, “Kingdom of Desire” (apresentando um solo de Lukather, com firulas em demasia, apesar da extrema e conhecida qualidade técnica do músico e que me pareceu uma certa “embromação” musical), Hydra, que foi base para um sensacional solo de batera e “Taint Your World”.

Os músicos são apresentados com uma série de brincadeiras engraçadas e participação maciça do público e o espetáculo termina com as canções “Hold The Line”, para delírio dos presentes e “Drag Him To The Roof” e claro que o show não estaria completo se o bis não trouxesse a música “África” que, sem dúvida, vai perseguir a banda pelo resto dos dias.

Foi um show apenas razoável tecnicamente falando, sem grandes surpresas ou inovações e até com algumas falhas, mas claro que para muitos fãs do grupo isso não deve ter feito grande diferença.





www.universodorock.com






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