 Foi
uma segunda-feira brava o último dia 12 de novembro, com
muita chuva, bastante frio para a época e show do Toto
(banda de pop/rock com vários singles de sucesso nos anos
80) no Via Funchal. Repórter também sofre!
A apresentação foi a única
do grupo no Brasil que está divulgando seu mais recente
trabalho, “Falling in Between”, lançado no
ano passado em outros países e este ano no Brasil, que
faz parte da série de shows do Greenpeace Manifesto. Evento
organizado pela ONG Greenpeace com o intuito de conscientizar
a população em relação às alterações
climáticas causadas pela degradação ambiental.
Casa bastante vazia e para tanto colaboraram
o dia ingrato, talvez a pouca divulgação e o preço
salgado dos ingressos. O público era bem variado, muitos
casais, pessoas de meia idade e alguns jovens, todos muito animados.
A banda veio com a seguinte formação:
Bobby Kimball (vocais), Steve Lukather (guitarra, vocais), Greg
Phillinganes (teclado), Tony Spinner (guitarra) e Simon Philips
(bateria, percussão). O baixista Mike Porcaro não
está excursionando com o grupo devido a um problema de
saúde. Em seu lugar veio o baixista Leland Sklar, velho
conhecido do público por ter tocado muito tempo com a banda
de James Taylor.
Aproximadamente às 21h40 teve início
o show com “Gypsy Train” cantada por Steve Lukather
e de cara, no espaço da pista, percebe-se que o som está
mal equalizado, problema que perdurou até o final com os
vocais bastante abafados. Em seguida “Caught in The Balance”
desta vez feita com o vocal de Bobby Kimball. Lukather arrisca
um “obrigado” em português, agradecendo em seguida
a todos pela presença, explica a ausência de Mike
Porcaro e apresenta o baixista Leland.
Na seqüência “Pamela”,
“Bottom Of Your Soul”, “Falling In Between”
(e aqui foi possível notar as dificuldades vocais de Lukather
que apresentava a voz bastante ruim), “Don’t Chain
My Heart” e “Stop Loving You” (cantada por Tony).
O show continuou com um belo solo de Greg (que já tocou
com Stevie Wonder, Eric Clapton, Michael Jackson, entre outros)
ao teclado numa abordagem jazzística da música “Mas
que nada” de Jorge Ben Jor que foi muitíssimo aplaudida.
Com todos os músicos novamente no palco
começou a indefectível “Rosanna”, música
que para mim merece nota dez no quesito “breguice”,
cantada alguns tons abaixo, certamente para compensar a voz de
Bobby que claramente não alcança mais os mesmos
agudos, numa abordagem mais funkeada e acompanhada em coro pela
platéia.
Uma intervenção de Lukather querendo
saber se o público estava se divertindo e perguntando se
havia músicos na casa e entre eles quem tocava guitarra,
fez com que uma quantidade muito grande de pessoas erguesse as
mãos. Muito bem humorado, o músico engatou um medley
composto pelas seguintes canções: “I’ll
Supply The Love”, “Isolation”, “Gift of
Faith”, “Kingdom of Desire” (apresentando um
solo de Lukather, com firulas em demasia, apesar da extrema e
conhecida qualidade técnica do músico e que me pareceu
uma certa “embromação” musical), Hydra,
que foi base para um sensacional solo de batera e “Taint
Your World”.
Os músicos são apresentados com
uma série de brincadeiras engraçadas e participação
maciça do público e o espetáculo termina
com as canções “Hold The Line”, para
delírio dos presentes e “Drag Him To The Roof”
e claro que o show não estaria completo se o bis não
trouxesse a música “África” que, sem
dúvida, vai perseguir a banda pelo resto dos dias.
Foi um show apenas razoável tecnicamente
falando, sem grandes surpresas ou inovações e até
com algumas falhas, mas claro que para muitos fãs do grupo
isso não deve ter feito grande diferença. |