A
já conhecida banda de São Paulo Scars ficou com
a difícil tarefa de esquentar o público para a segnda
apresentação do Testament no Brasil em 18 anos.
Ainda promovendo o álbum The Nether Hell os paulistas fizeram
um show que agradou aqueles já estavam lá na frente.
Acho que foi a primeira vez que o Scars, como banda de abertura,
se apresentou sem que problemas técnicos com o som os atormentasse.
Com a conclusão do show do Scars, que durou quase uma hora,
o público entrava em euforia com cada movimento dos técnicos
em cima do palco. A empolgação era geral.
Ás 23:30 aproximadamene o Testament inicia
o show com a exceletne The Preacher. Com um Chuck Billy acima
do peso mas muito carismático, ele se movimentava para
os dois cantos do palco para saudar seus fãs. O restante
da formação, composta por Eric Peterson (g.); Greg
Christian (b.); Alex Skolnik (g.) e Nick Barker (d.), no momento
se concentrava demais em não errar um acorde sequer –
objetivo alcançado com louvor. A banda emendou logo com
The New Order sem dar tempo para respirar. A banda estava bem
entrosada no palco com Peterson e Skolnik apoiando as costas um
ao outro para fazer pose para as fotos. A banda não demorou
para continuar seu longo set com The Haunting, música do
álbum “The Legacy” – Nick Barker (ex-Dimmu
Borgir, ex-Cradle Of Filth – mf.) mandava muito bem na bateria.
Concentrado pacas ele não se comunicou muito com o público
– pelo menos não nas cinco primeiras músicas.
Os riffs sensacionais para ‘Electric Crown’ do álbum
“The Ritual” fizeram com que Alex Skolnik, que ficava
o tempo todo do lado esquerdo do palco, procurasse Greg para uma
parceria baixo/guitarra. Impressionante como Christian consegue
tocar músicas do Testament em pizzicatto – destaque
para a faixa ‘Sins Of Omission’ um dos grandes clássicos
do álbum “Practice What You Preach” onde o
os guitarristas deram um show de performance.
A
banda continuou com muita empolgação tocando ‘D.N.R.’,
‘Three Days In Darkness’ e ‘Trial By Fire’.
Neste determinado momento Chuck Billy pergunta ao público
se nós continuamos “praticando o que pregamos”
introduzindo um dos grandes clássicos da banda, ‘Practice
What You Preach’. Chuck Billi passa o microfone para Greg
que introduz a fantástica Souls Of Black, onde a introdução
é composta por um solo de baixo praticamente. Impressionante.
O set-list continuou com ‘The Legacy’, a fantástica
‘Into The Pit’ – esta que abriu uma das maiores
rodas dentro do Via Funchal completando com ‘Over The Wall’
e ‘Alone In The Dark’. Nick Barker ainda recebeu aplausos
de feliz aniversário após o público ser informado
e em inglês. Foi engraçado ver Nick Barker misturar
destilado em fermentado em cima do palco e ainda por cima receber
um banho de cerveja.
A banda antes de deixar o palco tocou a pesada ‘Disciples
Of The Watch’ e ‘Burnt Offerings’. Um show em
que Chuck Billy demonstrou-se um ótimo frontman e fez as
pazes com os fãs brasileiros. Para concluir Chuck ainda
gritou “Heavy Metal Forever!” recebendo assim um caloroso
Yeah! do público. Um ótimo show, provando que, apesar
de milhares de controvérsias, o Testament voltou e voltou
com sede de heavy metal! O que mais um fã poderia desejar?
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