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Hellion Records
 Matéria

02/12/2006
Steve Morse fez workshop na UNIP para os fãs de guitarra
Texto: Giu Furlan
Fotos: Giu Furlan e Tiago Furlan
 
No último dia 28 de novembro, às 15 horas, uma enorme fila se formou na porta da UNIP e somente meia hora depois do previsto, os portões foram abertos para que o público entrasse no auditório para assistir ao workshop do guitarrista do Deep Purple, Steve Morse, em evento patrocinado pelo EM&T.

O próprio guitarrista só chegou às 16 horas, com uma hora de atraso e depois de vários ajustes na passagem de som Morse começou a tocar com a competência de praxe.
Em seguida se desculpou antecipadamente pelo fato de não poder ficar muito tempo, nem atender a todos em função do show que faria logo mais à noite com a banda Deep Purple em turnê pelo Brasil mais uma vez.

Ele se apresentou testando duas guitarras, modelo Steve Morse, ainda não lançadas, feitas pela marca Ernie Ball. Tratam-se de protótipos e uma delas apresenta o som mais brilhante. Quando forem lançadas serão todas na cor púrpura.

Respondendo as perguntas dos fãs, afirmou que seu diferencial como guitarrista está no fato de gostar de escrever música para guitarra e é isso que define seu estilo.

Para os novos guitarristas deixa várias sugestões: tocar sempre o que se gosta e se esperam atingir fama e fortuna com a música indica que o melhor seria se eles comprassem bilhetes da loteria, mas se almejam uma carreira para toda uma vida e que estabeleça comunicação com o mundo todo, a carreira musical é o caminho certo. Nesse caso, é bom praticar pelo menos oito horas por dia (prática mecânica e auditiva), escrever novo material e procurar contatos (que não virão sozinhos até você).

Uma vez por semana tocar na frente das pessoas, familiares, amigos ou estranhos, pois o efeito é muito diferente do que fazê-lo para você mesmo.

Ele explicou ainda que os guitarristas que se deram melhor são os bons de convivência com outras pessoas e os que tocam boas bases, já que quando se sola, a banda sequer presta atenção, no entanto, quando as bases são boas, todos percebem do que você é capaz para a harmonia do grupo.

Ao solar, procure não se repetir, pois essa sensação de novidade é boa para todos. Se disser que vai fazer algo, faça. Se não puder fazê-lo, avise antes e com clareza em relação às razões.

Steve mostrou também alguns exercícios que costuma executar, como os que misturam técnicas de palhetada em que prende a palheta no dedo indicador, deixando-a fora do caminho dos outros dedos, ou ainda a de Chicken picking (palhetar com o polegar e o indicador e usar os dedos 2 e 3 nas outras cordas). Diz que pratica todos os dias palhetadas alternadas com arpejos e sugere ainda que os estudantes aprendam os sete modos da escala maior, cada uma das vezes, tocando com dedos diferentes e que esse seria um modo de desvendar os mistérios do braço da guitarra.

Em relação aos arranjos que faz para suas músicas, diz que gosta muito de fazer a guitarra assumir uma voz, enquanto o baixo assume outra, como se fosse um arranjo para piano.

Questionado sobre quando viria ao Brasil com a Steve Morse Band, diz que o Deep Purple não deixa tempo para isso e quanto aos instrumentos que utilizará nos shows cita um novo amplificador Engl (alemão), não muito conhecido, mas que tem mais brilho que os Marshall, com o diferencial de que mesmo em baixo volume, o som sai cristalino, mas encorpado.

Sempre afável e simpático, foi econômico ao tocar, pois pouquíssimas músicas foram apresentadas o que me deixou bastante desapontada, pois esperava ver e ouvir mais de alguém com tanta técnica e gabarito.



Publicado 02/12/2006 - www.universodorock.com



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