 Foram
quase 6 anos de espera que finalmente chegaram ao fim no dia 25
de setembro. O new metal do Slipknot ferveu o Claro Hall regados
a muita água sob as máscaras bizarras e muita interação
com o público.
A banda composta pelos nove integrantes mascarados
subiram ao palco às 20:30 sem atraso. O Dj Sid Wilson (nome
0 "zero"), o baterista Joey Jordison (1), o baixista
Paul Gray (2), o percussionista Chris Fehn (3), o guitarrista
James Root (4), o sampler Craig Jones (5), o segundo percussionista
Shawn Crahan (6), o outro guitarrista Mick Thompson (7) e o vocalista
Corey Taylor (8) surgiram do nada em meio ao gelo seco à
introdução da música "Prelude",
faixa um do atual cd de trabalho da banda, o Vol. 3 [The Subliminary
Verses] (2004).
Sem quebrar o ritmo das três primeiras
músicas a banda seguiu com The Blister Exists e a famosinha
[Sic], do primeiro cd, Slipknot. Antes da quarta música
o vocalista muito feliz e bem humorado conversou em português
com o público, agradecendo a presença de todos com
muitos "Obrigado Rio!".
Os fãs foram a loucura com o preciosismo do vocalista ao
dizer tantas frases completas em português, alegando que
na próxima turnê ele vai estar falando um português
bem melhor.
Seguindo com o set list é a vez do atual hit das rádios
no mundo. A música de trabalho Before I Forget, faz do
Claro Hall uma arena de várias rodas.
Muitas pessoas foram carregadas pelos seguranças, sem pancadaria
e violência explícita.
Ao comando de Corey com gestos manuais a galera gritava alguns
dizeres de interludes e refrões mais violentos. O público
respondia muito bem aos movimentos de Corey, fazendo parecer uma
coreografia velha de tão bem ensaiada.
O hit Left Behind, do segundo cd Iowa, mostra a pressão
da banda no palco.
Um momento exclusivo para os cariocas, já que a música
não fez parte do show de São Paulo.
Para a alegria das fãs mais fanáticas a surpresa,
Vermilion Part 1 é introduzida com bateria. Muitas estavam
esperando a Part 2, a balada mais tocada nas rádios desde
2004, ambas do terceiro cd.
O vocalista despreocupou a todos quando disse
que ia fazer uma viagem no tempo e iria tocar músicas de
1999 até 2004. Todos os hits da banda foram lembrados.
Os fãs agradeceram com muitos aplausos. Da metade do show
até o final o vocalista Corey apresentou todas as músicas
me português. "Essa música se chama ... Heretic
Anthem!", distorceu o rapaz que bateu cabeça com seus
companheiros de banda. Enquanto todos ficavam jogando suas perucas
pra frente e pra trás, o mascarado pinóquio, o percussionista
Chris, desceu até o público para dar baquetas e
interagir mais de perto com a galera, que respondia ao refrão
da música em seu microfone. O Dj Sid também agitou
com energia. Ele subia nos nos equipamentos, se pendurava e balançava
frenéticamente o equipamento de percussão. Sob muitos
aplausos a banda mandou Duality, que também ficou encantada
com a interação dos cariocas.
"Todos sentados, por favor! Sentados!", pediu educadamente
o vocalista. Todos na casa de show obedeceram. Foi espantoso q
disciplina dos fãs da banda. Sob o comando de "Pula
pula" de Corey, todos os presentes pularam violentamente
ao som de Spit it Out. Seguinto o set eles mandam a também
famosa People = Shit.
Momento de emoção. Corey
faz declaração de amor ao público:
"Vocês são o melhor público da América
do Sul! Vamos voltar em todas as turnês! Juro por Deus!",
exclamou o vocalista visivelmente emocionado, aplaudindo o público.
Em vários outros elogios rasgados esse foi o que mais causou
impacto, todos começaram aplaudir, banda e público.
Em seguida Get this faz a festa entre os fãs do new heavy
metal.
Desabafando sobre as pessoas da indústria
fonográfica que tentou acabar com a banda por suas músicas
violentas e seus clipes chocantes, Corey disse que os fãs
são responsáveis pela realização do
sonho da banda existir, agradecendo aos fãs pelo apoio
e por comprar seus cds. Finalizando o discurso a banda detona
a casa com o primeiro hit que deu fama mundial ao Slipknot, Wait
and Bleed.
Bandeira em punho
Com a bandeira do Brasil aberta sob a bateria,
o baterista Joey é ovacionado pelos fãs que ficam
loucos quando Corey aparece enrolado com outra bandeira do Brasil.
O vocalista beija a bandeira e canta a poderosa e pesada Surfacing
agarrado a ela.
Com Danger - Keep Away, do terceiro cd, os integrantes
voltam ao palco em suas assustadoras máscaras - agora não
tão assustadoras assim, dado ao carisma dos caras - e distribuem
água, palhetas e baquetas para todos os presentes. Até
o camarote ganhou com o arremeço de baquetas. A banda se
retira do palco e Corey finge desmaiar no centro do palco. Todos
ficam gritando por seu nome. Cansado, ele levanta e se ajoelha
diante do presentes e faz muitas reverências, aplaudindo
e sendo aplaudido até sair do palco.
Um show extremamente violento no sentido musical
da palavra, muito pesado e com uma super produção,
com nove músicos cativantes e vivos no palco. Para o público
carioca, uma experiência única com a melhor banda
de new heavy metal da atualidade.
Set list
Prelude 3.0
The Blister Exists
(sic)
Disasterpiece
Before I Forget
Left Behind
Vermilion (Part 1)
Pulse of the Maggots
Eyeless
Everything Ends
Heretic Anthem
Duality
Spit it Out
People = Shit
Get This
Wait and Bleed
Surfacing
Danger - Keep Away |