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Hellion Records
 Matéria

27/09/2005
Slipknot agita Claro Hall
25/09/2005 – Claro Hall – Rio de Janeiro/RJ
Texto: Carol Marq
Fotos: Paulo Cássio
 
Foram quase 6 anos de espera que finalmente chegaram ao fim no dia 25 de setembro. O new metal do Slipknot ferveu o Claro Hall regados a muita água sob as máscaras bizarras e muita interação com o público.

A banda composta pelos nove integrantes mascarados subiram ao palco às 20:30 sem atraso. O Dj Sid Wilson (nome 0 "zero"), o baterista Joey Jordison (1), o baixista Paul Gray (2), o percussionista Chris Fehn (3), o guitarrista James Root (4), o sampler Craig Jones (5), o segundo percussionista Shawn Crahan (6), o outro guitarrista Mick Thompson (7) e o vocalista Corey Taylor (8) surgiram do nada em meio ao gelo seco à introdução da música "Prelude", faixa um do atual cd de trabalho da banda, o Vol. 3 [The Subliminary Verses] (2004).

Sem quebrar o ritmo das três primeiras músicas a banda seguiu com The Blister Exists e a famosinha [Sic], do primeiro cd, Slipknot. Antes da quarta música o vocalista muito feliz e bem humorado conversou em português com o público, agradecendo a presença de todos com muitos "Obrigado Rio!".

VEJA AQUI AS FOTOS DO SHOW DO SLIPKNOT

Os fãs foram a loucura com o preciosismo do vocalista ao dizer tantas frases completas em português, alegando que na próxima turnê ele vai estar falando um português bem melhor.

Seguindo com o set list é a vez do atual hit das rádios no mundo. A música de trabalho Before I Forget, faz do Claro Hall uma arena de várias rodas.
Muitas pessoas foram carregadas pelos seguranças, sem pancadaria e violência explícita.

Ao comando de Corey com gestos manuais a galera gritava alguns dizeres de interludes e refrões mais violentos. O público respondia muito bem aos movimentos de Corey, fazendo parecer uma coreografia velha de tão bem ensaiada.

O hit Left Behind, do segundo cd Iowa, mostra a pressão da banda no palco.
Um momento exclusivo para os cariocas, já que a música não fez parte do show de São Paulo.

Para a alegria das fãs mais fanáticas a surpresa, Vermilion Part 1 é introduzida com bateria. Muitas estavam esperando a Part 2, a balada mais tocada nas rádios desde 2004, ambas do terceiro cd.

O vocalista despreocupou a todos quando disse que ia fazer uma viagem no tempo e iria tocar músicas de 1999 até 2004. Todos os hits da banda foram lembrados. Os fãs agradeceram com muitos aplausos. Da metade do show até o final o vocalista Corey apresentou todas as músicas me português. "Essa música se chama ... Heretic Anthem!", distorceu o rapaz que bateu cabeça com seus companheiros de banda. Enquanto todos ficavam jogando suas perucas pra frente e pra trás, o mascarado pinóquio, o percussionista Chris, desceu até o público para dar baquetas e interagir mais de perto com a galera, que respondia ao refrão da música em seu microfone. O Dj Sid também agitou com energia. Ele subia nos nos equipamentos, se pendurava e balançava frenéticamente o equipamento de percussão. Sob muitos aplausos a banda mandou Duality, que também ficou encantada com a interação dos cariocas.

"Todos sentados, por favor! Sentados!", pediu educadamente o vocalista. Todos na casa de show obedeceram. Foi espantoso q disciplina dos fãs da banda. Sob o comando de "Pula pula" de Corey, todos os presentes pularam violentamente ao som de Spit it Out. Seguinto o set eles mandam a também famosa People = Shit.

Momento de emoção. Corey faz declaração de amor ao público:

"Vocês são o melhor público da América do Sul! Vamos voltar em todas as turnês! Juro por Deus!", exclamou o vocalista visivelmente emocionado, aplaudindo o público. Em vários outros elogios rasgados esse foi o que mais causou impacto, todos começaram aplaudir, banda e público. Em seguida Get this faz a festa entre os fãs do new heavy metal.

Desabafando sobre as pessoas da indústria fonográfica que tentou acabar com a banda por suas músicas violentas e seus clipes chocantes, Corey disse que os fãs são responsáveis pela realização do sonho da banda existir, agradecendo aos fãs pelo apoio e por comprar seus cds. Finalizando o discurso a banda detona a casa com o primeiro hit que deu fama mundial ao Slipknot, Wait and Bleed.

Bandeira em punho

Com a bandeira do Brasil aberta sob a bateria, o baterista Joey é ovacionado pelos fãs que ficam loucos quando Corey aparece enrolado com outra bandeira do Brasil. O vocalista beija a bandeira e canta a poderosa e pesada Surfacing agarrado a ela.

Com Danger - Keep Away, do terceiro cd, os integrantes voltam ao palco em suas assustadoras máscaras - agora não tão assustadoras assim, dado ao carisma dos caras - e distribuem água, palhetas e baquetas para todos os presentes. Até o camarote ganhou com o arremeço de baquetas. A banda se retira do palco e Corey finge desmaiar no centro do palco. Todos ficam gritando por seu nome. Cansado, ele levanta e se ajoelha diante do presentes e faz muitas reverências, aplaudindo e sendo aplaudido até sair do palco.

Um show extremamente violento no sentido musical da palavra, muito pesado e com uma super produção, com nove músicos cativantes e vivos no palco. Para o público carioca, uma experiência única com a melhor banda de new heavy metal da atualidade.

Set list

Prelude 3.0
The Blister Exists
(sic)
Disasterpiece
Before I Forget
Left Behind
Vermilion (Part 1)
Pulse of the Maggots
Eyeless
Everything Ends
Heretic Anthem
Duality
Spit it Out
People = Shit
Get This
Wait and Bleed
Surfacing
Danger - Keep Away


   Veja as fotos do show do Slipknot



www.universodorock.com


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