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Hellion Records
 Matéria

10/04/2007
Placebo volta ao Rio, após 2 anos, com "Meds"
Texto: Carol Marq
Fotos: Henrique de Andrade
 
Parecia um domingo de matinê. Após a abertura da banda paulista Gram (Deckdisc), a atração internacional, PLACEBO, subiu ao palco do Citibank Hall (antigo Claro Hall), no Rio de Janeiro, dia 25 de março, pontualmente às 20:30 h.
Muitas pessoas perderam o início do show por causa do horário. Foi incrível a pontualidade desta produção.
Interessante ressaltar que a banda Placebo selecionou o Gram "a dedo", dizendo que escolheram os paulistas pois "o som é de fato muito bom".

Apesar dos 11 anos de carreira, a banda Placebo não empolgou tanto o público como no primeiro show deles no Brasil, que eles fizeram no mesmo local há 2 anos, no Festival 'Claro que É Rock'. A casa não estava lotada, mas isso não quer dizer que que a banda não era aguardada pelos fãs e pela imprensa. Todos estavam ansiosos para conferir o novo - e maduro - trabalho, "Meds", de perto. Esperando, claro, que eles tocassem tudo o que não foi possível da última vez em que estiveram naquele palco.

Apesar de Brian Molko (vocal e guitara), Steve Hewitt (bateria) e Stefan Olsdal (baixo) estarem mais maduros com o lançamento e trabalho em torno do CD "Meds", com as caras mais "lisas", [como se tivessem aplicado botox], e sorridentes com o público seleto que ali estava, a banda errou bastante. Chegou ao ponto em que Brian afinou por várias vezes desafinou e afinou sua guitara em meio a música que rolava na hora, como se fosse um amador, olhando para a sua roadie particular, com um sorriso sem graça que dava a bandeira de que algo estava errado até para quem não entendia nada de técnica e música.

O set começou forte.
"Infra-Red" abriu o show num clima tipicamente "aplacebado", emendando "Meds" e a balada "Because I Want You". Os fãs ficaram mais eufóricos na seqüência de "Drag". Foi um show equilibrado. Quase metade das músicas do set eram do novo CD "Meds".

ontinuando com a agitação crescente dos fãs, as músicas executadas seguem a ordem "Bionic", "Follow The Cops Back Home", "Special Needs", "Song To Say Goodbye", "I Know" e "Without You I'm Nothing".
Uma das mais aguardadas foi a maravilhosa "Sleeping With Ghosts", que não foi tocada no show anterior da banda no Brasil. O momento do alto da casa de show era de total concentração e devoção. Era evidente que os músicos de apoio do trio do Placebo estavam afinadíssimos com o clima e a harmonia do grupo. O andamento foi fantástico. E para quem não sabe, dentre os músicos de apoio estava em ex-integrante da banda Suede, o baixista Alex Lee.



















Para delírio dos espectadores as mais puxadas das antigas estavam no set que continha as 18 músicas bem dosadas e misturadas. Como uma receita médica, Brian Molko prescreveu com seu trio o remédio que a platéia tanto pedia em coro: "Every You Every Me" e "Special K", gritadas e cantadas em coro nos refrões. Foi explosão dentro do Citibank Hall, sem dúvida.

"Bitter End" fechou esse primeiro set com uma sensação de dormência em peso. A banda forçava um transe no palco que lembrava a atitude grunge marcante de ser. Nem de perto lembrou aquela banda "glam-dark-glitter-depressed" do início da carreira.

Na volta ao palco, depois do baixista, literalmente pular pra galera, a banda seguiu com um cover de Kate Bush, chamado "Running Up That Hill", seguida da clássica [e dúbia] "Taste In Men".

"Twenty Years" fechou com chave de ouro uma apresentação morna, mas sofisticada e bem mesclada de um novo Placebo, mais sereno e mais maduro. Quase nada androgeno.

Faltaram alguns dos clássicos. Temos que admitir. As pessoas querem ouvir os clássicos num show exclusivo de uma banda como o Placebo.

Da última vez foi duro de aguentar o festival inteiro para ouvir Placebo só ao final, com algumas poucas músicas novas e seus clássicos picotados e emboladas em um set curto e corrido.

Mas para quem pegou tudo do início, valeu a pena. É sempre bom rever Placebo. O saldo, mais uma vez, foi positivo.




www.universodorock.com



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