RIO - Na quinta-feira
passada (3), quase 9 mil pessoas compareceram ao HSBC
Arena, no Rio de Janeiro, para assistirem Ozzy
Osbourne, Korn e Black Label Society em uma noite chuvosa
e com trânsito engarrafado. E com certeza, quem foi não
se arrependeu nem um pouco.
Com
um público bem diversificado, jovens de camisetas pretas
com estampas de suas bandas preferidas aguardavam ansiosamente
o início do show, que pontualmente teve seu início
às 19h30 com a banda Black Label Society,
formado pelo virtuoso guitarrista, Zakk Wylde,
que também faz parte da banda do Ozzy, e teve muito fôlego
para tocar duas vezes em duas bandas em uma só noite.
Infelizmente, devido o trânsito que peguei em direção
ao Rio Arena, cheguei na metade da apresentação
do BLS.
Logo
em seguinda veio o KORN, banda de um gênero
do metal conhecido como "nu metal" e cultuados principalmente
por roqueiros mais jovens e adolescentes; e eles não fizeram
feio. Ao contrário que muitos imaginavam que seria apenas
uma banda de abertura para o Ozzy, o Korn mostrou muita competência,
energia e barulho, inclusive várias “rodas punks”
se formaram na pista em momentos certos, o que empolgou demais
a garotada que estava lá, incluindo até alguns fãs
mais radicais da banda do Ozzy.
Tocando
seus principais hits como "Right Now",
"A.D.I.D.A.S.", "Freak
On A Leash", "Falling Away From"
e canções novas do álbum Untitled, o Korn
levou os fãs ao delírio. E quem esteve esperando
que a banda tocasse o trecho final da música "One"
em uma das canções que eles costumam fazer ficaram
surpresos, pois o grupo escolheu a canção
"We Will Rock You" do Queen - que por sinal,
ficou perfeito e muito emocionante. Após 1h30 de apresentação,
Korn deixou o palco encerrando com um dos seus maiores hits: "Blind".

No
intervalo, durante a espera pelo anfitrião da casa para
subir ao palco, ouvia-se em coro o público cantando "Olê
olê olê olê olê, Ozzy, Ozzy".
O som ecoou por todo o estádio do HSBC Arena. A essa altura,
a ansiedade do público era grande e estavam todos bastante
eufóricos, pois fazia anos que a banda não vinha
ao Brasil, e os fãs estariam recebendo um dos maiores ídolos
e ícones do cenário do metal.
A
apresentação começou com um telão
exibindo trechos de paródias de filmes como "Piratas
do Caribe" e "Lost" interpretados
pelo próprio Ozzy, que foi um dos pontos
mais engraçado da noite. No fim da apresentação
do video no telão, ouvi-se os primeiros acordes de guitarra
de Zakk, e em seguida entra cena o "deus do metal":
Ozzy.
Após
muito tempo sem vir ao Brasil, Ozzy reviveu a clássica
fase da carreira solo e do Black Sabbath, apresentando seus maiores
clássicos como "Bark at the Moon",
"Paranoid", "Crazy Train"
e a famosa "Iron Man". Um dos momentos
mais brilhantes foi a execução da canção
"Mr. Crowley", com um solo de guitarra
emocionante e magnífico de Zakk Wylde. Impossível
alguém dizer que não se emocionou naquele momento.
Um
telão ao fundo projetava imagens com animações,
e os telões laterais mostravam detalhes da atuação
dos componentes. O som as vezes ficava misturado, talvéz
pela acústica do local, mas isso não importava tanto.
Não
tem como deixar de falar alguns detalhes curiosos e engraçados:
o entusiasmo enorme de Ozzy e a felicidade estampada
em seu rosto eram grandes. Ele corria em todas as direções
do palco, e em certos momentos com um balde cheio de água,
que jogava no público. Cenas como essas foram repetidas
várias vezes no decorrer da apresentação.
O
guitarrista Zakk Wylde também teve seus
momentos inesquecíveis: um solo interminável de
6 minutos durante uma pausa no meio da última música
"Paranoid"; quando arremessou a guitarra ao público
esperando que seu instrumento voltasse intacto - o que não
ocorreu, deixando-o enfurecido. Wylde pulou para recuperar sua
guitarra. O fãs entenderam e a devolveram. Enquanto isso,
Ozzy e demais membros continuam executando a canção
só com baixo e bateria.
No
final do show, mais coro: "Olê olê olê
olê olê, Ozzy, Ozzy", ecoando por todo estádio.
Missão cumprida!!!! Ozzy e cia se despediram do Rio. |