 "Fuck
You Elvis Presley e Keith Richards, Lemmy é o rei do rock".
É com essa frase que Dave Grohl, líder do Foo Fighters
define Lemmy, baixista e líder do Motorhead.
E depois de ver um show como de domingo, no Via Funchal, fica
difícil discordar. Com energia e peso avassaladores, o
Motorhead colocou o público todo pra pular, berrar e bater
cabeça.
Mas vamos começar a história do começo:
o Via Funchal estava bem cheio, e, apesar da grande fila, não
foi difícil entrar na casa. Lá dentro, o ar condicionado
estava funcionando (o que não aconteceu no show do Deftones).
Abrindo o show, veio o Matanza. Não poderia haver melhor
escolha para abrir um show do Motorhead do que os brasileiros
do Matanza. Muito mais pesados do que em cd, foi uma das pouquíssimas
bandas de abertura que eu vi que realmente conseguiu agitar o
público, que até cantou algumas da músicas
mais famosas, como a Arte do Insulto. Um show curto, mas uma porrada
bem dada.
Depois de mais 50 minutos de espera, veio o Motorhead. Começando
com "Dr. Rock", foi uma pancadaria do começo
ao final. Lemmy é o mesmo Lemmy de sempre, tocando com
o amplificador no talo e com o baixo caracteristicamente distorcido,
e a voz rouca impecável (se isso já não é
uma contradição...)
Phil Campbell fez os riffs e solos com sua tradicional competência,
e sua técnica cria um belo contraponto à porradaria
de Lemmy. Mickey Dee foi um show à parte - além
de ter tocado muito durante as músicas, ainda fez um solo
sensacional, que fez todos na pista gritarem seu nome.
No repertório, clássico atrás de clássico,
com o destaque pra Killed by Death, Iron Fist e Overkill, cantadas
em uníssono pela platéia (mas não dava pra
ouvir direito, porque o som estava ALTO!). Rolou até cover
do Thin Lizzy, banda do lendário Phyl Lynnot, e momento
acústico com Phyl e Mickey ao violão tocando Whorehouse
Blues. O único porém: o show deveria ter mais de
2 horas pra não faltar nenhum clássico! |