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 Matéria

janeiro/2008
Hillary Duff - A Menina da TV esteve aqui
Colunista: Ilton Godoy
(iltongod@ig.com.br)
 
Hordas de meninas à espera do espetáculo. High School Music. Madonna & Britney. Quartos de paredes em tom pastel. Hillary Duff e seu conjuntinho brilhoso de blusinha-shortinho, sapato de salto alto, trejeitos, poses, caras e bocas próprios de um ídolo pop conhecido no mundo todo e que possui um veículo que o leve a muitos lares e faça dele parte da vida de todas as meninas que gritam à beira do palco, como se estivessem a um palmo de uma outra realidade, algo que nem sabem direito o que seja. Mal sabem elas que sim, lá em cima, tão perto e tão longe, é outro mundo, pré-fabricado, mas diferente do que se vê por aqui, digamos que o que vem do Norte é mais bem acabado, ou camuflado.

O Show em si é animado (óbvio), mas digo isso, porque até eu achei alguns momentos bem feitos, mas isso já se insere na longa tradição americana do * showbusiness*, ou seja, elas fazem shows dessa maneira mesmo, não é mérito algum da Hillary Duff, de seus dançarinos (que são muito bons) ou da banda de apoio, competente.

Porém, o grande espetáculo são as meninas, pré-adolescentes, outrora fãs da Xuxa (inevitável lembrança),e a sua devoção por Hillary que tem seus atributos: é loira, é bonita. Loira. Simpática. Loira. Carismática. Loira.

Talentosa e loira. Na sua frente, vindo da platéia, um mar de braços erguidos com telas coloridas na ponta e *flashes* espocando numa onda de luzes como se um enxame de vaga-lumes invadisse o lugar, a noite...o mundo.

Lyzzie Mcguire, ops!, Hillary Duff não compromete, segue a cartilha pop direitinho, conversa com o público, distribui sorrisos e faz aquela cara 'eu-realmente-não-sei-por que-vocês-me-adoram-tanto', dá seus passinhos de dança, faz o tipo tímida-sensual, canta o seu *hit* 'Wake up" que enlouqueceu ainda mais quem já estava fora de si e acelerou o que a natureza demoraria uns três anos pra conseguir: modificar as vozes daquelas garotinhas, com toda aquela gritaria por elas proporcionada. O álbum "Dignity" aparece em vários momentos do show, e, sempre que pode, Lizzy*......ops!

I did it again*, Hillary Duff troca o modelito, sempre algo curto e brilhante. Coisa de menina. Após tantas canções dançantes, baladas e sorrisos de agradecimento, Hillary despede-se, e sai saltitando do palco, volta para o lugar mágico de onde veio, devem pensar as meninas, ou sou eu, lúdico ao extremo, que vê num simples show a beleza e a pureza dessas criaturas que adoram outra criatura que pouco tem que ver entre si, e mal sabem elas, que a própria Hillary deve querer trocar de lugar com suas fãs, nem que seja por alguns segundos. Essa é a magia, esse é o poder da música e, por isso ela, a música, é tão necessária em nossas vidas. Mesmo que seja para andar de limusine em pleno dia da semana.




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