Os
fãs compareceram em massa para conferir o histórico
show do Gamma Ray com o Helloween no último dia 20 de abril,
no Credicard Hall. A expectativa era grande, afinal as duas maiores
bandas alemãs de metal melódico nunca tinham se
apresentado juntas na capital paulista. O clima no local era de
animação e nervosismo. Esse show faz parte da “Hellishrock
Tour” que prevê os shows de cada uma das bandas e
uma jam no final com os músicos dos dois grupos.
Para
quebrar o suspense, às 20 horas em ponto o Gamma Ray subiu
ao palco começando com a música “Into the
Storm”. O público ficou tão eufórico
que quase derrubou a grade de proteção que separava
a platéia do palco, quase prensando os fotógrafos
que estavam trabalhando na barricada. Mas felizmente ninguém
se feriu. Em seguida eles tocaram o hit “Heaven Can Wait”.
E “New World Order” foi a terceira, com direito ao
coro da platéia. O vocalista e guitarrista Kai Hansen,
sauda o público e na seqüência começa
“Fight”. “Empress” do álbum “Land
Of The Free Part II” agita a galera. As clássicas
“Valley of the Kings”, “Rebellion in Dreamland”
e “Heavy Metal Universe” são tocadas nessa
ordem.
Quase
no final da apresentação deles, Kai Hansen tocou
um clássico da época dele no Helloween, “Ride
the Sky” do CD Walls of Jericho. E o público ferveu
com esse hit da antiga banda dele que em poucos minutos também
estaria naquele palco. Eles terminam a primeira parte do show
com os solos de guitarra da música “Somewhere out
in Space” e saem do palco. Hansen voltou ao palco com uma
bandeira do Brasil pendurada nas costas e eles tocaram “Send
me a Sign” para terminar o show às 21h15. A apresentação
do Gamma Ray foi boa, mas ficou evidente que a banda mais esperada
da noite era o Helloween.
Antes
do Helloween entrar no palco os fotógrafos foram levados
para um tablado localizado no fundo da pista do Credicard Hall.
O motivo disso é que mesmo com a insistência dos
seguranças e da assessoria de imprensa da casa, os fãs
não arredaram os pés para trás e com isso
os jornalistas ficaram impossibilitados de irem para a barricada
na frente do palco por questões de segurança. Nota
10 para as assessoras da T4F (Sarita) e das bandas (Luciana) que
tentaram ajudar a imprensa da melhor maneira possível,
mas fica um alerta para a casa nos próximos shows para
checarem a grade de proteção da pista antes do início
das apresentações para evitarem esse tipo de surpresa.
O
local escureceu para receber o Helloween às 21h50. Quando
as luzes se acenderam pudermos ver o pano de fundo com a capa
do último CD da banda “Gambling with the Devil”
com o boneco que faz parte do contexto no canto esquerdo do palco.
Eles abriram a apresentação com o super clássico
“Halloween”, do álbum “Keeper of the
Seven Keys Part I”, com seus 13 minutos de duração
e a voz de Andi Deris caiu muito bem. Isso foi uma surpresa para
os fãs, que reagiram muito bem. Na seqüência
“Sole Survivor” e “March of Time”, do
“Keeper part II” que não empolgou muito a galera.
Depois eles tocaram a primeira do álbum “Gambling
with the Devil” do set list, “As Long As I Fall”.
Em
seguida veio a balada “A Tale That Wasn’t Right”,
acalmando o ânimo dos presentes. Logo depois veio o solo
do batera Dani Löble, com direito a uns samplers de samba
eletrônico de para acompanhar. Para tentar reanimar a platéia
eles tocaram na seqüência “The King of a 1000
years” do ‘Keeper of the Seven Keys III’ com
aproximadamente 14 minutos de duração, mas não
resolveu muito.
Os
fãs deixaram a apatia de lado e voltaram a se aquecer e
agitar muito com a próxima música “Eagles
Fly Free”. Depois eles tocaram outra faixa do CD ‘Gambling
with the Devil’ a pesada “The Bells of the 7 Hells”,
que teve uma parada no meio só para a platéia participar.
Os alemães tocam outra balada “If I Could Fly”
que parece ter agradado muito o público. Após uma
hora e quinze minutos de show, com “Dr Stein” (também
do ‘Gambling’), o Helloween fez todo o Credicard Hall
agitar com eles. Ao término dessa música a banda
saiu do palco.
Sem
demora, o Helloween volta para o bis, com Andi Deris vestindo
um blaser vermelho de paetês e um chapéu (o traje
lembrou os apresentadores de espetáculos circenses), e
fez um ‘medley’ com “I Can”, “Where
The Rain Grows”, “Perfect Gentleman” (com a
apresentação dos integrantes no meio), “Power”
e “Keeper of the Seven Keys”. Às 23h30, termina
o show do Helloween que agradou muitos dos fãs presentes,
mas também deixou outros um pouco frustrados por causa
da escolha do repertório que, segundo eles, teve poucas
músicas do ‘Gambling With the Devil’. Na minha
opinião foi um excelente show irretocável tanto
no aspecto musical quanto ao visual do palco.
Era
a hora da tão esperada jam session com os músicos
do Helloween e do Gamma Ray no mesmo palco numa atmosfera animada
de festa. Os dois cantores Kai Hansen e Andi Deris dividiram o
vocal em “Future World” e “I Want Out”,
enquanto os outros músicos se divertiam e faziam piadas
e brincadeiras entre eles, que contou até com a participação
de Michael Weikath que não costuma “brincar em serviço”.
O que se viu foi uma verdadeira “parafernália musical”
com vários instrumentos sendo tocados ao mesmo tempo. Apesar
disso, acreditem, o som estava cristalino como no restante das
apresentações. O que se viu na noite de 20 de abril
de 2008 é o que pode se chamar de “milagre do rock”,
esse tipo de acontecimento mexe com o coração e
a cabeça até de uma fã mais tranqüila
como eu. Quem presenciou a reunião dessas duas grandes
bandas no final do show saiu de lá com gosto de missão
cumprida.
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