 No
último domingo, 29 de outubro, os cariocas lotaram o Claro
Hall para a última apresentação da turnê
que reuniu os guitarristas Eric Johnson, John Petrucci e Joe Satriani,
idealizador do G3 ao lado de Steve Vai.
O primeiro a se apresentar foi Eric Johnson.
Após dar início ao show com Summer Jam e Back Pages,
o músico, que já dividiu o palco com Stevie Ray
Vaughan, disse que era muito bom estar ali no show do G3 e, antes
de tocar Trade Mark, apresentou o baixista Roscoe Beck e o baterista
Tommy Taylor. Em seguida, executou Brilliant Room e o clássico
Manhattan, cujas primeiras notas foram suficientes para levar
o público ao delírio. A platéia vibrou do
início ao fim da música, quando levantou das mesas
para aplaudir a bela apresentação, que prosseguiu
com Columbia. O guitarrista, pela primeira vez na América
do Sul, agradeceu a platéia e tocou Desert Rose, do álbum
Tones, fechando a primeira parte do show do G3 com a animada Cliffs
of Dover.
Após o intervalo, foi a vez do virtuoso
John Petrucci, cuja banda principal foi a grande vencedora no
quesito camiseta-de-banda-mais-usada-da-noite. O repertório
composto pelas melhores composições de seu último
álbum solo, Suspended Animation, foi aprovado pelo público,
que foi ao delírio logo que Petrucci subiu ao palco para
executar
Jaws of Life. Diante de gritos gerais, o guitarrista
agradeceu a receptividade e disse que temos uma cidade maravilhosa.
Glasgow Kiss deu continuidade ao show, provocando uma espécie
de histeria coletiva. Como já se esperava, o show dele
foi o que mais destacou os solos, um prato cheio para os fãs
do Dream Theater, que representavam parcela significativa da platéia.
Mas além de toda velocidade e técnica, os presentes
puderam notar a perfeita sintonia entre Petrucci e Mike Portnoy,
companheiros de Dream Theater.
Depois de Glasgow Kiss, veio Lost Without You, cuja performance
de Petrucci nos pedais deu uma orquestração toda
especial à música. Na sequência vieram Curve
e a espetacular Wishful Thinking, na qual Portnoy roubou a cena
e mostrou porquê é um dos melhores bateristas da
atualidade. O baixista "Mr. Incredible"
Dave LaRue deu um show à parte. Petrucci
interagiu bastante com a platéia - "You guys have
been wonderful" - e fechou com Damage Control. Ao deixar
o palco, todos gritavam seu nome incansavelmente. Portnoy se despediu
com um "Obrigado, Rio. Thank you very much".
Eis que chega a vez do inconfundível Joe Satriani subir
ao palco ao som de Flying in a Blue Dream. E lá estava
Dave LaRue novamente! Na sequência tocaram Extremist, em
que Joe pôde mostrar seus talentos na gaita. Redshift e
Cool #9 vieram logo em seguida. Além de Guitar Hero, Satriani
é um excelente showman. Como se não bastasse pular,
girar, correr e quicar sem perder o controle sobre os efeitos,
ele exerce total domínio sobre a platéia, que assistiu
a apresentação fascinada com o nível de técnica
e criatividade do cara.
Após a psicodélica Satch Boogie, cuja sonoridade
envolveu a platéia num clima de magia, foi a vez de Super
Colossal, Just like Lightnin' e Crowd Chant. Satriani pediu para
que todos gritassem o mais alto possível, o que foi seguido
por vários ô-ô-ôs e hey hey heys. O guitarrista
ainda tocou os clássicos Summer Song e Always With Me Always
With You, quando Petrucci voltou ao palco, despertando alvoroço
na platéia. Eric Johson, com o brilho meio ofuscado, entrou
poucos minutos depois para o início da jam, anunciada pela
pergunta do mestre Joe: "Are you ready for the G3 experience?".
A jam, que contou com Voodoo Chile, Red House e Rockin' in the
Free World, fechou uma noite inesquecível para os amantes
da guitarra, que puderam admirar não só três
grandes nomes, mas três estilos sensacionalmente diferentes.
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