| Um
público não muito grande compareceu ao Via Funchal
na noite fria do último dia 27 de julho pra conferir o
Festival Indie Rock. Mas os que estiveram lá não
perderam três grandes shows protagonizados pelos brasileiros
da Nação Zumbi e Móveis Coloniais de Acaju
e pela banda inglesa The Rakes.
A Nação Zumbi subiu ao palco as 22 horas iniciando
o show já com o hit “Hoje, Amanhã e Depois”
do novo álbum “Futura”. Os sete músicos
comandados pelo vocalista Jorge Du Peixe homenagearam o flautista
Rafael Torres do grupo Mombojó que faleceu no dia 5 de
julho (a Nação Zumbi foi indicada pelo próprio
Mombojó para substituí-los no festival). O grupo
que faz um mix de maracatu com rock, experimentos e musica eletrônica,
tocaram músicas dos seus quinze anos de carreira, alem
das compostas em parceria com Chico Science entre elas, “Maracatu
Atômico” e fecharam a apresentação com:
“Quando a maré encher” esquentando o pequeno
público que ainda chegava ao Via Funchal.
O próximo grupo a se apresentar foi o brasiliense Móveis
Coloniais de Acaju. Difícil é definir o som da banda
e seu cd de estréia “Idem”, que flerta com
a musica brasileira, rock, ska e metais, flautas e sax. Na ativa
desde 1998, eles cativam o público com sua criatividade
e personalidade nos shows, alem da música contagiante.
O vocalista André Gonzáles não para um minuto
sequer, ele canta, dança, requebra em um ritmo alucinado.
Os outros nove integrantes o acompanham em um espetáculo
quase circense. Pra fechar o show, o grupo desce do palco e pede
a platéia para abrir um círculo, lá dentro
ele com alguns dos músicos comanda o público a levantar
e baixar os braços acompanhando o ritmo da musica. No final,
tudo vira uma empolgada dança.
Após
a apresentação dos brasileiros era chegada a hora
do aguardado grupo londrino The Rakes. A banda, um dos expoentes
da cena atual post-punk/art-rock abriu sua primeira apresentação
no Brasil com a musica “Terror” do primeiro álbum
Capture/Release de 2005.
Mostrando desenvoltura, seguiu tocando sons como “Retreat”,
“We danced together”, “Down with the moonlight”,
“When Tom Cruise cries”, “All too human”,
“Suspicious Eyes” e “Strasbourg”(entre
outras) que fizeram o Via Funchal em peso cantar e dançar.
O vocalista Allan Donohoe dança em um ritmo frenético
que lembra muito a performance de palco de Ian Curtis do Joy Division.
Após uma pequena pausa e aos gritos de “Rakes, Rakes,
Rakes” da platéia, eles voltaram para o bis com “Little
Superstitions”, Work, work, work”, “Open book”
e o hit “The world was a mess, but his hair is perfect”
fechando incrivelmente a apresentação para um público
pequeno, porém que não ficou nada a dever em animação!
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