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Hellion Records
 Matéria

novembro/2005
Sol, lama e muito Rock and Roll no Claro Q É Rock
Por: Juliana Jacques
Fotos: Paulo Cássio "Pump"
 

O sol de rachar, ingresso caro, engarrafamento na entrada do estacionamento e lama, marcou o evento Claro Q É Rock, realizado no último dia 27 de novembro na Cidade do Rock, Rio de Janeiro. Mesmo assim, as poucas pessoas que estavam na "concentração" antes do início do show estavam animadíssimas para ver de perto Good Charlotte, Flaming Lips, Iggy & The Stooges, Sonic Youth e Nine Inch Nails na mesma noite, de um palco para outro.

Cachorro Grande
Após um longo atraso, Cachorro Grande subiu ao palco com seu visual retrô-terninho-beatles e causou uma aglomeração quase mágica (De onde surgiu tanta gente?) na frente do palco, que simplesmente vibrou com o ponto alto do show: "Helter Skelter" dos Beatles.

Good Charlotte
Um show para adolecentes da nação Emocore não colocarem defeito. A banda afirmou na entrevistas que iria se diferenciar do esperado, porém, foi um show sem muitas surpresas. Um visual esperado além de um setlist com hits esperados, meninas chorando desesperadas e uma atitude “MUITO ousada” de Benji em deslocar-se para o "poleiro" da imprensa. Para grande parte que foi ao festival, a galera EMO, foi o melhor show da noite.

Fantomas
O show do Fantômas foi pra lá de experimental, e nada feito para fãs de Faith No More. A reação foi quase a mesma em toda cidade do Rock: Espanto.

Não há como descrever o que aconteceu ali, só quem presenciou tem uma opinião formada e é difícil repassá-la diante de tamanha peculiaridade sonora, mas enfim, quem é fã de Mike Patton, VIU Mike Patton, quem curte Fantômas, teve um bom show, alguns torceram o nariz e outros não deram a menor bola.

The Flaming Lips
Um show que causou arrepios, uma verdadeira festa no palco. Com direito a entrada triunfal de Wayne M. Coyne, líder da banda, em uma imensa bolha. Acredito que as concepções de muita coisa mudam após um show desta banda. Música + show que parece uma imensa festa de aniversário = Você muito feliz!

Muitos, quando digo muitos arrisco dizer 80% das pessoas, não conheciam nada, ou quase nada do som desta banda, mas TODOS ficaram boquiabertos com Bohemian Rhapsody (palmas!) e War Pigs. Queen e Black Sabbath para ninguém colocar defeito. Flaming Lips foi a festa que o evento precisava.

Sonic Youth
Uma das bandas mais esperadas do evento, o Sonic Youth fez uma apresentação extremamente introspectiva. Alguns fãs torceram o nariz, pois a prioridade foram músicas do último álbum "Sonic Nurse", que podemos sim afirmar que é um bom trabalho. Para quem curte assistir show e não pular e dançar teve um prato cheio. O Sonic Youth continua fiel a suas essências, explorando microfonia e dissonância.

Iggy Pop & The Stooges
Loucura. Quem conhece, já esperava algo parecido, quem não conhecia, ficou boquiaberto. Iggy Pop arrasou, apareceu, criou polêmica e fez inveja a muito jovenzinho de 18 anos. O "coroão" do Rock mandou muito bem. Rolou de tudo, performances "sexuais", xingamentos, pisadas na cabeça de repórteres que se acotovelavam em busca do melhor ângulo e um convite a platéia para subir ao palco. Iggy Pop é Iggy Pop.

Rolaram sons de dois dos trabalhos de estúdio dos Stooges, "Stooges" e "Fun House", também deu para conferir o mais recente trabalho de Iggy, "Skull Ring", de 2003. Um(?) ponto alto do show foi "No Fun", com fãs invadindo palco a convite do próprio Iggy, burlando seguranças e tendo um momento que jamais sairá da memória.

Nine Inch Nails
O Nine Inch Nails teve de mostrar a que veio e manter o povo disposto a curtir o show até o fim, depois da experiência porporcionada pelo mestre Iggy Pop. Mostraram. Trent Reznor protagonizou a "porrada" sonora violenta de "Wish", abrindo um show memorável. A banda fez um show inesquecível. O guitarrista Aaron North, o baixista Jeordie White (também conhecido como Twiggy Ramirez, ex-Marilyn Manson), o tecladista Alessandro Cortino e o baterista Alex Carapetis proporcionaram "a night to remember". Reznor cantava como se fosse seu último dia na terra, berrando e arremessando longe os pedestais de microfone. No setlist, trabalhos antigos como "Head Like a Hole" e hits como "The Hand That Feeds". Inesquecível.





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