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Hellion Records
 Matéria

21/03/2007
Blind Guardian volta a São Paulo para show depois de cinco anos de ausência.
Texto: Giu Furlan
Fotos: Adriana Camargo
 
Noite de chuva intensa no dia 17 de março, fila enorme e muito barulho na porta do Via Funchal, para o show dos alemães do Blind Guardian, banda de power metal que se apresenta pela terceira vez no país.
Usando como referência climas medievais e refrãos grandiosos, fazem um metal épico bem característico.

No momento da abertura da casa, com o corre- corre injustificado de sempre, o local começou a ficar repleto de gente.

Casa "lotadaça" e às 22 horas o público começou a cantar o refrão de praxe, "olé, olé, olé...Blind, Blind", chamando insistentemente pelos bardos que às 22h08, pontuais para esse tipo de evento, posicionaram-se no centro do palco e iniciaram o espetáculo com "Into the Storm".

A voz de Hansi Kürsch praticamente desapareceu, soterrada pela avalanche vocal do público formando um coral gigantesco e afinadíssimo. O cantor aliás, em muitos momentos durante a apresentação calou-se, deixando tudo por conta da galera que em nenhum instante deixou "a peteca cair". O vocalista pareceu-me, principalmente no início, muito frio e burocrático.

Já o baixista (Oliver Holzwarth) sempre muito sorridente e parecendo bastante feliz, erguia sempre os braços, batendo palmas, incitando a galera para uma animação ainda maior.

O estreante da banda, o baterista Frederik Ehmke mostrou uma pegada vigorosa e teve excelente performance.

Quanto ao som, deixou muito a desejar; o vocal embolado com as guitarras, o baixo praticamente imperceptível, sensação de abafamento total.

O palco foi de uma pobreza franciscana, e mesmo tendo prometido trazer a mesma produção dos shows europeus, nem sequer uma bandeira ou qualquer outro adereço foi utilizado e nesse aspecto já presenciei muitos grupos menos famosos muito mais cuidadosos nesse aspecto visual.

Entendo até que talvez fosse inviável em termos financeiros, transportar algum cenário de avião, mas acho que alguma alternativa poderia ter sido pensada, o que denotaria carinho para com um público sempre tão fiel e animado.


Priorizando as músicas mais antigas, para alegria dos fãs, tais como "Nightfall", "Time Stands Still (At The Iron Hill)" e "Valhalla" e com apenas duas músicas do novo Cd intitulado "A Twist In The Myth" ("Fly" e "Another Stranger Me") o set list agradou bastante (claro que sempre se poderia dizer que faltou alguma
coisa...)

Ao final do espetáculo, com o palco tomado por uma luz esverdeada, o biz acontece com a tão aguardada "The bard's song", talvez a mais clássica do grupo.
Segue-se "Mirror, Mirror" e "Barbara Ann", um cover dos Beach Boys gravado pelos alemães no álbum "Follow the Blind", esta última com a participação dos músicos do Angra, Edu Falaschi e Felipe Andreoli.

Duas horas depois, encerrou-se o show que considerei apenas mediano, exceção feita a participação maravilhosa do público, muito aquém das minhas expectativas.



COBERTURA DO SHOW DO BLIND GUARDIAN NO RIO DE JANEIRO E EM BELO HORIZONTE.


Publicado 21/03/2007 : www.universodorock.com






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