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Hellion Records
 Matéria

21/03/2007
Blind Guardian em Belo Horizonte
Por: Fábio Bastos
 
“And then there was silence in Belo Horizonte”. A frase do vocalista Hansi Kürsch descreve o sentimento dos fãs após a passagem da banda alemã pela capital mineira. Em meio a gritos de guerra e odes ao fantástico, o show serviu para confirmar ainda mais a importância da banda no cenário Heavy Metal mundial, e fazer do seu público o ator principal do espetáculo.

Casa cheia (mais de 2500 pessoas), a espera pela banda era repleta de ansiedade. O evento, que não contou com banda de abertura, estava marcado para começar às 22:00, com a abertura dos portões às 21:00. O ponto positivo de não haver banda de abertura é a desculpa de que haverá pontualidade, e assim foi.

Após a introdução “War Of Wrath”, a banda já fez o público cantar com “Into the Storm”, e logo na entrada pôde se perceber que o vocalista Hansi Kürsch não teria problema nenhum em cantar as músicas, pois o público cantava por ele. A massa sonora que vinha da platéia cantando o refrão era impressionante. A música foi seguida por “Born In A Mourning Hall”, pela excelente “Nightfall”, “Script For My Requiem” e “Fly”.
Todas as músicas, recentes ou não, eram aclamadas pelo público, que poderia ser encarado como um coral convidado a fazer parte do espetáculo e impressionando os próprios músicos. Isso se confirmou também na empolgante “Valhalla”, e inclusive no momento em que Hansi tentou apresentar a música “Time Stands Still (At The Iron Hill)”, no qual este fez uma brincadeira com a platéia, como se estivessem o atrapalhando a dizer o nome da música.

“Welcome To Dying”, “Bright Eyes”, “This Will Never End” e “Lost In A Twilight Hall” continuaram a batalha, que chegaria ao seu desfecho com a épica “And then there was silence”, 14 minutos de música que seriam os últimos do show.

É claro que a banda não iria embora sem tocar alguns clássicos que ficaram de fora até então. O público esperou, chamou por eles, sacudiu a casa de shows, e então Hansi volta para anunciar mais um petardo: “Imaginations from the Other Side” , muito esperado por todos os presentes. Mas o momento culminante do show estava por chegar. No fundo do palco já se via os violões sendo ligados pelos roadies da banda. Era a música que todos ali queriam ouvir e cantar: “The Bard´s Song (In The forest)”. Eu me pergunto qual será a emoção de um músico ao ouvir 2500 pessoas cantando uma de suas canções, e nem precisar de cantá-la, o volume da platéia era tão alto que abafava os violões. Era um coro que, apesar de não estar usando sua energia em algo construtivo ou revolucionário, conseguiu fazer a casa de shows tremer, recebendo inclusive elogios de Hansi, que chegou a dizer que foi o melhor público até então. Para quem duvida, várias filmagens dessa parte do show já estão disponíveis no you tube, é só conferir.

Após o pedido da platéia, a banda executou a clássica “Mirror, Mirror”, que fechou o evento, aos berros. Apesar do público ter sido o ponto forte do evento, não se pode deixar de falar nos músicos muito bem ensaiados, executando as músicas com perfeição, apesar da falta de presença de palco (destaque para o guitarrista André Olbrich, que executou solos com maestria e precisão). Mas o que foi percebido ali é que, em se tratando de Blind Guardian, temos uma banda consagrada, vanguardista, e com clássicos que podem ser escolhidos a dedo para um evento desse porte.



COBERTURA DO SHOW DO BLIND GUARDIAN EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO.


Publicado 21/03/2007 : www.universodorock.com






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