
Uma
noite típica de verão em São Paulo, a última
sexta dia quatro de janeiro, com muito calor e a ameaça
de um enorme toró. Mesmo assim, saí disposta a conferir
uma nova apresentação do grupo paulista Tempestt,
dessa vez no Manifesto Rock Bar.
Cheguei cedo, mas mesmo assim as mesas já estavam todas
reservadas e à medida que a noite foi avançando
o local começou a receber um ótimo público.
Só que a noite avançou demais e passava das 24h
quando subiu ao palco a banda de abertura (sim, banda de abertura!
Ninguém merece!), o Judas Priest Cover. Ok, todo mundo
precisa de uma chance, mas bastariam algumas músicas,
apenas para aquecer a galera, do contrário, o que era
para ser entretenimento, virou martírio. E o cover do
Judas estendeu-se por mais de uma hora.
Um grande intervalo, dessa vez para ajeitar os instrumentos
para a banda principal e bem depois das duas da madrugada sobem
ao palco os componentes do Tempestt, BJ nos vocais, Edu Cominato
na bateria, Paulo Soza no baixo e Gustavo Barros na guitarra
(no lugar de Léo Mancini, que deixou a banda em agosto
de 2007).
O set list foi composto em grande parte por músicas
do CD “Bring’ Em On” (como a canção
homônima que abriu o show, ”Lose Control”,
“Fallen Moon” e “Faked By Time” entre
outras), mas também por alguns covers como “Start
From The Dark” da banda Europe (belissimamente interpretada,
por sinal), “Eyes Of A Stranger, do Queensrÿche (esta
cantada pelo baterista Edu, que não fez feio) e”
Bark At The Moon “, do Ozzy (aqui com participação
especial do guitarrista Hugo Mariutti das bandas Henceforth
e André Mattos)”.
O domínio de palco, a incrível qualidade vocal
e o carisma de BJ cada vez mais evidentes, aliados à
qualidade técnica de todos os músicos mostram
uma banda mais madura e entrosada e que merece o reconhecimento
que começa a receber, não só aqui como
no exterior. E esse reconhecimento começa a adquirir
contornos palpáveis com o anúncio feito por BJ
do lançamento do CD do grupo em final de fevereiro ou
começo de março, pelo grupo alemão AOR/Metal
Heaven(maior distribuidora da Europa).
O show termina com a linda canção “Enemy
in You” acompanhada pelo coro dos presentes. E saio de
lá um tanto anestesiada pelo cansaço, já
quase ao amanhecer do dia. Acredito que os organizadores dessas
apresentações e as bandas deveriam repensar esses
horários esdrúxulos e lembrar que são incompatíveis
para a maioria dos mortais.