Muito
se fala dos anos 1980, mas se não existisse o som da black-disco
dos 70, muita coisa feita uma década depois seria diferente
ou simplesmente nem existiria.
O som do
Earth, Wind and Fire explodiu naquela época, incendiou
o mundo e atravessou fronteiras e gerações com
sua altamente dançavel black music e suas melodias saborosíssimas.
O agora trio, já que o vocalista Maurice White não
acompanha mais o grupo em turnês, trouxe todo o groove
da disco para o palco do Vivo Rio, e vibrou o sábado
de muita gente. O grupo original é formado pelo baixista
Verdine White que salta de um lado para o outro, requebra no
ritmo da soul e contagia a todos, banda e platéia; o
estiloso Ralph Johnson que toca percussão com muito conhecimento,
mas a grande estrela do Earth, Wind and Fire ainda é
o vozeirão de Phillip Bailey com seu falsete cheio de
categoria, seu domínio de palco e a simpatia de quem
ama o que faz.
O trio em
si tem história e muita categoria, mas quem é
bom sempre se cerca do que há de melhor, e isso a banda
de apoio deles não fica para trás, seja no casal
de vocalistas, como no naipe de metais, nos dois guitarristas
e no tecladista e baterista que formam um time de primeiríssima
que leva o som da black music mundo afora.
O show foi
em alta sonoridade, com o balanço de "Let´s
groove"e "Boogie wonderland", o romantismo de
"Reasons" e "Shinin star" e todo o apelo
soul-pop de "September" no momento mais aguardado
da noite, aquele do congraçamento pleno entre a banda
e os seus fãs.
O Earth,
Wind and Fire ainda faz todo mundo sacolejar ao seu som, é
ótimo que ainda seja sim, nesta época do blá-blá-blá
insosso do RAP e da pobreza do pop ouvir essas melodias de priscas
eras é um alívio para os nosso ouvidos.